Friday, July 30, 2010

Luanda International Jazz Festival 2010 Countdown Series: Blick Bassy

Durante as próximas semanas o Lounge vai destacar todos os artistas que estarão presente na segunda edição do Luanda International Jazz Festival, muitas vezes reciclando posts que já foram destacados neste espaço. O elenco é mesmo 'bala'. Iinclui grandes nomes do jazz internacional tal como o George Benson e o Ronny Jordan, funky beats pelos Freshlyground e os 340ml, coladera e batuque pela Lura, músicas da África oeste pelo Blick Bassy...a lista continua. Os segundos artistas destacados serão os que actuarão no sábado, o segundo dia do festival. Um dos cantores de Sábado será o Blick Bassy. Abaixo seguem dois posts que o Lounge já escreveu acerca do mesmo.

Over the next couple of weeks the Lounge will highlight all the artists that will be present in this year's Luanda International Jazz Festival, many times using posts that have already been featured here. The line-up is mouthwatering and includes such jazz virtuosos as George Benson and Ronny Jordan, funky beats by Freshlyground and 340ml, coladera and batuque by Lura, Cameroonian tunes by Blick Bassy...the list goes on. The second featured artists will be the ones performing on Saturday , Day 2 of the Festival. Blick Bassy is one of those playing on Saturday. Below are some older posts the Lounge has featured about him.

Maria, by Blick Bassy

I like the story behind this official video by Blick Bassy. It’s very nicely done and shows that music videos can still be simple and subtle, but tasteful. Maria is included in Bassy’s debut album, Léman, along with Donalina, a track included a couple of posts below that I still haven’t got enough of.



Gosto muito da história por detrás deste video de Blick Bassy. Está muito bem feito e vem provar que um videoclip não necesita confusão á toa, basta ser simples, súbtil, e bem executrado, como este. A canção Maria está incluída no álbum de estreia de Bassy, tal como a canção Donalina, que continua a rodar o meu iPod.

Blick Bassy

Blick BassyFrom the same musical country as the great Manu Dibango, Blick Bassy is a Cameroonian soul jazz musician who grew up listening to Gilberto Gil and Marvin Gaye. He is incredible. Bassy’s music is a beautiful, haunting blend of West and Central African rhythms that will remind you at once of Cape Verdean sounds just as much as Mali’s music, but once in awhile he’ll throw in a bossa nova and you’ll be hooked, longing, yearning for more. Léman is the title of his debut album, recorded in Salif Keita’s studio in Bamako and released by the label World Connections. Currently based in Paris, Bassy recorded his album entirely in his native tongue, Bassa, a language that he says is quickly disappearing.

Africa is the album opener, an organic acoustic track featuring the kora, the double-bass, and other West African instruments such as the calabash that give music from that region that distinct flavor. The track that is currently rocking my world right now though, one that I just can’t get enough of, is Donalina. It stars with a soft guitar strumming bossa nova style and you almost expect a voice like Seu Jorge’s to come in, but instead it’s Bassy singing in a language that I never even know existed but yet sounds familiar – the feelings it expresses need no translation. Stunning. For anyone reading this in the States, it hits just the spot if you are currently lounging around rendered immobile by turkey-induced food-coma. Remember this name: Blick Bassy. And Happy Thanksgiving.

Africa
Donalina

Conterrâneo do grande Manu Dibango, o Blick Bassy é um cantor de música jazz e soul camaronês que cresceu a ouvir a música de Gilberto Gil e Marvin Gaye. O homem é incrível. A música dele é uma mistura linda e captivante dos estilos musicais do oeste de África; às vezes faz lembrar ritmos Cabo Verdeanos do estilo Tcheka, outras vezes é mais parecida com as músicas do Mali. E então quando ele faz uma bossa nova africanizada, está lançado o isco. Apanhou-me. Léman é o nome do seu primeiro album a solo, feito em Bamako nos estúdios do Salif Keita e lançado pelo label World Connections. Baseado em Paris, o Bassy canta as suas músicas exclusivamente em Bassa, dialecto do seu povo nómada que esta em franco desaparecemento.

O album abre com a canção Africa, uma música acústica e orgânica com instrumentos típicos daquela região africana, tal como o kora e a cabaça, que a dão aquele sabor único. Mas a canção que esta a tirar-me do sério é Donalina. Começa com umas batucadas e uma guitarra leve, e ate parece que a qualquer momento vamos ouvir a voz de Seu Jorge a cantar, tal é o feeling da música. Em vez disso, temos a voz de Bassy a cantar numa língua sobre a qual nem sequer sabia existir, mas que soa-me tão bem que até parece familiar. Talvez porque os sentimentos que transmite não precisam de tradução. É uma canção bela. Se alguêm esta a ler este post nos Estados Unidos e acaba de se empanturrar com o peru do Thanksgiving, a vibe destas músicas é perfeita para aquele período sonolento pós-jantar. Não se esqueçam do nome: Blick Bassy. E Feliz Thanksgiving.


-Photo by Luxor Live

Blick Bassy on Myspace
Blick Bassy on WorldConnection
Blick Bassy's Leman on Amazon
Also available on iTunes

Thursday, July 29, 2010

Já Só Falta Um Dia Para o Festival...

The excitement and buzz surrounding the Festival is palpable. Posters of the artist now adorn all the major highways, avenues, walls and fences around Luanda, and even the side-streets and potholed 'roads', for that matter. The city's best radio station (in my opinion), Rádio FM 96.5, is one of the Festival's partners and has been tireless in promoting it, regularly playing jams by the featured artists. Ritek CEO António Cristóvão has appeared in pretty much all the major television networks in Angola to talk about what's going to happen over the weekend. 340ml, Tuku, and Ronny Jordan are already in town. The stage is almost set.

Below are some "old" photos of the venue, taken over 5 days ago. Just to give you a visual representation, a sneak peak, of what Cine Atlântico will look like.



Cresce a expectativa e a ansiedade acerca do Luanda Jazz Festival. A divulgação do evento está a ser feita de forma massiva, e já é díficil andar pela cidade sem ver um cartaz acerca do mesmo. Os posters com as caras estampadas dos artistas cobrem a maioria das artérias da cidade. A melhor estação de rádio da cidade (na minha opinião), a Rádio FM 96.5, é um dos nossos parceiros e não se cansa de promover os artistas e tocar músicas deles. E o DG da Ritek, António Cristóvão, já mostrou a cara para falar do Festival em tudo que é programa televesivo. Já cá estão os 340ml, o Ronny Jordan, o Tuku, etc. O palco está montado!

