Saturday, February 27, 2010

Daniel Revel Miller

Daniel Revel MillerHow do I not make this all sappy-like? This man doesn't sing in Portuguese - the closest he's come to Lusophone music and culture is a trip we took to Brazil last year, the few bossa nova songs he has on his iPod - some Elis Regina, some Bebel Gilberto here and there, a bit of Seu Jorge to spice things up - and Spanish/quasi-Portuguese interactions he had with my Angolan family when we spent a spring break at my uncle's home in Madrid. But he's my roommate, and much more than that, a very good friend. Who happens to create very good music. He taught himself to play guitar, never had any formal vocal lessons, records music in the room next to me in an improvised, ramshackle studio, but the end product sounds like a million bucks. I couldn't pass up the opportunity to feature him here at the Lounge, at a time where he just released his first EP, which you can download here.

Included here are my three favorite songs from his six-song EP. Three songs that I got to listen to for interminabe amounts of time as they were being created at all hours of the day right next to where my pillow is and I lay my head to sleep...so yeah, at times I hated them a little bit. But all in good fun, because if they weren't good they probably wouldn't be here. Learn From the Ground was inspired by the 6 month trip we took to South America with our other roommate, another good man, while I Got That Good Sh-t, are pretty self-explanatory jams, if you pay attention to the lyrics. The sound's poppy, the mood is fun, the beats are dope and the music is genuine. The two things we've created since we met long ago, the Lounge and his music, finally meet up.

Learn From the Ground
I Got That Good Shit

Este jovem aí, na foto, nem canta em português. O seu contacto a música e cultura lusófona resume-se em alguns temas de Elis Regina, Bebel Gilberto, e até um pouco de Seu Jorge no seu iPod, e nas interações cómicas numa espécie de espanhol-português que ele teve com os meus tios em Madrid durante umas férias da páscoa. Mas é o meu roommate e um ganda amigo, daqueles que não se encontram à toa. Meu camarada das viagens pela Amêrica do Sul. E o rapaz canta bem. Nunca teve aulas de voz, nem de guitarra, nem de produção, e o seu estúdo é o seu quarto, ao lado do meu, mas sim senhora, o producto final saiu muito bem feito. Não podia, pois, perder a oportunidade de promover o meu kamba, principalmente não agora que ele acaba de lançar o seu primeiro EP, que pode ser “downloudado” aqui.

Incluídos aqui estam os meus três sons preferidos do seu primeiro EP, que contem 6 faixas. Três sons que ouvia quase que interminávelmente a qualquer hora do dia, mesmo ao lado da minha almofada (…claro que por vezes nem podia mais ouvir uma única música, não vá o diabo tece-las!). Mas sempre na boa onda, porque se não fossem bons não estariam aqui. Learn From the Ground foi inspirado nas viagens que fizemos pela Argentina e Brasil com o nosso terceiro camarada, outro ganda kamba, e I Got That Good Sh-t não precisam de explicação. O som é uma espécie de pop, a vibe é relaxada, a batida é fixe e a música é genuína. As duas coisas que criamos ao longo dos meses, o Lounge e a música dele, finalmente se cruzam.


DMill's Myspace

Friday, February 26, 2010

Thievery's Brazilian Passion

Sounds From the Thievery Hi-Fi
Sounds from The Thievery Hi-Fi was the Corporation's first album, and it's hard to believe it was released so long ago (1996). Like any great album, like any decent wine, like any real woman, it only gets better with age. One of the duo's greatest influence have been the sounds from Brazil, and both of them have confessed to being enamored to the great musical diversity of that country. Even in their first album, their passion for Brazilian music is evident. Manhã is a laid-back, unassuming, meandering chillout song that lazily plays it's way through time until a subtle breakbeat and congo drums wake it up towards its middle. Then there is Enconter in Bahia, a sweetly psychedelic, classic Brazilian-flavored, instrumental Thievery jam with a killer bassline. Enjoy with a cold, icy caipirinha and a comfy couch...

Manhã
Encounter in Bahia

Sounds from the Thievery Hi-Fi é o àlbum de estreia dos Thievery Corporation, e é díficil conceber que foi feito a tanto tempo (1996). Como qualquer àlbum a sério, como qualquer vinho de qualidade, como qualquer mulher de verdade, melhora com o tempo. Uma das maiores influências deste duo tem sido a paisagem musical brasileira, e os dois admitem que estão completamente apaixonados pelos sons e a energia daquele país irmão. Mesmo neste primeiro disco, ja se nota o namoro entre os Thievery e a música brasileira. Manhã é um ‘brinde’ relaxado, chill, refrescante, que caminha lentamente para o nada até que um toque subtil de breakbeat e batucadas acorda-lhe do sono, lá pelo meio da cancão. O Encounter in Bahia ja é mais mexido, mais ‘psychedelic’, o tipo de fusão electro-brasilieria de que os Thievery são peritos em fazer. O bassline desta música está excelente. Disfrute-o com uma caipirinha gelada e um cadeirão confortável, daqueles que nos chamam para sentarmos neles...

Soulbizness

These two guys in the photo, they're doing something special. They get it. This spanking brand new outfit is Portugal's own interpretation of soul and funk. Rodrigo and Felipe are Soulbizness' frontmen, each hailing from Lisbon and each being equally in love with the boogey woogey brand of music that they create. They don't sing in Portuguese though, probably to maximize their exposure and make their music more accessible. Soulbizness, formed in 2007, started becoming more and more successful after they won a popular Portuguese music competition in 2007, and they took the country by storm after they released their hit single Oh Sugar. To get a taste of what their all about, click on Room 108 and feel their catchy vibe. Thankfully, their debut album is coming out soon.

UPDATE: Technical Difficulties/Dificuldade Técnicas
For reasons unfathomable to me, the Yahoo Media Player doesn't want to play this link. Infuriating. So right-click on this link (Room 108) and press "save link as" to hear and download Room 108, while I try to fix the problem!

Estes dois jovens na foto estão a fazer algo especial, especial mesmo. Fazem parte dos Soulbizness, um grupo electrizante que está reinterpretar a soul e funk music com um olhar português. Os na foto chamam-se Rodrigo e Felipe, são lisboetas, e adoram a música funk dos velhos tempos. Não cantam em português, talvez para ter uma maior audiência e assim tornar a sua música mais accessível mundialmente, mas mesmo assim ja começam a pôr o nome de Portugal no circuíto da música soul internacional. Ganharam um concurso músical da TMN em 2007 quando eram totalmente desconhecidos, e desde lá nunca mais olharam para trás. Hoje, têm um país inteiro e não só a esperar ansiosamente pelo seu CD. Para sentirem a vibe, curtam o som Room 108, postado aqui para o vosso consumo imediato.

Soulbizness on Myspace

Thursday, February 25, 2010

Canto Pro Mar, by Manu Santos

Manu Santos
Here in Boston today, it rains. Incessantly. So high is the number of meteorological references in this blog, I could forgive you for thinking I'm the local weatherman. But the weather has a large impact on the music I listen to at a particular moment in time. Sometimes it even impacts the sort of music I listen to during the entire day. This particular February 23, as the cold rain pounds down on the pavement and the wind howls menacingly outside, I opted for Manu Santos from the relative comfort of my apartment. When that song is playing on my headphones, it seems that the rain is so far away. I like Canto Pro Mar because, like any quality song, it has the ability to take you somewhere else, if only for a couple of minutes. It's this sort of mellow, soothing MPB that Manu Santos is quite good at, and with a fulsome voice like hers, it makes for beautiful listening. Maybe it's a bit more effective than "rain, rain go away" for making it seem like the rain is gone and you're sitting next to your favorite spot on the sand in Leblon in front of the rolling waves...