Acima estão algumas fotos dos preparativos do Festival, um pouco antigas porque foram tiradas a pelo menos 5 dias. Só para vos dar um cheirinho do que vai ser o Cine Atlântico.

Agora só dá Ngonguenha!

Faltam sómente três dias para o lançamento do terceiro segundo álbum do Conjunto Ngonguenha, dia 1 de Agosto no Elinga Teatro a partir das 9h00. A promoção do CD não pára. Em baixo tem talvez os melhores teasers até agora feitos pelo Conjunto, mas se for ao Wakuti Música encontrará mais ainda. A sério, esses homens acabam comigo, são doentes. Mostrei isso aos kambas do serviço e foi só gargalhadas.







E por último, o primeiro videoclip do novo álbum: Tia


Wednesday, July 28, 2010

Luanda International Jazz Festival: Workshops sobre produção e composição musical

Segue o Press Release do Movimento X acerca dos Workshops a terem lugar no Elinga Teatro em alusão ao Luanda International Jazz Festival:

No âmbito da colaboração do Movimento X com a ESP AFRIKA e a RITEK, entidades organizadoras do 2º Festival Internacional de Jazz de Luanda, terão lugar nos dias 29 e 30 de Junlho 20010, quatro “Workshops Musicais” no Elinga Teatro com entrada livre.

Estas Workshops são orientadas especificamente para músicos, produtores, estudantes e amantes da música. Será também uma das oportunidades únicas para os músicos interagirem com al...guns dos artistas que se irão apresentar no 2º Festival Internacional de Jazz de Luanda, nomeadamente com o conceituado guitarrista Inglês de Jazz Ronny Jordan, dois elementos da banda Moçambicana 340 ml e a compositora Lura de Cabo Verde. A programação será como se segue:

Quinta-Feira 29 de Julho de 2010 - NEGÓCIO DA MÚSICA

Rui & Paulo Banda 340ml | Moçambique

10h00 – 12h00 | NEGÓCIO DA MÚSICA na perspectiva do músico e do produtor. Incluindo a sessão de perguntas e respostas
12h00 – 12h30 | INTERVALO
12h30 – 14h00 | "ENSAIO-para actuações ao vivo

Sexta-Feira 30 de Julho 2010 - COMPOSIÇÃO E ARRANJOS

10h00 – 11h00 | Compor com Guitarra | Ronny Jordan | England
11h00 – 11h30 | INTERVALO
11h30 – 12h30 | Composição Vocal | Lura | Cabo Verde

Este evento será um pré-evento do 2º Festival Internacional de Jazz a acontecer em Luanda nos dias 31 de Julho e 1 de Agosto de 2010.

É pretendido que os workshops sejam dinâmicas, informais e esclarecedoras quanto aos diferentes conteúdos abordados. Estes workshops deverão ser um fórum educacional em que os jovens músicos possam aprender e desenvolver partir de músicos já estabelecidos.

O Movimento X tem estado bastante activo produzindo uma série de eventos em colaboração com a sua residência no Elinga Teatro nos últimos dois anos organizando uma série de eventos musicais, culturais, workshops, exposições de fotografia e pintura. Exemplos de eventos já realizados a nível de concertos musicais de incluem a passagens de nomes como Wyza, Paulo Flores, Eduardo Paim, Kizua Gourgel e Banda Contrastesm, 340ml (Moçambique) City Kay (França), Mike Del Ferro (Holanda).

Mais informaçãoes do 2º Festival de Jazz Internacional de Luanda:
http://www.luandajazzfest.com/

Mais informações Ronny Jordan:
http://www.ronnyjordan.com/ronny/ronnyjordan.html

Mais informações da Banda 340ml:
http://www.myspace.com/340ml

Mais informações Lura
http://www.luracriola.com/

Mais informações do Movimento X:
http://www.facebook.com/movimentox

Contacto: Movimento X | Otiniel Silva (Mano)
Telefone: +244 923 82 46 18 | +244 937 24 43 46 | +244 917806806
Fax: +244 222371516
Endereço: Largo Tristão da Cunha, nº17 1º Andar – Elinga Teatro
E-mail: x.movimento@gmail.com

Luanda International Jazz Festival 2010 Countdown Series: Lura

Over the next couple of weeks the Lounge will highlight all the artists that will be present in this year's Luanda International Jazz Festival, many times using posts that have already been featured here. The line-up is mouthwatering and includes such jazz virtuosos as George Benson and Ronny Jordan, funky beats by Freshlyground and 340ml, coladera and batuque by Lura, Cameroonian tunes by Blick Bassy...the list goes on. The second featured artists will be the ones performing on Saturday , Day 2 of the Festival. After Freshlyground (hopefully) ends Friday night with aplomb, Lura will open Saturday's festivities and serenade us into bliss.

Since Lura is well known around these parts, below are older but still relevant posts about this beautiful and talented singer. As a bonus, at the end of the post is Quebrod Nem Djosa, from her most recent album, Eclipse.

Durante as próximas semanas o Lounge vai destacar todos os artistas que estarão presente na segunda edição do Luanda International Jazz Festival, muitas vezes reciclando posts que já foram destacados neste espaço. O elenco é mesmo 'bala'. Iinclui grandes nomes do jazz internacional tal como o George Benson e o Ronny Jordan, funky beats pelos Freshlyground e os 340ml, coladera e batuque pela Lura, músicas da África oeste pelo Blick Bassy...a lista continua. Os segundos artistas destacados serão os que actuarão no sábado, o segundo dia do festival. Os Freshlyground certamente que vão rebentar com a sala na sexta-feira á noite, mas a Lura irá nos reabastecer as forças logo na inauguração do segundo dia.

Como a Lura já é desta casa, abaixo estão os posts antigos mas relevantes sobre esta linda e habilidosa cantora. Como bónus, no fim do post tem a sua canção Quebrod Nem Djosa, do seu mais recente disco, Eclipse.

Lura

LuraThe picture above captures Lura’s riveting beauty and the self-contained but exuberant passion she has for her music, all in a moment of quiet, serene exaltation. She was born in Lisbon but both her parents hail from Cape Verde, as her father is from Santiago island and her mother from São Nicolau. Lura has come a long way since her days as one of Cesária Évora’s backup singers and dancers. The sensual diva first caught the attention of Évora’s producer José da Silva after she sang duets with Lusophone music heavyweights such as Bonga and Tito Paris, since a voice like hers is hard to keep quiet. Da Silva produced her musical debut, Di Korpo Ku Alma, which features Na Ri Na, one of her most famous songs. But the songs featured here are from her sophomore effort, M’Bem di Fora, featuring a more mature, more liberated Lura. Steeped in her parents’ preferred rhythms of funana and batuque, M’Bem di Fora is self-consciously Cape Verdean, an aural journey through the archipelago, very reminiscent of Mayra Andrade. The title track is my favorite song of hers, sang with Zeca Nha Reinalda, one of Cape Verde’s most well known artists. Fitiço di Funana is not far behind, a beautiful funana track that tests your resolve to not dance.

M'Bem di Fora
Fitico di Funana

Lura é linda. A foto acima captura a sua beleza natural, serena, num momento silencioso de exaltação e paixão pela sua música, a prenda que ela deu ao mundo. Nasceu em Lisboa de pais Cabo Verdeanos, o pai da ilha de Santiago e a mãe de São Nicolau. Ja percorreu um longo caminho desde os tempos em que era bailarina de Cesária Évora. Foi descoberta pelo productor de Cesária, um tal de José da Silva, que descobriu a sua voz única após participações dela em músicas do São Tomense Juka, do Bonga, e do Tito Paris. É díficil uma voz destas ficar na obscuridade por muito tempo, e não tardou nada até que Lura fizesse o seu primeiro album com José da Silva intitulado Di Korpo Ku Alma, que contém a canção Na Ri Na, a mais conhecida dela. Mas os sons destacados aqui são do seu segundo album M’Bem di Fora, em que Lura está mais solta e consciente das suas reais capacidades. As suas canções fazem lembrar Mayra Andrade, da forma que nos transportam ao arquipélago Cabo Verdeano. A canção com o mesmo nome do album é a minha preferida dela, cantada com o grande Zeca Nha Reinalda. Fitiço di Funana não fica muito longe atrás – é um funana daqueles que não vale ficar sentado e não dançar. Mesmo sem saber como.

- Photo by Africolor

Lura on Myspace
Lura's website
Lura Canta Um Tango

LuraOver the last couple of days I have been listening a lot to Lura’s latest album, Eclipse, which came out around March of this year. It’s definitely a bit more subdued than M’Bem di Fora, which remains my favorite album of hers, but nonetheless it’s an impressive piece of work. Once again Lura demonstrates that she is one of Cape Verde’s brightest stars, constantly perfecting her work. Two tracks that exemplify her versatility and exuberance are Canta um Tango and Libramor. Canta um Tango was written by the group Katango and goes where no other Cape Verdean artist has gone before. It’s a beautiful, creole flavored rendition of Argentina’s favorite genre, and it’s just as melancholic as the original. Perhaps Lura has experience with melancholy due to her love of singing morna. The second track included here is Libramor, my favorite song of the album. The way it builds is brilliant. The rhythmic percussion solo, then the subtle addition of batuques, then the eruption of the flowing guitar, and finally Lura’s voice, all within the first blissful 30 seconds. The rest of the song doesn’t disappoint, either.

Canta um Tango
Libramor

Tenho escutado bastante último CD de Lura, que ela chamou de Eclipse. O CD está a venda desde Março, mas so recentemente consegui por as minhas mãos nele, e ouvir-lhe com a atenção que merece. É um CD um pouco mais calmo e pensativo que M’Bem di Fora, que continua ser o meu CD preferido desta cantora diminutiva que eu adoro, mas mesmo assim Eclipse é um trabalho excelente. Mais uma vez Lura mostra porquê que é uma das vozes mais belas de Cabo Verde. Como evidência aqui estão duas canções belas deste novo album: Canta um Tango e Libramor. Canta um Tango é uma canção linda e serena escrita pelo grupo Kantango e gravado em Nápoles. É a primeira vez que oiço uma voz Caboverdiana cantando a música preferida dos Argentinos, a música de Astor Piazzola e Carlos Gardel. O toque creole é uma bela reinterpretação deste estilo musical triste e melancólico, adjectivos que tambem podem ser usados para descrever o morna, estilo com o qual Lura tem prévia experiência. E por fim temos Libramor, a minha canção preferida do Eclipse. So os primeiros 30 segundos ja são suficientes para aliciar-me. A percurssão começa à solo, mas o ritmo ja me faz mexer o corpo. Depois uns batuques subtis, e logo a seguir a guitarra a fluir e a abrir-se como uma flor recém-nascida. E como cereja no topo do bolo, la vem a voz de Lura. Tudo isso so nos primeiros 30 segundos...

-Photo by Africolor

Lura Online

Eclipse on Amazon

Quebrod Nem Djosa
Lura EclipseFor those who have followed Lura since her Na Ri Na days, Lura’s fourth album Eclipse shows the graceful maturity of one of Cape Verde’s greatest voices, a woman who is now establishing herself as a major force in Cape Verde’s music scene. Quebrod Nem Djosa is a daring example of how she is modernizing the island’s sound by creating her very own.

Para quem tem estado a acompanhar a carreira da Lura desde os seus dias do Na Ri Na, o seu quarto album, Eclipse demonstra a maturidade com a qual a Lura enfrenta e sente a música. Hoje em dia é uma das grandes vozes do arquipelago, e ja se torna difícil falar de música cabo-verdiana sem falar dela. Quebrod Nem Djosa é um verdadeiro exemplo de como ela está a modernizar a música cabo-verdiana criando o seu próprio som único.