Watch out for Manu Santos' debut CD, coming soon. I'd buy it. For now, follow her on Twitter or on her website.

Canto Pro Mar

Hoje em Boston, chove. Sem parar. Sei que são tantas as referências meteorológicas neste blog, que devem pensar que sou o weatherman de serviço. Mas sinceramente, o tempo tem um forte impacto no tipo de música que eu oiço num determinado momento, ou mesmo o dia inteiro. Neste dia em particlar, o vigésimo terceiro dia de fevereiro, enquanto a chuva bate intensamente contra o asfalto e o vento grita de emoção, escolhi a música Canto Pro Mar da Manu Santos para me fazer sentir como se estivesse a disfrutar de um dia ensolarado. Quando Canto Pro Mar toca nos meus headphones, até parece que a chuva nem está nem aí. Porque como qualquer música de qualidade, transporta-nos para outros lugares, para longe. Nem que for por uns meros segundos. É este o tipo de MPB que a Manu Santos canta, e muito bem. Tem uma voz que dá gusto ouvir, e quando a oiço, sou transportado para o meu lugar preferido na praia do Leblon, vendo as ondas do mar, sossegado…

Ela ainda não tem album, mas podem seguir-la no seu Twitter ou no seu website.

Wednesday, February 24, 2010

Radio Sessions Esta Semana no Elinga!

Elinga Radio Sessions

Are you ready for the good vibes?

Esta semana no Elinga, a rádio será a fonte de inpiração. Mas mais do que isso, será também uma semana virada para a arte, mais concretamente a continuação da exposição do ja conhecido Paulo Amaral, e a exibição de uma peça teatral concebida pelo Elinga: “Eis que te dou meus olhos”, dirigida por Marcus Jabura. I wouldn’t miss it!

Tuesday, February 23, 2010

Conjunto Ngonguenha

Nos os do Conjunto(Portuguese-only version)

“Fui no teu kubico, te econtrei não estavas…!”

Ja vos falei do Ikono, ja falamos do Grande L, ja curtimos o Keita e ja se rebolamos com os kuduros e os beats do Conductor…por isso só faltava mesmo essa. O Conjunto Ngonguenha é o grupo musical e cultural destes quatro kambas de longa data, e ja é muito conhecido em Luanda e não só. É um trabalho bastante ‘angolano’, sendo que a maioria das piadas serão melhor conhecidas pelo público ‘mangope’. A primeira vez que os ouvi foi por intermédio do meu primo Naccy em Luanda ou em Lisboa, ja nem me lembro bem...o CD estava riscado mas poças, eram gargalhadas a sério. O Conjunto canta com uma parvoíce que eu e os meus primos apreciamos bastante, já que é muito parecida com a nossa. Os Ngonguenhas tentam ser um Conjunto virado para a sátira, mas muitas vezes vão para além disso, expondo críticas suas ao quotidiano problemático do cidadão angolano. Num momento estás a rir, mas na música seguinte estas a dizer, ‘tem razão, esse país às vezes é mesmo à toa.’ Tanto foram para além da sàtira que até inspiraram e reailzaram o bastante bem recebido “mambo tipo documentário”, o“É Dreda Ser Angolano,” que por mais que me doa ainda não tive a oportunidade de ver mas sobre o qual ouvi grandes elogios.

Estão destacadas aqui duas músicas do seu primeiro album (Ngonguenhação), Kanguei o Maiki e É Dreda Ser Angolano, com os vídes no canal YouTube deste site. Kanguei o Maiki é que contém a célebre frase em cima do post. Do seu segundo álbum, que vem aí à caminho, destaque para o Ninguém nos Sungura e o Tou A Falar Pra Ti, com o frequente colaborador do Conjunto, o MCK. E pelos vistos passaram por um estúdio a sério, porque o som está polido comparado com o primeiro disco. Quem não conhece, que usufrua, que ria, mas que reflicta!

E que comam Ngonguenha, alimento nutritivo que faz crescer os dentes.

Ngonguenhação
Kanguei o Maiki
É Dreda Ser Angolano

Nós os do Conjunto
Tou a Falar Pra Ti
Ninguem Nos Sungura

Conjunto Ngonguenha on Myspace
Albums available on iTunes

Monday, February 22, 2010

Late Nite Lounge Vol. 14 - Fiona Apple vs. Suzanna Lubrano

Fiona AppleIn the midst of so much going on at the Lounge, and a near fatal computar crash by my once trusty Toshiba (I now have an external hard drive – joke’s on you, computer gods), don’t think that I forgot for a second about the music. For this week’s Late Nite Lounge, Fiona Apple and Suzanna Lubrano pay us a kizomba-influenced, after-hours visit to keep our musical senses content, maybe even delighted if you’re that taken by their respective vocal abilities. The First Taste is my favorite Fiona Apple track from her extraordinary debut album, Tidal (1996). I have no way of knowing if this was Fiona’s intention or not, but The First Taste’s softly swaying rhythm reminds me immeadiately of kizomba/zouk. So mush so that if played before of after each other, Suzanna Lubrano’s Festa Mascarado and The First Taste could almost belong to the same album. I posted the video of the beautiful Suzanna’s Festa Mascarado a few months back, but even though a video is worth a million words, it’s a pity not to have the mp3 version of this song playing on your stereo on that cozy late night. It’s an exciting new blend of R&B and kizomba that Suzanna perfects in her latest CD of the same name, but when I hear Fiona’s song, sometimes it seems that music has a way of repeating itself…

The First Taste
Festa Mascarado

Suzanna LubranoNo meio de tantas coisas acontecendo no Lounge, e um computer crash daqueles bem lixados (desta vez estava equipado com uma external hard drive…quem ri por último ri melhor, deuses da Toshiba!), não pensem por um minuto que me esqueci da música, alimento para a alma. Para a edição desta semana do Late Nite Lounge, somos visitados de madrugada pela Fiona Apple e a Suzanna Lubrano, que cantam para nós, levemente, com as suas vozes deliciosas, músicas influenciadas pelo kizomba. The First Taste da Fiona Apple é sem dúvida a minha música preferida do seu primeiro álbum, o Tidal (1996). Não tenho maneira de saber se a Fiona Apple sabe lá o que é a kizomba, mas sempre que oiço The First Taste, não me sai da cabeça que o ritmo suave desta música anda muito próximo de um nu-kizomba. Se tocares esta música logo antes da Festa Mascarado da Suzanna Lubrano, até parece que as duas fazem parte do mesmo CD. Uns vão concordar, outros vão achar que enlouqueci, mas é essa a vibe que tenho. Ha uns meses atrás postei o video da Suzanna no Festa Mascarado, mas sempre é melhor ter o mp3 no iPod, para se poder tocar no stereo naquelas noites em branco. É uma mistura interessante entre kizomba e R&B que a Suzanna faz aqui e muito bem, mas quando oiço o som da Fiona, penso que a música tem uma maneira peculiar de se regeneralizar…

-Fiona Apple photo by Retoucher

Caipirinha Lounge in the press! / Caipirinha Lounge no Jornal O País (2)

Agora foi a vez do Mauricio Pacheco encontrar outro artigo acerca do Com Fusões1 na impensa angolana. Esta reportagem foi feita pelo conceituado jornal angolano O País, e volta a destacar o album como sendo o melhor de 2009 segundo o vosso conhecido Lounge. Ou, como gostam de chamar o blogue, o “Lusotones”…

Oba!

http://www.opais.net/pt/opais/?det=10157&id=1787&mid=

This time it was Mauricio Pacheco who found another mention of Com Fusões1 in the Angolan press. The link above will take you to an article by the great Angolan newspaper O País, which again highlights the fact that Mauricio Pacheco's CD was this site's pick as the best Lusophone album of 2009. Cheers!