Quebrod Nem Djosa

...Ainda Sobre os Afrologia

Friday of last week, Afrologia, made up of brothers Tuka (aka Soulbreakxtra) and Coca o FSM played live for only the second time in their careers. This time they came with a bassist, Tuka was programmer, a young kid was on keyboards, several backing vocalists including Kilates (coming soon to the Lounge), a DJ, and Coca on vocals. The venue was Elinga Teatro (or Temple, depending on who you read) and the crowd was as varied and cosmopolitan as Elinga crowds invariably are. Since the event was sponsored and promoted in part by Luanda Jazz Festival, we were there in force making noise, handing out fliers, and promoting the event. So it was in the company of friends and family that we jammed out to Afrologia's finest, such as Imagina Só, Parece que to ma testar, Snifakru with Kilates rapping into the mic, and others. At certain points the band would improvise at will and the effect was chilling. They're damn good and I hope they play again soon and more regularly. It was the perfect way to start the evening – broken beat tunes with nu-jazz, nu-soul with afro-beat, a style difficult to characterize with the Bay of Luanda as a backdrop. The event photos featured here are by my good man Salucombo over at Attelier das Mangueirinhas.

AfrologiaSexta-feira passada, os Afrologia, dos bradas Tuka (aka Soulbreakxtra) e Coca o FSM tocaram ao vivo pela segunda vez na sua curta mas recheada história. Desta vez vinheram com banda completa, incluindo um baixista, o Tuka como programmer, um puto muito forte nos keyboards, vários coristas (incluindo o Kilates, brevemente no Lounge), um DJ e o Coca como vocalista principal. O palco do evento não podia deixar de ser o mítico Elinga Teatro (ou templo, depende de quem lês) e o pessoal lá para assistir era variada e cosmopolita como o pessoal que frequente o Elinga sempre é. AfrologiaComo o evento foi também uma iniciativa do Luanda Jazz Festival, estávamos lá em força para fazer barulho, distribuir panfletos e promover o evento. Por isso foi na companhia de família e amigos que vibrei com o melhor dos Afrologia, tal como Imagina Só, Parece que to ma testar, Snifakru com a Kilates a dropar para o mic, e outras. É facto que os Afrologia são a melhor banda angolana a fazer o que eles fazem. A vibe é deliciosa, um nu-jazz electrónico com afro-beat, um estilo díficil de caracterizar. E a Baía de Luanda lá ao pé, emitindo a sua brisa sempre agradável. As fotos do evento aqui postadas são da cortesia do mano Salucombo do Attelier das Mangueirinhas.

Tuesday, July 27, 2010

Luanda International Jazz Festival 2010 Countdown Series: Freshlyground

Durante as próximas semanas o Lounge vai destacar todos os artistas que estarão presente na segunda edição do Luanda International Jazz Festival, muitas vezes reciclando posts que já foram destacados neste espaço. O elenco é mesmo 'bala'. Iinclui grandes nomes do jazz internacional tal como o George Benson e o Ronny Jordan, funky beats pelos Freshlyground e os 340ml, coladera e batuque pela Lura, músicas da África oeste pelo Blick Bassy...a lista continua. Os primeiros artistas destacados serão os que actuarão na sexta-feira, o dia inaugural do festival. Os Freshlyground são os últimos a tocar na noite de sexta-feira...vai ser um fim imperdível, o climax da abertura.

No Festival de Jazz do ano passado em Luanda, os Freshlyground subiram ao palco e puseram a plateia a dançar de emoção. Rebentaram com tudo. Tanto foram apreciados pelo público Luandense, e tantos discos venderam, que a banda sul-africana vai voltar à Luanda para actuar nesta segunda edição do Luanda Jazz Festival. A sua música é uma mistura de afro-pop com elementos de jazz, blues, dub, e música tradicional sul –africana. Os integrantes da banda são sul-africanos, zimbabueanos, e moçambicanos, e a cantora Zolani Mahola é talvez a personagem mais conhecida dos Freshlyground. É portadora de uma voz invejável, uma voz que é parte integral do som distinto desta banda. Os Freshlyground rápidamente se tornaram no grupo mais popular da África do Sul, tocando em diversos concertos em alusão ao recém terminado Mundial de Futebol (onde foram co-autores do hino Waka-Waka com a Shakira), sempre deliciando o seu público com as suas músicas alucinantes.

Para nos familiarizamos um pouco mais com o seu mais recente álbum, Radio África, estão aqui destacadas duas músicas. A primeira é Fire is Low, o primeiro single do disco, e a segunda é a energética e humorosa Big Man, com a participação dos Les Nubians.

Mais à baixo seguem vários posts que foram escritos neste site acerca dos Freshlyground. Comecemos pelo primeiro.

Fire is Low
Big Man


Over the next couple of weeks the Lounge will highlight all the artists that will be present in this year's Luanda International Jazz Festival, many times using posts that have already been featured here. The line-up is mouthwatering and includes such jazz virtuosos as George Benson and Ronny Jordan, funky beats by Freshlyground and 340ml, coladera and batuque by Lura, Cameroonian tunes by Blick Bassy...the list goes on. The first featured artists will be the ones performing on Friday, the inaugural day of the Festival. Freshlyground are the last act - the climax of the opening night.

Freshlyground's performance in last year's Luanda International Jazz Festival was memorable. According to my cousins they went on that stage and owned it, bringing everyone to their feet, not just vibing to the music but dancing, moving, screaming. They were so appreciated by the public that their CD sold like it hadn't done before (for a hefty price, too) and they're coming back to give us some more. This is the second straight year that Freshlyground will be at the Festival, and they're one of the most anticipated acts. Their music is a mix of afro-pop and jazz, blues and jazz, dub and traditional South African music. The band is made up of people from South Africa, Zimbabwe, Mozambique, and Zolani Mahola is perhaps their most enigmatic member. Her voice is just absolutely stunning and a big part of the band's unique sound. The group has quickly shot to prominence in South Africa and played a series of concerts during the World Cup, as well as penned the Cup's anthem, Waka-Waka, along with Shakira.

To familiarize ourselves with some of what they might play in Luanda, below are two songs from their newest album Radio Africa. Fire is Low is the album's first single, while the energetic and humorous Big Man features the celebrated Les Nubians sisters.

Further below are the Lounge's other posts on Freshlyground, starting with the first Freshlyground post written on this website.

Freshlyground

FreshlygroundMusic has always been a unifier, bringing together people of different races, cultures, and creeds into common ground. It’s one of the things I like most about it, and it’s a beautiful thing. People that wouldn’t normally talk to each other in any other setting suddenly find themselves dancing with a person totally different from them at a concert, and a friendship is born. So imagine the power that music has on a racially tense, ethnically challenged, fragmented society like South Africa’s. Here is a 7 strong band diverse in color and culture, with members black and white, from Zimbabwe to Mozambique to South Africa, jamming and dancing together to the same beat, creating bliss.

Freshlyground is the hottest musical act in southern Africa and has been for awhile. It’s afro-pop mixed with jazz, blues, dub, and traditional South African music. They recently wreaked havoc at the Luanda Jazz Festival, with my older brother saying they were perhaps the most popular performance there. So much so that my younger brother, who recently returned to the states from Luanda, brought with him nothing less than Freshlyground’s outstanding second album, Nomvula. It was an album that I yearned for, having heard their first single Doo Bee Doo a couple of years ago by suggestion of my cousin who lives in Cape Town. It’s a feel good, no worries sort of tune that will stay with you long after you stopped hearing, because it also happens to be insanely catchy.

But what I like most about Freshlyground, besides the depth and intelligence of their music, is of course the throaty, distinctive voice of its lead singer, South African Zolani Mahola. I mean, really! Listen to that voice! Her voice puts an already diverse musical sound into another level altogether. It reaches its zenith in I’d Like, a beautiful, beautiful song that is as sentimental as it is amorous, and which most of my extended family had the pleasure of seeing live (yes, I might still be bitter about missing the Luanda Jazz Festival).The end of the song climaxes in a stunning blend of violin and flute, played by band members Kyla Rose Smith (violin) and Simon Atwell on the flute. Lastly there is Nomvula (After the Rain) sung entirely in Xhosa, one of South Africa’s native languages. In it Zolani sings about her youth in a motherless environment and the strength and resilience of her father, but the song might as well be in English because the emotion poring through doesn’t need translation. Press play and enjoy South Africa’s finest.

Doo Bee Doo
I'd Like
Nomvula

A música unifica seres humanos, é uma ponte que junta pessoas de diversas raças, crenças, e culturas. Adoro a música por causa deste seu poder peculiar, realmente é uma coisa linda e por mais que tente, não consigo sequer racionalizar um mundo sem ela. É bonito ver duas pessoas que normalmente nunca teriam uma conversa , nem sequer trocariam um olhar, de repente esquecerem-se de barreiras socias e dançarem desalmadamente num concerto de um artista que os dois apreciam. E assim cresce o potencial para mais uma amizade. Agora imaginem o poder que a música tem numa sociedade como a da Àfrica do Sul, repleta de tensão étnica, racial, e social. Imaginem quão belo é ver uma banda de 7 integrantes, bracos e pretos, culturalmente diversos, de três países diferentes (Zimbabwe, Moçambique, e Àfrica do Sul), todos partilhando o mesmo palco, saltando e dançando juntos, fazendo música boa, de agradar a alma.

É o que faz o Freshlyground. Esta é a banda mas quente da parte sul de Àfrica ha vários anos. É afro-pop com elementos de jazz, blues, dub, e música tradicional sul –africana. Foram eles que segundo o meu irmão, deitaram a casa à baixo no Luanda International Jazz Festival para o delírio da plateia, que se fartou de comprar os seus albums. Uma das pessoas que comprou o segundo cd dos Freshlyground foi o meu puto Joel, que chegou a dias aos States com o cd Nomvula na sua bagagem. É daqueles tipos de cds que se ouvem do princípio ao fim sem problemas. Era um album que estava a procurar a muito tempo, album este que inclui o single Doo Bee Doo, musica esta que me foi sugerida pelo meu primo que vive em Cape Town. É uma canção linda, energética, capaz de pôr um sorriso na cara de qualquer um.

Mas o que eu gosto mais dos Freshlyground, sem ser o conteúdo das suas letras e a inteligência das suas músicas, é a voz da sul-africana Zolani Mahola. Por amor de Deus, que voz! Voz com V maísculo. A voz dela é uma parte integral do som distinto desta banda. Na música I’d Like a sua voz atinge o auge, hipnotizando o ouvinte por completo. É uma canção muito linda mesmo, e a minha família disse que ao vivo é ainda melhor. A canção atinge um climax intenso, com o violino da integrante Kyla Rose Smith e a flauta de Simon Atwell, tambêm parte da banda. Por último inclui a canção Nomvula (Depois da Chuva), toda ela cantada em Xhosa, uma lingua tradicional sul-africana. Nesta canção Zolani canta sobre a sua juventude sem figura materna e a força de vontade de seu pai em lhe dar uma vida melhor. A emoção à mostra nesta canção nem precisa de tradução. Carrega no play e disfruta o melhor que a Àfrica do Sul tem a oferecer.

-Photo by Fondazione Arezzo Wave Italia

Freshlyground's Official Website - A must read
Freshlyground on Myspace
The Nomvula cd on Amazon

Caipirinha Lounge Cinema: Pot Belly, by Freshlyground

Try not to get addicted to Pot Belly, the lead single from Freshlyground’s new album, Ma’ Cheri.



Tente não viciar-se no Pot Belly, o single principal do novo album dos Freshlyground, Ma’ Cheri.

Cape Town Lusófono

For a long time I've been wanting to write a post in homage to the city that has so graciously hosted us for over a month, but I never knew quite how. Cape Town is so much more complex than a first impression permits. The racial exclusion is rampant, the townships destitute, and District 6 Museum was a sobering reminder of the senseless depravities of humanity. But Cape Town's charm is undeniable. The constant backdrop of Table Mountain, the serene, verdant preserve of Kirstenbosch Gardens, the bustling Waterfront, the drive along Chapman's Peak, the beauty of the Cape of Good Hope, the epic passions lived out at Green Point Stadium, the trendy models and stunning people at Camps Bay, the nightlife chaos of Long Street. My return to Luanda is in two days and I'm not sure I want to go back.

Cape Town rates as one of my favorite cities worldwide, and definitely my favorite city in Africa thus far. For you see, Cape Town also has a certain Lusophone charm. You see it in the details: the proliferation of Vida e Caffés, the constant presence of Nando's, the higher than average number of Portuguese supporters during the World Cup. Vida e Caffé is South Africa's version of Starbucks, except with a Portuguese name, logo, and selling Portuguese bread on a bilingual menu. Their employees sport shirts with "Angola" and "Mozambique" emblazoned on their backs. Nando's is another strong South African concept with roots in Lusofonia; just look at their logo and their menu. Their grilled chicken rivals Luanda's street-side churrasco. Throughout Cape Town's streets you see Portuguese and Brazilian restaurants here and there, the best of which must be Braza, a Portuguese/Brazilian/Mozambican/Angolan restaurant.