Caipirinha Lounge on Youtube

Caipirinha Lounge's expansion into the social media world continues, always with the goal of giving you the finest in beautiful Portuguese music. Access the Lounge's Youtube channel to get the latest videos relating to Lusophone artists from the world over. Stay tuned!

http://www.youtube.com/caipirinhalounge

Segue a expansão do Caipirinha Lounge pelo mundo do social media. Agora todos os vídeos do Caipirinha Lounge Cinema estão num só sítio: aceda ao canal do Lounge no Youtube para ver todo tipo de vídeos relacionados com os nossos preferidos artistas lusófonos. Beautiful music in portuguese, sempre!

Caipirinha Lounge in the press! / Caipirinha Lounge no Semanario Angolense!

Neste passado sábado o Caipirinha Lounge foi mencionado no jornal privado angolano Semanário Angolense, que fazia uma reportagem sobre o CD Com Fusões 1 do Mauricio Pacheco (afinal alguém lé isso?? :)). O artigo menciona que este álbum foi eleito por mim como o melhor disco lusófono de 2009 e até tem lá uns quotes do que escrevi sobre este grande trabalho. Nunca mencionaram o nome Caipirinha Lounge mas o chamaram de “Lusotones”...ainda por cima não se fartaram de escrever mal a palavra Lusotunes! Mas com os nossos jornalistas que temos vamos fazer mais como? Resta-me dizer um ganda obrigado pela menção, que seja a primeira de várias. Viva o Lounge, viva o Comfusões, e viva ao Semanário por procurar música de qualidade na net!

This past Saturday, Caipirinha Lounge was mentioned on the Angolan weekly newspaper Semanário Angolense! The authors of the article in question did a report on Mauricio Pacheco's Com Fusões 1 and slid in the fact that I rated it the best lusophone album of 2009 (people actually read this?? :)). They even quote me and call me a "music critic". Haha, me, a music critic. They never mention the words Caipirinha Lounge and instead insist on calling the blog "Lusotones", frequently butchering the spelling of the word "lusotunes" in the process. But hey, it's the journalists we have! All I can do is say thank you and hope that this is the first of several. Long live the Lounge, long live the great music of Comfusões, and long live the Semanario for looking for quality music online!

You can read it online here:

http://semanario-angolense.com/home/semanario_angolense_355.pdf

On page 34.

-Foto gentilmente cedida pelo puro cara, Mauricio Pacheco

Thursday, February 18, 2010

Coming Soon: Caipirina Lounge Interview to Azagaia, Conductor, CFK, and...Valete

É com grande prazer que anuncio uma mão cheia de grandes entrevistas em breve no Lounge, com o conteúdo substancial com que já se habituaram. Entrevistas feitas a alguns dos artistas mais influentes da música lusófona de 2009. Desde o grande Mano Azagaia que falará sobre o seu Babalaze, um dos meus álbuns preferidos do ano que findou, passando para o beatmaster Conductor e as suas opiniões acerca dos Buraka e não só, até ao CFKappa e o seu percurso como o miúdo maravilha do nosso hip-hop alternativo. E para o cúmulo, teremos os palpites do pai grande do rap lusófono, o único, o irreverente, o Valete. Fiquem atentos, que isto aqui promete...

It’s with great pleasure that I announce a handful of what promise to be insightful interviews coming soon to the Lounge. Four of the most influential lusophone artists of 2009 are coming to share with us a bit of their thoughts and their inspirations: Mano Azagaia, the great Mozambican lyricist, will talk to us about Babalaze (one of my favorite albums of 2009) and the political situation in Mozambique; Buraka Som Sistema's Conductor will tell us about how kuduro is changing dance music worldwide; and Angola’s kid phenomenon CFKappa will be sharing his breakneck jounery through Angola’s underground alternative rap scene. And to top it all off, Lusophone’s most gifted, talented, and notorious hip-hop artist, Valete, will share with us some of his musings on politics, rap, and atheism. Stay tuned!

Brothers on the Slide, by Cymande

This is some song.

This is not even close to Portuguese, but, you know, I just couldn't resist. Brothers on the Slide might just be among the top three funk songs I have ever heard. It’s like that song you play at full blast in your car with the windows down if you’re feeling particularly invincible, or like the one you play on your headphones as you walk down the street because you know today is your day. You know, that day where all the pretty girls are looking at you and nothing is going wrong and you look good and you even remembered to shave and tie your shoes this morning. It’s impossible not to groove to it – this song was not designed for you to stand still. And that’s all before the brass section comes in…! My flatmate heard this song in some movie commercial, proceeded to download it, and then played it on our stereo – we’ve been hooked ever since. Here’s to Cymande, that band from Guyana and Jamaica that took London by storm in the early seventies. Here’s to the eclectic funk that they’ve created. Music like this isn’t made anymore…

Brothers on the Slide

Nada, isto é música.

Sei que não é nem próximo ao lusófono, mas há vezes que não posso me conter. Gosto de partilhar o que é bom na vida, rsrs. Brothers on the Slide deve ser um dos top 3 funks que eu ja ouvi “em toda minha vida”, como diz o meu puto Didi. É daquelas músicas para se ouvir com o volume alto no carro e os vidros baixados, para se sentir bem o vento e a fúria de viver. É daquelas músicas para se ouvir quando estás a andar na rua e o dia está a correr da melhor forma: é um dia ensolarado, todas as damas estão a te olhar, finalmente conseguiste vestir roupa de jeito, e até te lembraste de fazer a barba de manhã. Sons como este, são para se apreciar na pista de dança, também. Sente só a parte onde enra o saxofone..! O meu flatmate ouviu esta música numa publicidade qualquer, fez o download, e botou no stereo…desde então que andamos todos viciados. Longa vida aos Cymande, grupo proveniente da Guyana e da Jamaica que rebentou com tudo e todoas aquando da sua estreia em Londres em principios dos anos 70. Longa vida ao funk ecléctico que eles criaram. Música assim, já não é feita…

Festas Cósmicas esta semana no Elinga!

Are you ready for the good vibes?

Esta semana no Elinga, destaque para a continuação da exposição artística de Paulo Amaral, e também para a aprição do DJ Casper the Friendly Ghost, pela primeira vez nas terras da Kianda. Como sempre, quinta-feira é dia do Chokolate Quente com os Afrologic Brothers, entrada livre, mas o resto do fim de semana continua a ser boa onda, good music e good people. E aqui em Boston o gelo continua…

Wednesday, February 17, 2010

Late Nite Lounge Vol. 13: Concha Buika

In your lifetime, you don’t hear many voices like this one. Nor do you see and feel beauty like the kind Concha Buika exhudes. It’s an all-encompassing beauty that emanates not just from her music or from her looks but also from her spirit. I read an insightful and honest interview she gave to the Spanish newspaper El País (in Spanish) that does a great job of capturing in words the way Concha Buika thinks and how she views herself as a woman and as a human being. She had a three-way marriage, how about that. When asked to define herself, she replied, “yo soy bisexual, trifásica y tridimensional,” in a way that challenges you to think differently, to accept her exactly as who she is.

Concha Buika was born in Spain to Equatorial Guinean parents, Eq. Guinea being that tiny, coastal central African country that has the double distinction of being the only African country with Spanish as its official language, and the home of a certain Francisco Nguema, one of the most deranged dictators the continent ever spawned. I once stopped in its capital city Malabo for a layover on my way to Luanda, marveling at the sweet, lilting Spanish being spoken aloud only a couple of hours away from my home, and at the lush, vibrant green all around me.