And of course, there is the music. This might be a stretch, but Cape Town's loveliest and most recognized musicians, Freshlyground, have in their ranks a genius of a bassist, hailing from Mozambique. As you drive around Cape Town you notice the places and names that Freshlyground sing about: you buy your liquor at Mowbray and finally understand Mowbray Kaap, for example.

Along with 340ml, another South African/Mozambican band, Freshlyground has been the soundtrack to the beautiful 5 weeks I spent in Cape Town. They are truly ambassadors of their city, part and parcel with its history. "Zolani used to ride the same bus as I!", says my cousin Victor in one of his particularly emotional moments listening to Freshlyground. I can still vividly picture the first time I heard the remix of Castles in the Sky...we were driving on Victoria Road on our way to dinner at Camps Bay with the Atlantic Ocean to our right and stunning, cliff-side houses to our left, passing by Clifton. The sky, a brilliant blue. The mood in the car, too beautiful to describe. Happiness is felt with those you love, and within hearing distance of music like this. Zulu Lounge is another favorite of mine, listened to on the sobering drives home from a night out at Long Street or along the drive at Chapman's Peak.

Perhaps the best part is that both 340ml and Freshlyground will be at the Luanda Jazz Festival in two weeks...maybe I'll never truly escape Cape Town after all.

Castles (Remix)
Zulu Lounge

É já há algum tempo que tenho tentado escrever um post homenageando a cidade que tem nos hospedado tão graciosamente há mais que um mês. Mas nunca sei bem como começar. Cape Town é muito mais complexo do que parece à primeira vista. A exclusão racial é assustante, os ‘townships’ são deploravelmente pobres (mas muito mais organizadas e desenvolvidas que os nossos musseques luandense), e o Museu do District 6 é uma lembrança de como a humanidade pode ser cruel. Mas é impossível não se deixar apaixonar pelo charme único de Cape Town. A Table Mountain sempre presente, sempre majestosa, o verde brilhante e resplendente dos Jardins de Kirstenbosch, a concorrida Waterfront, um passeio de carro pelo Chapman’s Peak, a beleza inspiradora do Cabo da Boa Esperança, as paixões e desilusões vividas no Estádio de Green Point, a vida nocturna caótica de Long Street. O meu regresso para Luanda é em dois dias mas não sei se quero voltar tão cedo!

Depois de a ter conhecido minimamente, Cape Town ocupa um lugar entre as minhas preferidas cidades do mundo, e a minha preferida em África até agora. É que, a Cidade do Cabo tem uma particularidade interessante, um pequeno segredo não tão bem guardado: a sua lusofonia. Notas esta lusofonia nos pequenos detalhes: a proliferação dos Vida e Caffés, a constante presença dos Nando's, e um número acima do normal de apoiantes da selecção das quinas. O Vida e Caffé é uma cadeia de cafeterias que são a versão sul-africana do Starbucks, mas com um nome aportuguesado, pãos portugueses quentinhos, e um menu em inglês e português. Os seus servidores vestem camisolas com o nome “Angola” ou “Moçambique” estampados nas suas costas. Nando’s é outra cadeia sul-africana bastante concorrida que tem as suas raízes na lusofonia. Basta olhar para o seu símbolo e o seu menu. Os seus churrascos são quase tão deliciosos como os que vendem nas ruas de Luanda, e um pouco mais sanitários. Andando pelas ruas de Cape Town, reparas nos restaurantes portugueses e brasileiros escondidos aqui e ali. Um dos melhores é o Braza, um conceito português, brasileiro, moçambicano, e angolano.

E claro, não podia de deixar faltar a música. Os músicos mais famosos de Cape Town hoje em dia, os Freshlyground, têm no seu meio um moçambicano, o seu baixista. Enquanto andas e conduzes por Cape Town os nomes das músicas deles começam a fazer mais sentido. Compras bebidas em Mowbray e lembras-te do som deles Mowbray Kaap, por exemplo.

Junto com os 340ml, outra banda sul-africana/moçambicana, os Freshlyground têm sido a banda sonora das 5 inesquecíveis semanas que passei em Cape Town. Os Fresh são mesmo embaixadores da sua cidade e parte da sua história recente. “A Zolani andava no mesmo autocarro que eu,” conta-me o meu primo Victor num dos seus momento mais alegres enquanto ouvia os Freshlyground. Ainda me lembro vivamente da primeira vez que ouvi a remix de Castles in the Sky...estavamos a conduzir na Victoria Road à caminho dum jantar em Camps Bay com o oceano Atlântico de um lado e as emblemáticas casas das rochas de Clifton à nossa esquerda. O céu, um azul brilhante. A vibe no carro, feliz e descontraída. Sabíamos que partilhávamos um momento lindo, ao som de uma música única. A felicidade sente-se ao lado de quem mais amas, e ao som de música assim. Zulu Lounge é outra das minhas preferidas. Oiço-a à noite, depois de uma noite bem passada na Long Street, ou enquanto dominamos as curvas de Chapman’s Peak.

Mas a melhor parte é que tanto os 340ml e os Freshlyground estarão em Luanda para o International Jazz Festival dentro de duas semanas (e no mesmo dia!)...talvez nunca escape Cape Town, afinal.


-Photo: Bartolomeu Dias Beacon, Cape of Good Hope. By Claudio Silva; Zolani photo by Tofs Stefano

Portuguese version coming soon

Freshlyground's Official Website - A must read
Freshlyground on Myspace
The Nomvula cd on Amazon

Luanda International Jazz Festival 2010 Countdown Series: Filipe Mukenga

Durante as próximas semanas o Lounge vai destacar todos os artistas que estarão presente na segunda edição do Luanda International Jazz Festival, muitas vezes reciclando posts que já foram destacados neste espaço. O elenco é mesmo 'bala' e inclui grandes nomes do jazz internacional tal como o George Benson e o Ronny Jordan, funky beats pelos Freshlyground e os 340ml, coladera e batuque pela Lura, músicas da África oeste pelo Blick Bassy...a lista continua. Os primeiros artistas destacados serão os que actuarão na sexta-feira, o dia inaugural do festival. O Filipe Mukenga abrirá o concerto com uma performance as 19h30 no Palco Palanca.

Natural de Luanda, o cantor e compositor Filipe Mukenga é um dos mais consagrados músicos angolanos. A sua carreira musical já conta com 45 anos e inclui quatro discos: Novo Som (1991), Kianda Kianda (1994), Mimbu Iami (2003) e Nós Somos Nós (2009), este último gravado totalmente no Brasil e com participações de renomados artistas brasileiros tais como o Martinho da Vila e o Ivan Lins. Colabora frequentemente com o músico Filipe Zau, e juntos compuseram o hino do Can 2010, “Angola, País do Futuro”. As músicas de Filipe Mukenga já apareceram em várias compilações internacionais, sendo uma das mais famosas a sua aparição no projecto da ONG Search for Common Ground, “Angola Solta a Tua Voz”, na companhia de outros grandes nomes da música angolana. É o autor de ‘Humbi-Humbi’, um clássico da música angolana.

Humbi-Humbi

Over the next couple of weeks the Lounge will highlight all the artists that will be present in this year's Luanda International Jazz Festival, many times using posts that have already been featured here. The line-up is mouthwatering and includes such jazz virtuosos as George Benson and Ronny Jordan, funky beats by Freshlyground and 340ml, oladera and batuque by Lura, Cameroonian tunes by Blick Bassy...the list goes on. Filipe Mukenga is opening the festivities, with a performance Friday at 19h30 on the Palanca Stage.

Filipe Mukenga is the first act of the Luanda International Jazz Festival. Luanda born and raised, the singer and songwriter is one of the most celebrated Angolan musicians. He’s been singing for 45 years and has so far released four albums: Novo Som (1991), Kianda Kianda (1994), Mimbu Iami (2003) and Nós Somos Nós (2009). This last one was completely recorded in Brazil and features some of Brazil’s musical stalwarts, including Martinho da Vila and Ivan Lins. He frequently collaborates with musician Filipe Zau, and together they composed the CAN 2010 anthem “Angola, Country of the Future”. Filipe Mukenga’s songs have appeared in various international compilations, with one of the most famous being on the album “Angola Solta a Tua Voz” by the NGO Search for Common Ground, in the company of other notable Angolan musicians. Humbi-Humbi below is one of his most memorable tunes, a classic of Angolan music.

Monday, July 26, 2010

Caipirinha Lounge Cinema: Alento, by Luísa Maita

Her CD gets better with age and it's become a mainstay for those quiet nights or relaxing days. Her voice seduces softly and if it weren't enough she's quite nice to look at as well. According to Luísa, 'Alento' talks about the daily grind in São Paulo and how Paulistas wake up early everyday to chase their dreams. The video is an ode to São Paulo.

Quanto mais oiço, mais me apaixono com o álbum da Luísa Maita. O disco tem se tornado um parceiro em noites sossegadas ou em dias relaxados. A sua voz seduz suavemente, mas se não fosse suficiente a Luísa é também linda de se ver. Segundo ela, a música à baixo, Alento, "fala sobre ter que ganhar a vida em São Paulo, a coisa de despertar e ir a luta por seu sonho." O vídeo é uma homenagem à cidade.

ALENTO - LUISA MAITA * 2010 from joaowainer.com on Vimeo.

Luanda International Jazz Festival 2010 Countdown Series: Ronny Jordan

Over the next couple of weeks the Lounge will highlight all the artists that will be present in this year's Luanda International Jazz Festival, many times using posts that have already been featured here. The line-up is mouthwatering and includes such jazz virtuosos as George Benson and Ronny Jordan, funky beats by Freshlyground and 340ml, coladera and batuque by Lura, Cameroonian tunes by Blick Bassy...the list goes on. The first featured artists will be the ones performing on Friday, the inaugural day of the Festival. Ronny Jordan will be performing after 340ml and before Nanutu, on the Palanca stage.

A pioneer of the acid jazz movement, Ronny's music is smooth and silky but jazzy nonetheless. An Englishman, Ronny Jordan uses his guitar to reinterpret and reinvent the genre. He's garnered success in many genres that 'remix' jazz, such as urban, contemporary, and smooth jazz, as well as the always fun jazz funk. Ronny Jordan is a Grammy-nominated artist and his albums are quite popular to jazz aficionados, and several of his works have won international awards. In 2000, his album A Brighter Day was nominated for a Grammy Award under Best Contemporary Jazz Album, and he also won the Gibson Guitar Best Jazz Guitarist Award. Check out his jams below for a taste of smooth, soulful, contemporary jazz with an R&B twist. You can find the tracks 'It's You' and 'So What' on his album "The Collection".

It's You
So What
Durante as próximas semanas o Lounge vai destacar todos os artistas que estarão presente na segunda edição do Luanda International Jazz Festival, muitas vezes reciclando posts que já foram destacados neste espaço. O elenco é mesmo 'bala' e inclui grandes nomes do jazz internacional tal como o George Benson e o Ronny Jordan, funky beats pelos Freshlyground e os 340ml, coladera e batuque pela Lura, músicas da África oeste pelo Blick Bassy...a lista continua. Os primeiros artistas destacados serão os que actuarão na sexta-feira, o dia inaugural do festival. O Ronny Jordan tocará depois dos 340ml e antes do Nanutu, no Palco Palanca.

Pioneiro do movimento de acid jazz, o inglês Ronny Jordan usa a sua guitarra para reinterpretar e reinventar o jazz. Notabilizou-se também nos géneros de urban jazz, jazz contemporâneo, jazz funk, e o sedutor smooth jazz. Os seus sempre consagrados álbuns foram sucessivamente nomeados para vários prémios internacionais, e o seu álbum A Brighter Day foi nomeado para um Grammy na categoria de Melhor Álbum de Jazz Contemporâneo do ano 2000. Também recebeu o prestigiado prémio ‘Gibson Guitar Melhor Guitarrista de Jazz’. As suas músicas são captivantes e cheias de soul, jazz contemporâneo no seu melhor e com sabor à R&B. As músicas 'It's You' e 'So What' estão no seu àlbum "The Collection".