I own all of Buika’s albums, the latest of which, Niña de Fuego, was nominated for the 2008 Latin Grammy Album of the Year Award. I strongly recommend her music, for its raw sensuality, its passion, anguish, and romance. I recommend it just for the pleasure in looking at her photos, as if you were experiencing artwork. I recommend it for their unique sound, an intriguing blend of flamenco, jazz, copla, ranchera, electronica, and soul. I recommend it for her steamy, slow burning songs. The bilingual Love, from her album Mi Niña Lola, and the soft guitar sounds of La Niebla (Niña de Fuego) are two little pieces of Buika that I want to share with you tonight.

Love
La Niebla


BuikaDurante as nossas vidas, são poucas as vezes que ouvimos vozes como esta. Também são poucas as vezes que vemos e sentimos o tipo de beleza que emana de gente como a Concha Buika. É uma beleza envolvente, que vem não só da sua música e da sua lindeza natural, mas também da sua espiritualidade. Li ha dias uma entrevista bastante reveladora dela ao jornal espanhol El País que faz um bom trabalho em nos mostrar como ela encara ao mundo e como se sente perante ele. Ela teve um casamento com duas pessoas em simultâneo, uma delas mulher. E esse é só um exemplo. Quando pediram-na para se definir, respondeu, “yo soy bisexual, trifásica y tridimensinoal,” de uma maneira que nos desafia a pensar de forma diferente, e não se desculpa por quem ela é.

A Concha Buika nasceu em Espanha de pais equato-guineenses, o único país africano de língua ofical espanhola e o único país africano com um “líder” tão louco e sanguinário como foi o Francisco Nguema. Uma vez, a fazer escala para Luanda, parei na sua capital, chamada Malabo; foi muito interessante ouvir o espanhol musical dos equato-guineenses tão perto do nosso português angolano, e foi lindo ver aquele verde deslumbrante e intenso da sua floresta tropical…

Tenho todos os albuns da Buika, incluindo Niña de Fuego, que foi nomeado para o Prémio 2008 Latin Grammy Album of the Year. Recomendo vivamente a música dela, pela sua sensualidade crua, pela sua paixão, pelo sofrimento de algumas músicas, pelo seu romance. Recomendo-a pelo simples prazer de se apreciar as fotos dela. Recomendo-a pelo seu som único, uma mistura de flamenco, jazz, copla, ranchera, electronica, e soul. Recomendo-a pelos sons lentos, ofegantes, tenros. O Love, música em inglês e português do seu disco Mi Niña Lola, e La Niebla, do Nina de Fuego, são dois bocadinhos de Buika que quero partilhar com vocês esta noite.

Buika's Official Site
Buika's fan site

Photos by Club 1906

Saturday, February 13, 2010

DJ Marky

DJ MarkyHe’s absolutely brilliant. One of Brazil’s most influential disc jockeys, DJ Marky is credited with helping spreading the drum’n’bass craze to London, where he has become very successful, and then the world. Born in Brazil’s musical hotbed of São Paulo, DJ Marky (Marco António Silva) quickly established a following there once he found out how sexy drum’n’bass sounds when you mash it with bossa classics or a ringing voice like Fernanda Porto’s. The Brits found out too and he started getting awards from BBC for being so goddamn good. The man can scratch. Together with DJ Patife, he is taking Brazilian drum’n’bass into an exciting new direction that could very well become even more popular than it already is.

Included here are two of his best known songs. LK is my favorite one, and it being Friday night I suggest you put it on your stereo, at high volume, before you get out that door. LK is one of those songs that once you hear, it won’t leave you alone. It's a remix of a Jorge Ben & Toquinho song and it's sweetly addicting. I heard it again last night and have been humming it ever since. The other track posted here is a collaboration he does with the lovely Fernanda Porto, called Sambassim. Another club-ready track that’s elevated by Fernanda Porto’s vocal abilities. Press play, feel the music, and have a happy Friday night.

LK (Carolina Carol Bela)
Sambassim

Este homem é bom. Chega a ser brilhante. Um dos mais influentes DJs brasileiros, o DJ Marky é um dos responsáveis pelo alastramento do drum’n’bass brasileiro pelo mundo afora. Tem uma popularidade imensa em Inglaterra onde ja ganhou vários prémios pela BBC e não só. Nascido em São Paulo, a capital musical do Brasil, o DJ Marky rápidamente se apercebeu quão sexy é misturar o drum’n’bass com o bossa nova ou com as vocais deslumbrates de Fernanda Porto. E o homem é DJ no verdadeio sentido da palavra. Li relatos de festas que ele abalava desde a sua tribuna de disc jockey. Ele e o DJ Patife estão a fazer coisas sérias com o drum’n’bass brasileiro, tornando-o mais popular do que ja é.

Incluídas aqui estão duas das suas músicas mas conhecidas. LK é de longe a minha preferida do album dele The Brazilian Job. Sendo hoje sexta-feira, aconselho-vos a botarem o som na aparelhagem e a subirem os décibeis antes que saiam pela noite afora. LK é daquelas músicas que ouves uma vez e não paras de cantar...ouvi-la outra vez ontem à noite e hoje ainda estou com ela na cabeça, assobio a música baixinho. É uma remix de uma canção do Jorge Ben & Toquinho. A outra música postada aqui para a vossa sempre fiel apreciação é Sambassim, colaboração que o DJ Marky faz com a talentosa Fernanda Porto. Outro drum’n’bass que em que o nível é elevado por causa dos vocais doces da Fernanda. Carregue no play, sinta a música, mexa o corpo, e tenha uma feliz noite de sexta-feira.

-Photo by mas160

DJ Marky Online
DJ Marky on Myspace
Buy one of his greatest CDs, The Brazilian Job

Thursday, February 11, 2010

Blogs by Musicians

One of the big phenomenons of the times we live in is that everyone has access to a pulpit. Everyone has a soap box in which to stand on and engage the world. Twitter, Facebook, and especially Blogger platforms have made this possible. Of course, this is a double-edge sword, as it means any idiot with an internet connection can spew forth their illiterate musings to the world, like that guy who writes Caipirinha Lounge, but it also means that the fantastic musicians among us can offer them another window into their minds. Below are four great blogs by four musicians who’ve graced the pages of this website. Some are dedicated to talking about music, like this site (Musica Uhuru), while others write poetry while they talk about the political issues of their country, like Azagaia (Gesto das Palavras). Enjoy them. I definitely have.

Wakuti Musica
- Leonardo Wawuti, Keita Mayanda

Kukiela - Aline Frazão

Gestos das Palavras - Azagaia

Musica, Alimento Pr'alma - Ikonoklasta

Um dos grandes fenómenos dos tempos em que vivemos é que todos mundo tem acesso à uma tribuna. Todo mundo que queira pode criar uma página e intergair com o mundo. O Twitter, Facebook, e principalmente as diversas plataformas do Blogger tornaram isto possível. Sebem que isto é uma faca de dois gumes: qualquer frustrado que tenha uma conécção à internet pode livremente abrir a boca e falar à toa ao mundo inteiro. Um pouco como o autor deste blog, hehe. Mas também significa que temos acesso aos pensamentos e opiniões de músicos fantásticos. Acima estão os links para quatro grandes blogs de músicos que têm andado pelo Caipirinha Lounge. Uns são virados para a partilha de música, tal como o Musica Uhuru, e outos são autênticas amostras da poesia e relexões políticas, tal como o blog do Azagaia (Gesto das Palavras). Espero que desfrutem destes blogs, tal como eu.

Cape Verdean Sounds for a Wintry Night

Sara TavaresOutside my window is a sea of white: Boston is blanketed by snow. The three inches outside are nothing compared the ‘Snowpocalypse’ that my sister had to deal with down in DC. She sent me pictures of her frolicking about in snow that was up to her thighs.

Snowy days and nights are for staying inside, covered in a comforter, watching movies. Or listening to quality music. It’s been awhile since we had mornas playing in the Lounge. For nights like these, or if I’m just in the mood to listen to something calm, relaxing, for the soul, I’ll put Tcheka or Sara Tavares or Mayra on the stereo, volume not too high, not too low, but just right. Cape Verde has such beautiful music, it's incredible...listening to mornas is just like listening to bossa nova and I hold them in equal esteem.

Here tonight to warm our souls with their soothing voices and their slightly swaying rhythms are Sara Tavares with Pé na Strada (Xinti album), Mayra Andrade with Mana (Navega album) and Tcheka with Dam Bu Mon (Lonji album). Three beautiful songs for a cold, white, wintry night.

Pe na Strada
Mana
Dam Bu Mon

Olho pela janela. O mundo está um mar branco, coberto pela neve macía. Mas a neve que vejo lá fora é pouca se formos a comparar com o diluvio congelado que a minha mana recebeu em Washington, DC. Ela mando-me fotos do descalabro e a neve chega-lhe as ancas!

Noites assim, brancas e serenas, são para ficar dentro de casa, coberto por uma manta, e ver bué de filmes. Ou então, para os consumidores de música patológicos como eu, passar o tempo a ouvir música, como não podia deixar de ser. Nunca mais tocou aqui música caboverdeana, e em noites como essa é o que me apetece ouvir. Música calma, exótica. Comovente. Para relaxar a mente e a alma. Vêm me a cabeça o Tcheka, a Sara Tavares, a Mayra. Ponho-nos na aparelhagem, em volume não muito alto, nem muito baixo. Ah, estamos em dia. Adoro a música caboverdeana, e respeito-a como respeito o bossa nova.

Para nos aquecer a alma nesta noite fria, para nos fazer lembrar um pouco a tal brisa morna do mar que deixamos pra trás (para todos os mwangolés que se encontram na diáspora), aqui vão três musicas: Pá na Strada da Sara Tavares (do CD Xinti), Mana da Mayra Andrade (Navega) e o Dam Bu Mon do grande Tcheka (Lonji). Três músicas maravilhosas para uma noite fria e branca.


-Photo: Sara Tavares in Paris, by Estelle Valente

É Carnaval em Luanda!

"Are you ready for the good vibes?"

Esta semana no Elinga, destaque para a inauguração da exposição de Paulo Amaral nesta Sexta por volta das 18h30 na sala de exposições. A Festa de Carnaval também está a ser preparada com pompa e circunstância… a não perder.

Wednesday, February 10, 2010

Neco Novellas

Neco NovellasIf you’re like me and you haven’t listed to a lot of traditionalist folk Mozambican music, listening to Neco Novellas’ latest CD is a novel, albeit soothing experience. New Wave: Ku Khata is his international debut album, and it’s as if one of Mozambique’s most successful singers is telling the world, I’m here, I’ve arrived. The CD is musically diverse, but still stays faithful to what I can only define as roots Mozambican music. Compared to the Angolans, Mozambicans have always been a lot better about singing in their traditional languages, and a large percentage of their mainstream music isn’t sung in Portuguese. In Ku Khata, Neco (Anselmo Johanhane) manages to create a flowing CD that incorporates English, Portuguese, South African and Mozambican dialects; he wraps his multilingual lyrics in a variety of rhythms, including reggae and marrabenta. His sister Isabel Novela sings with him in virtually every track as a backing vocalist, and sometimes the only sounds on the track are their voices, in a beautiful vocalist display that reminds me a bit of the great South African vocal artists Ladysmith Black Mambazo.

Neco Novella’s voice is quite unique and adds another dimension to his music. Of the three tracks posted here, O Sol is my favorite, Vermelha is the most accessible, and Swile Navo is the most distinctive. Swile Navo starts out with the closest I’ve ever heard to Mozambican rock, before midway through switching to a thumping roots reggae track. Vermelha is Neco’s collaboration with Zuco 103’s Lilian Vieira, and the result is a unique fusion of Brazilian rhythms and Mozambican music. Lastly there is O Sol, a melody that is as uplifting as it is haunting. It doesn’t rush you, but instead travels patiently with you, gradually rising in intensity until its final notes.

Swile Navo
Vermelha
O Sol

Ouvir a música do Neco Novellas foi para mim uma experiência nova. Nunca estive muito exposto a música moçambicana e felizmente o facto de escrever este blog está a mudar este facto, rapidamente. Ja são dois artistas moçambicanos numa semana, sebem que estou a batotar um pouco porque o Neco é o irmão da nossa ja conhecida Isabel Novela, e foi por navegar o Myspace dela que dei pelo Neco Novellas. O seu album New Wave: Ku Khata marca a sua internacionalizaçao, ja que foi o primeiro album dele vendido e divulgado fora de Moçambique, onde ele é uma autêntica estrela. O CD tem uma musicalidade diversa, mas continua fiel ao que penso ser o som tradicional de Moçambique. Comparando com os angolanos, os moçambicanos estão muito mais interessados em cantar nas suas línguas nacionais e não em português, e este album é prova disso. Nele, o Neco canta em vários idiomas nacionais, mas também em inglês e português. Canta em diversos ritmos, desde o marrabenta ao reggae. A Isabel Novela esta presente aqui como vocalista em practicamente todas as canções, e às vezes só se ouvem as vozes dele e das irmãs, que nem os Ladysmith Black Mambazo.

A voz do Neco Novellas é fora do comum, e torna as suas músicas mais distinctas. Das três musicas postadas aqui, Sol é a minha preferida, Vermelha é a mais acessivel, e Swile Navo é a mais distincta Swile Navo deve ser a coisa mais parecida ao rock moçambicano, se é que isso existe, mas a meio muda para reggae, e do bom! Vermelha é a colaboração do Neco com a Lilian Vieira dos Zuco 103, numa rara fusão ‘moçambo-brasileira’. Por fim, temos Sol, uma linda melodia, relaxante e calma, subindo de intensidade paulatinamente.

-Photo by JanAnneO

Neco Novellas on Myspace

Tuesday, February 9, 2010

Havemos de Voltar!

Os leitores mais assíduos deste blog sabem que às vezes luto para não vos imbutir com muita política, ja que o Caipirinha Lounge é um audioblog de música. É verdade que a música lusófona e a política têm uma relação íntima, mas tudo tem o seu espaço.

É por isso que tomo agora esta oportunidade para anunciar a criação de um novo blog, de nome Havemos de Voltar, onde os frequentadores do Lounge mais virados para política podem debater livremente e sem receios os mais diversos temas do nosso dia-a-dia político. É um blog virado primáriamente para juventude angolana na diápora, mas claro que todos são bem vindos. Podem enviar críticas, artigos, fazer comentários, enfim, exercer os vossos direitos como cidadãos angolanos.

Fico à vossa espera no Havemos de Voltar!

Leonardo Wawuti

Leonardo Wawuti, LtrospectivoLtrospectivo is one of those rare CDs that you cherish for its originality. Recently, Keita Mayanda has taken to posting a daily “Musica do Dia” on his Facebook page, and more times than not the songs he recommends are absolute gems. A couple of weeks ago he suggested a song by Leonardo Wawuti aka Grande L called Logo, that I’ll share with you on a Late Nite Lounge of a later date. Not to worry, because the CD is littered with deep, introspective lyrics, a refreshing sound, and the slick production work.

I don’t even know how to characterize Leonardo Wawuti. I don’t know if I want to. I first heard of him as a hip-hop artist, but in this album he croons neo-soul like he was born to do it. I guess he walks the exciting line between neo-soul, hip-hop and afro-beat, if such a line exists. He is friends with blog favorites Keita Mayanda, Ikonoklasta, MCK, and Buraka’s producer Conductor, and frequently collaborates and records music with this cast of character. Perhaps their most memorable project is the satirical band Conjunto Ngonguenha (coming soon to the Lounge!).

I’ve been listening to Ltrospectivo all day and I want to share with you three particular songs that have struck a chord with me today. Pra Quem Eu Amo (featuring Eliei and Zhy) is part hip-hop part and part neo-soul/R&B, whatever you want to call it…it’s one of those songs that you rather not characterize but instead feel its vibe and appreciate its heartfelt lyrics, its declaration of intense love. Nova Moda, Boa Onda reminds me a lot of Jurassic 5’s End Up Like this and features Wawuti’s crew: producer NK, Keita Mayanda, and Ikonoklasta. It’s easy on the mind and soul, rhythmic and positive. The track I’ve been jamming to today however is the album closer Wakuti é Liberdade, the Fela Kuti-inspired afro-beat boom-bap rap featuring 7Xagas and inventive lyricism. The beat is just too good, and I think they know it too.

“É verdade, Wakuti é liberdade.”

Pra Quem Eu Amo
Nova Moda, Boa Onda
Wakuti é Liberdade

Nada, sim senhora, isto aqui é um CD. É daqueles CDs que estimas com outro grau de apreciação porque sabes que foi feito exactamente como quiz o seu autor; é fiel a si mesmo. Lembrei-me deste CD porque agora o Keita Mayanda tem a mania de postar “Músicas do Dia” na sua páginda do Facebook, e como é de esperar, os brindes que ele recomenda são de alta qualidade. Um dia destes falou na música ‘Logo...’ (que grande som, de duração muito curta, o que o torna ainda mais addictive) do Leonardo Wawuti, que eu postarei aqui num Late Nite Lounge post em tempo oportuno. Para já, temos aqui uns sons para consumo imediato.

Nem sei bem como caracterizar a música do Leonardo Wawuti, também conhecido como Grande L. Nem sei se quero. Sempre soube dele como um artista de hip-hop, mas depois de lhe ouvir a cantar neo-soul como ele faz neste álbum, vi que pode se ser John Legend e K’naan ao mesmo tempo. E Fela Kuti, porque o Wawuti é fã assumido deste homem. O Ltrospectivo contém hip-hop, neo-soul, hip-hop soul, e termina com um afro-beat que faria o Fela Kuti sorrir de felicidade. É amigo do Keita, Ikonoklasta, MCK, e o Conductor dos Buraka e colabora frequentemente com eles; quem quizer ouvir mais músicas com a vibe Wawuti, basta pegar um CD dos seus amigos, para além do Ltrospectivo. Ou então pega num CD do Conjunto Ngonguenha (brevemente no Lounge!), onde ele colabora com este mesmo leque de artistas.

Estive a ouvir o Ltrospectivo durante o dia de hoje e há três canções que quero especialmente compartir com vocês. Pra Quem eu Amo, com Eliei e Zhy, é um hip-hop carregado de soul e com uma letra de arrepiar. Nova Moda, Boa Onda faz me lembrar do som End Up Like this dos Jurassic 5, mas também da faixa O Caminho do Meio que o Wawuti faz com o Mayanda no disco deste. Tem a participação do Ikonoklasta e do NK, para além do Mayanda, e ouvindo-o trás-me a sensação de bem estar, de calma; é alimento para a alma. Mas a música que eu estou a tocar vezes sem conta tem sido a última faixa do disco, Wakuti é Liberdade, que o L faz com o 7Xagas. Este beat...nada, isso é beat. Sim senhora, Xagas. Não há duvidas, é verdade, Wakuti é liberdade. SOM!

Leonardo Wawuti on Myspace

Monday, February 8, 2010

Late Nite Lounge Vol. 12: Luca, Leila, and Bebel

Bebel GilbertoSunday night arrives, confused as always. It’s not sure what it is – it’s a weekend night, but only in name. It’s not a particularly liked night. Sunday night makes people remember about next week’s to-do lists, it drives students to their homework desks, frantically trying to make up for the weekend’s proclivities, and it makes you curse silently about the injustice of it all.

Sunday night though is also a time for dreaming, for quiet reflection, for some downtime. And that’s where I can help you out. There might be few things better in life than listening to Bebel Gilberto’s Samba da Benção in a darkly lit room…it’s an experience in and of itself. Her smoky voice, almost breathless, quietly intimate even though she’s crooning evocatively into the microphone. The soft rhythms of the instruments, an orchestra for one.

Or try Luca Mundaca’s Cidade. The beat is slightly quicker, but the feel is still downtempo. The piano and the guitar complement each other and the soft, unobtrusive, jazz-style percussion allows Luca’s voice to shine through. But maybe you’re in the mood for a classic bossa, and Leila Pinheiro’s lovely Pra Iluminar is just that. The vocal range she displays in this song is remarkable and hearing a distinctive voice is a refreshing end to the week. Maybe Sunday night isn’t so bad after all…

Samba da Benção
Cidades
Pra Iluminar

Chegou a noite de domingo, confusa como sempre. Ela não sabe bem o que é; tem crise de identidade. É noite de fim de semana, mas não se comporta como tal. Não ha muita gente que goste dela. É uma noite de stress para muitos, porque faz-nos lembrar de tudo que temos de fazer na próxima semana, faz com que estudantes voltem às suas escribanias para fazerem o trabalho que não fizeram no sábado, faz com que resmungamos resignados de que as coisas boas na vida duram pouco.

Mas domingo à noite é também tempo para sonharmos, para reflectirmos, para chillarmos. E é aí onde posso vos ajudar. Creio que ha poucas coisas na vida como ouvir Samba da Benção de Bebel Gilberto num quarto minimamente iluminado...é uma experiência em si. A sua voz é ofegante, tenra, intima, sussurando para o microfone um poema lindo sobre o samba. Os instrumentos são suaves, uma orquestra só para ti.

E que tal Cidades, de Luca Mundaca? O beat é sensivelmente mais acelerado, mas continua a ser uma vibe downtempo. O piano e a guitarra brincam entre si, e a percurssão é suave, relaxada, faz lembrar o jazz. Mas se calhar estás com uma vontade de bossa nova, dos puros. Pra Iluminar de Leila Pinheiro cumpre este papel. Tem uma voz cativante e bastante apurada, refrescando a última noite do fim de samana. Talvez domingo à noite não seja tão má assim...


-Photo: Bebel Gilberto at the Ottawa Jazz Festival

Sunday, February 7, 2010

Banda NEXT – A Preview

I don’t remember ever yearning for a CD as much as I yearn for Banda NEXT’s debut album. I first caught wind of them as I was reading about the Luanda Smooth and Rave art festival in Bordeaux, France in October of last year. I have been searching for any sort of info and music from them ever since. This morning however I wake up to a gem of an email – blog reader Cristina Galhardo sends me a YouTube link of a recent video of theirs featuring a song called Desert Blue Sky, which I’m guessing is to be a single of their debut album, State of Mind. Or maybe I’m just clutching at straws. Nonetheless, plug your earphones on and feel this one course through you.

Banda NEXT’s signature style is fusing classical, roots Angolan music with contemporary global influences, much in the style of Mauricio Pacheco and his ComFusões project, but without the element of Brazilian DJs. Rather, Banda NEXT combines Proletário’s music with Sting's, for example, or Artur Nunes with Pink Floyd. They define their sound as Afro electric acoustic. Such has never been done before with Angolan music, to my knowledge. The band was started by Fernando Alvim of the Sindika Dokolo Foundation, who offered members of the Band a musical scholarship to study traditional Angolan music’s place in the context of contemporary world music. This is the stunning result. Crank up your volume, watch their other video Kaputo and let their jams take over you. The leathery voice you hear on vocals is that of Nuno Mingas, and the rest of the band members are Nuno Martinho, Marita Silva, Ricardo Faria, Divaldo Cardoso, Ivo Mingas, and Fernando Alvim. These guys are going places...the potential in this band is electrifying.

They have played live gigs in Cine Nacional, Miami Beach on the Ilha de Luanda, and of course, at Elinga Bar...keep an eye out if you're in Luanda, and if you can, take photos, videos, etc, and let me know!





Não me lembro de alguma vez esperar tão ansiosamente por um CD como espero o CD da Banda NEXT. Penso que a primeira vez que ouvi falar deles foi por ocasião do festival de arte contemporânea Luanda Smooth and Rave, que teve lugar em Bordéus outubro passado. Desde então, tenho procurado frenéticamente por mais informação acerca desta banda. Ontém, porém, a sorte bateu-me a porta e acordei para encontrar um lindo presente no meu inbox (obrigado Cristina!): um vídeo da Banda NEXT sobre uma música sua que nunca tinha ouvido. Desert Blue Sky é o seu título, e parece ser o single do seu novo album, que deduzo chamar-se State of Mind, com base do título do vídeo no YouTube. Ou se calhar estou a ver coisas. Anyways, peguem nos headphones, aumentem o volume, fechem os olhos para melhor verem o Blue Sky, e sejam transportados para o Deserto...

A Banda NEXT faz uma fusão de música tradicional angolana dos anos 60/70 com musica americana e europeia contemporânea, muito no estilo do Mauricio Pacheco dos Comfusões, mas com uma vertente mais acústica e menos electronica. Aproxima-se até ao Rock. Mistura o Proletário com o Sting, Artur Nunes com Pink Floyd. E os dois em palco, como seria? Definem-se como tendo um som afro eléctrio acústico. O que eles fazem nunca antes foi fetio no nosso panorama e historial musical. A banda foi concebida por Fernando Alvim, vice-presidente da Fundação Sindika Dokolo. Ofereceu a cinco músicos da Banda NIRS a oportunidade de estudar o lugar da música angolana no contexto do mundo (ou algo assim parecido), e este foi o resultado, inegualável. Oiçam quão bem ficou a música Kaputo, do segundo video aqui ‘postado.’ A voz emocionante deste grupo é de Nuno Mingas (voz e arranjos), e os outros integrantes são Nuno Martinho (percussão e arranjos), Marita Silva (baixo), Ricardo Faria (baixo solo), Divaldo Cardoso (solo), Ivo Mingas (violão e harmonia) e Fernando Alvim (conceitos sonoros e harmonia).

Em Luanda, ja tocaram no Cine Nacional, no Miami, e também no Elinga Bar. Para o meu pessoal em Luanda, fiquem de olhos abertos, quem sabe eles comecem a tocar ao vivo outra vez. Tirem pics, videos, e mandem para mim! Combinado?


-Banda NEXT online

-Photo by Luanda Smooth and Rave, Salvador Edition

Saturday, February 6, 2010

Cotidiano – Chico Buarque vs. Seu Jorge

Chico BuarqueChico Buarque doesn’t need an introduction. Certainly not one from me. His contributions to contemporary Brazilian culture transcends just music – besides being a singer, he is also a guitarist, composer, dramatist, writer, and poet, all the while maintaining a politically active outlook on his life that led to constant threats, clashes and eventual exile by the brutal Brazilian military dictatorship of his day. That didn’t faze Chico - he returned to Brazil after just a year abroad in Italy. I’ve always been struck by Chico Buarque’s clever wordplay, his inventive lyricism, and his skillful use of the Portuguese language. One of my favorite songs of his is Cotidiano, because of its lyrics – never has someone made their mundane day-to-day sound so poetic.

The original Cotidiano is a softly pulsating samba with a slightly off-centered feel to it, which gets all the more exacerbated as the track progresses; towards the end it becomes harder and harder to hear Chico’s lyrics. Marcelinho da Lua's remix featuring Seu Jorge is a groovy drum’n’bass adaptation that might fool you at first by its relatively calm samba intro, until it breaks free into a frenetic break-beat pace revitalized by Seu Jorge’s iconic voice and energy. An excellent way to compare and contrast the old and new in Brazilian music.

Cotidiano
Cotidiano (Seu Jorge/Marcelinho da Lua remix)

Seu JorgeO Chico Buarque não precisa de introdução, principalmente não uma vinda de mim. As suas contribuições para a cultura contemporânea brasileira vão para além da música. Não só é cantor, como também compositor, guitarrista, poeta, e escritor de livros muito bem recebidos pelo público. A sua dinâmica de vida é outra. Os seus protestos contra o brutal regime militar do Brasil valeram-lhe vários confrontos e até um curto exílio na Itália. Mas o homem não gosta de virar a cara a luta, e um ano depois estava de volta ao Brasil, usando o papel e a caneta para exprimir o que lhe ia na alma. Sou um admirador do liricismo de Chico Buarque, as suas letras, e o seu uso sábio da língua portuguesa, com a qual ele brinca. Olhem para a letra de Cotidiano – alguma vez o quotidiano de alguém foi exprimido assim tão lindamente, nesse tom tão poético?

O Cotidiano original é um samba leve, mas que ao longo da canção vai se tornando cada vez mais ‘estranho’, até que perto da canção torna-se díficil ouvir com claridade a voz do Chico. Talvez esse sentimento estranho seja a monotonia de um quotidiano que sempre se repete? A remix do Seu Jorge e o Marcelinho da Lua é em estilo drum’n’bass muito groovy, que também começa com um samba de leve, que de onde depois renasce um break-beat revitalizado pela voz ímpar e energética de Seu Jorge. A audição destas músicas uma átras da outra é uma forma interessante de comparar o novo e o antigo da música popular brasileira.


-Chico Buarque photo by Tomas Rangel
-Seu Jorge Photo by Rogerio Stella

Friday, February 5, 2010

Isabel Novela

Isabel NovelaNeo-soul music in Mozambique is alive and well. I found out about Isabel Novela while listening to the recently released SoulStice & SBe CD (SoulStice the Chicagoan MC, not to be confused with the Soulstice of Gene Rene). Miss Novela is featured in the tack Closer, hers are the female vocals caressing the beat and singing the chorus. Perhaps the first person you will think of when you hear her voice is Macy Gray – at least that’s the way it was for me. Of course I checked out her Myspace. Of course I was sold. Especially because of the sensual track Touch Me, in which she alternates singing in that lilting Mozambican Portuguese and her gorgeously accented English. Isabel has not released a solo CD as of yet but is a frequent collaborator on other artist’s tracks, such as in Lua where she sings with Portuguese rappers Kosmico and Digz. The best display of her voice however, is in the aptly named, sparse and bare acoustic track Voices, where she alternates between English and her native Chopi dialect of Mozambique. Isabel has been singing professionally since she was 14 and participated in her brother Neco Novella's successful international debut album New Dawn: Ku Khata (coming soon to the Lounge!), which also featured Liliana Vieira of Zuco 103, among others. Judging from her musical influences, her upbringing in an intensely musical home, and her brother's exploits, it's going to be interesting to see what Isabel will do with her debut album. I can't wait for it.

Touch Me
Lua
Voices

E essa? Neo-Soul música de Moçambique? Espantei-me pela vibe da Isabel Novela desde a primeira vez que a ouvi, que foi numa situação de pura coincidiência (se bem que há quem diz que a coincidência não existe!). Estava a ouvir o disco do SoulStice & Sbe (SoulStice o rapper de Chicago, não o grupo de neo-soul da Gene Rene) e gostei da música Closer, e quando fui descobrir de quem eram os vocais femeninos que tão bem suavizavam o beat, deparei-me com o nome da Isabel Novela, cuja voz por algum motivo faz me lembrar da Macy Gray. Claro que tive que dar uma olhadela ao seu Myspace. Apaixonei-me pela música Touch Me, que durante dias não me saía da cabeça. Gosto da forma como ela altera o seu português moçambicano com o inglês, porque eu também penso assim, em duas línguas. Por enquanto a Isabel ainda não lançou um CD, mas é uma colaboradora em diversos trabalhos discógráficos, tal como no som Lua, em que ela é a convidada dos rappers portugueses Kosmico e Digz. Todavia, a melhor amostra da sua voz é na música Voices, uma composição acústica e simples em que ela alterna o português com o chopi, idioma moçambicano. A Isabel canta profisionalmente desde os seus 14 anos, e colaborou com o seu irmão Neco Novellas (brevemente no Lounge!) na estreia deste na cena internacional, com o álbum New Dawn: Ku Khata, em que participou a Livian Vieira do meu muito estimado Zuco 103. Com base nas suas influências musicais, o seu crescimento num ambiente familiar bastante musical, e os conhecimentos do seu irmão, será muito interessante ver o que Isabel fará com o seu álbum de estreia. Aguardo ansiosamente por ele.

Isabel Novela on Myspace

Wednesday, February 3, 2010

Patricia Marx

For those quiet nights that you want to go on forever, for those times you’re sipping a caipirinha and wishing you were home, or for those occasions where it's just the two of you and you want the night to go somewhere interesting, Patricia Marx does the trick. Patricia’s musical career turned a distinctive corner after her marriage to Bruno E. He’s a well known electronica, nu-jazz, and neo-soul DJ from Brazil who was instrumental in the production and feel of Patricia’s first electronica CD, Respirar (Breath). Reinventing herself as an electronica artist after her teenage career in the Brazilian teen band Trem de Alegria, Patricia Marques de Azevedo (her real name) has definitely found her niche. Her music is slinky cool and seductive, understated and classy, albeit slightly monotonous at times. Chegou and Nova Dimensão feature her sweet voice singing Portuguese lyrics in a downtempo atmosphere, while her collaboration with MC Kontrol is a more upbeat side of her, reminiscent of the breakbeat and drum’n’bass rhythms of DJ Patife and Electro Côco.

Chegou
Nova Dimensão
Earth

Para aquelas noites serenas que felizmente nunca mais acabam, ou então para aqueles momentos em que estás a beber uma caipirinha e a sonhar com o regresso às brisas da ‘banda’, ou mesmo para aquelas noites em que estão só vocês dois e a cena promete, a Patricia Marx é uma opção inspirada. A sua carreira musical começou na banda adolescente brasileira Trem de Alegria, e quando chegou o seu tempo, embarcou numa carreira à solo. Mas foi após o seu casamento com o Bruno E, conhecido productor brasileiro com um gosto enorme pelo nu-jazz, neo-soul, e a electronica, que o seu estilo artistico transformou-se. Respirar, produzido por Bruno E, foi o primeiro CD de música electronica da Patricia Marques de Azevedo (seu nome verdadeiro) e pelo que se pode ouvir por aqui, foi a escolha certa. A sua música é sedutora, muito cool e pausada, sofisticada até, mas de vez em quando pode tornar-se repetitiva. A sua voz doce desfila-se orgulhosamente em Chegou e Nova Dimensão, e na música que ela faz com o MC Kontrol pode notar-se o lado mais aventureiro dela, num drum’n’bass que faz lembrar o DJ Patife e os Electro Côco.

-Photo by Felippe Baenninger

Patricia Marx on Myspace
Respirar on Amazon
Look for her eponymous album on iTunes

Elinga Bar Presents the Revolution Series

"Are you ready for the good vibes?"

A lot of musical diversity this week at Elinga Bar. Plus, a photo exposition by the Angolan photographer Dilo Roberto Belo Monteiro. Don't miss out!

Muita diversidade musical esta semana no Elinga Bar. E há mais, o fotógrafo angolano Dilo Roberto Belo Monteiro fará uma projecção artística de nome Ndilo Mutima Art. A não perder...(e quem me derá estar lá)!

Monday, February 1, 2010

Late Nite Lounge Vol. 11: Sounds from the Sahara

There’s an Arabic word that Paulo Coelho likes to use in his book ‘The Alchemist’: maktub. It means, ‘it was written.’ If you have watched the African Cup of Nations, and marveled at Egypt’s unbeaten run to the championship and their dominance over the competition, you realize that it can best be summed up by that word. Maktub. They were never going to lose, not with that football. In the spirit of fair play and in recognition of their exploits on the field, and also because bar Souad Massi’s beautiful song Bel El Mahdi, the Arabic language has never graced this website, I’ll share with you two songs from the Sahara; the first is a haunting Jasmon remix of the song Hanina, by one of Egypt’s finest singers, Mohamed Mounir, while the other is a rework of an iconic Dahmane El Harrachi groove from Algeria, Egypt’s favorite rivals. Both songs can be found on the Putumayo compilation Sahara Lounge.

As for Angola's performance in this competition, that's for another time, another post, and another set of songs...

Hanina
Ya Rayah

-Photo by Celso Flores

Electro Côco

Viviani GodoyThis Amsterdam-based outfit is no stranger to Caipirinha Lounge; the steamy remix of their jam, Terra & Água, braced your ear drums last September. I still play that song regularly and like any curious music lover with too much time on our hands and an entire Sunday of intense procrastination, I decided to get their album Côco do Mundo and give it a proper listen. Their work of art is an exercise in lush Brazilian vocals supplied by the only Brazilian in the group, Viviani Godoy, and funky turntablism by DJ Graham B and producer Alain Eskinasi. The two songs posted here are indicative of their vibe. It’s an reinvigorating mix of electronica, jazz, samba, drum and bass, and acoustic guitars, enhanced by Viviani’s sultry voice. Coco do Mundo, the title track, and Se Eu Fosse Mais Do Que Posso are among the best tracks on the album. Coco do Mundo builds brilliantly and has a kick-ass bassline, while Se Eu Fosse Mais Do Que Posso drum and bass is truly infectious.

Coco do Mundo
Se Eu Fosse Mais Do Que Posso

Este trio sedeado em Amsterdão não é bem novidade cá no Caipirinha Lounge; já no longíquo més de Setembro o remix de uma das suas músicas, Terra & Água, foi aqui destacado para o vosso prazer aural. Ainda toco Terra & Água frequentemente e como qualquer amante de música num domingo fio em que a procrastinação é a ordem do dia, decidi dar uma escutadela séria ao seu álbum, Côco do Mundo. Os Electro Côco são peritos na já conhecida arte de misturar música brasileira com uma boa dose de drum and bass, electronica, jazz, e samba, abrilhantado pela voz energética da única brasileira do trio, a Viviani Godoy, e os skills de produção do DJ Graham B e o Alain Eskinasi. As duas músicas incluídas aqui, Côco do Mundo e Se Eu Fosse Mais Do Que Posso, estão entre as melhores do álbum. Côco do Mundo tem um começo electrizante e Se Eu Fosse Mais Do Que Posso é drum and bass no seu melhor, ou muito perto disso.

-Photo: Viviani Godoy, by demetzrobert

Viviani Godoy's website
Electro Coco's Coco do Mundo on Amazon
Coco do Mundo on iTunes
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