-Photo by Volume 12

Ronny Jordan on Myspace

Saturday, July 24, 2010

Luanda International Jazz Festival 2010 Countdown Series: Oliver Mtukudzi

Over the next couple of weeks the Lounge will highlight all the artists that will be present in this year's Luanda International Jazz Festival, many times using posts that have already been featured here. The line-up is mouthwatering and includes such jazz virtuosos as George Benson and Ronny Jordan, funky beats by Freshlyground and 340ml, coladera and batuque by Lura, Cameroonian tunes by Blick Bassy...the list goes on. The first featured artists will be the ones performing on Friday, the inaugural day of the Festival. Oliver Mtukudzi will be performing after Wyza and before 340ml, on the Palanca stage.

Tuku is coming to Luanda! Tuku, as Oliver Mtukudzi is affectionately known by his fans, is a stalwart of African music, adored and respected by many. A gifted musician, composer, and guitarist, he is one of the highest manifestations of Zimbabwean music and culture. Tuku is a prolific artist and has released more than 40 albums, with the most recent one being Dairai. He sings in Shona, Ndebele and English, the national languages of Zimbabwe, and has had so much domestic and international success that he can't even name all the awards he's one. Among them are two KORA Awards, including a Kora Lifetime Achievement Award bestowed on him in 2003.
Oliver Mtukudzi's music is a mixture of traditional Zimbabwean 'mbira' and South African 'maqanga', a mixture that his fans have dubbed Tuku Music.

Tuku is famous for his dedicated, energetic performances, capable of putting entire venues on their feet dancing. The band he is currently playing with are called The Black Spirits and they're the stuff of legends in both Zimbabwe and the rest of Southern Africa, known for their spirited and high energy performances. Besides being a singer, the multifaceted Mtukudzi is also a successful actor, and the soundtrack for a film he starred in, Neria, won various awards in South Africa.

I'm glad Tuku is coming to Luanda, because the only reason I started listening to his music was because of his upcoming show. Even though he's been extensively featured in Putumayo releases back in the States, I never took the time to get to know this artist. Since I've made the effort, I've become hooked on his epic song Raki, one of the best examples of Tuku Music and a gift to music. Also included here is Wasakara, a song of his that became a sort of anthem for the political opposition in Zimbabwe.

Raki
Wasakara

Durante as próximas semanas o Lounge vai destacar todos os artistas que estarão presente na segunda edição do Luanda International Jazz Festival, muitas vezes reciclando posts que já foram destacados neste espaço. O elenco é mesmo 'bala' e inclui grandes nomes do jazz internacional tal como o George Benson e o Ronny Jordan, funky beats pelos Freshlyground e os 340ml, coladera e batuque pela Lura, músicas da África oeste pelo Blick Bassy...a lista continua. Os primeiros artistas destacados serão os que actuarão na sexta-feira, o dia inaugural do festival. O Oliver Mtukudzi tocará depois do Wyza e antes que os 340ml, no Palco Palanca.

Carinhosamente conhecido como Tuku, o guitarrista e vocalista Oliver Mtukudzi é o expoente máximo da música zimbabweana e uma renomada personagem da música contemporânea africana. É um artista prolífico e tem mais de 40 álbuns no mercado, sendo o mais recente intitulado Dairai. O Tuku canta em Shona, Ndebele e inglês, as línguas nacionais do Zimbabwe, e tem tido tanto sucesso em África e no estrangeiro que já nem se lembra de quantos prémios ganhou. Mas entre eles estão dois KORA Awards, incluindo um por ser o Melhor Cantor da África Austral em 2003. As músicas do Oliver Mtukudzi são uma mistura do ritmo zimbabueano ‘mbira’ e o mbaqanga sul-africano, uma mistura que os seus fãs chamam ‘Tuku music’.

Tem fama de dar grandes concertos e as suas performances ao vivo são um espectáculo. A banda que actualmente o acompanha chama-se The Black Spirits e são uma lenda tanto no Zimbabwe como no resto da África austral, conhecida pelas suas performances energéticas e pela emoção e dedicação de Tuku, a sua personagem principal. Para alem de cantor, o Oliver Mutukudzi é também actor de sucesso, e a trilha sonora de um dos seus filmes, Neria, ganhou vários prémios na África do Sul.

Estou feliz que o Tuku vem para Luanda, porque foi por isso que comecei as suas músicas. Ele é bastante destacado pela label Putumayo lá nos States, mas nunca me dei ao tempo de conhecer as suas músicas. Mas desde que comecei a ouvir-lo, descobri Raki, uma grande música que agora oiço regularmente. É um dos melhores exemplos da chamada Tuku Music, tal como Wasakara, que se tornou um tipo de hino para a oposição política do Zimbabué.

-Photo by Pan-African News Wire

Seu Jorge & Almaz

If there was ever a perfect psychedelic soul samba summer album, Seu Jorge & Almaz is probably it. It's a collaboration between Seu Jorge, Nação Zumbi collective Pupillo (drums) and Lúcio Maia (guitarist), along with António Pinto on bass. Each of the four are excellent, very well respected artists in their own right, and their on-studio chemistry on this album, their first together, is palpable. Seu Jorge is already known as one of the best voices in Brazil right now, with his deep baritone instantly recognized by anyone with an inkling of interest in contemporary MPB. Throw in one of the country's best guitarist in Lúcio Maia and a vicious drummer in Pupillo, plus a lot of artistic freedom and presence of mind, and you can begin to understand what this album is about.

When you listen to Seu Jorge & Almaz, it's difficult to find a song not to like on the CD. It's a relaxed vibe reminiscent of classic 70's psychedelic rock (not that I was alive back then), but it's strongly influenced by soul and samba, Seu Jorge's trademark genres, as well as healthy doses of jazz and pop. Produced by Beastie Boys producer Mário Caldato Jr, the album features English and Portuguese covers of jams by Tim Maia, Roy Ayers, Kraftwerk, Michael Jackson, Jorge Ben, the list continues. Among the standout tracks are Saudosa Bahía (it will put you right in this kind of mood), the cover of Roy Ayers' Everybody Loves the Sunshine (featured here), and the fresh take on the immortal Michael Jackson's Rock With You. But really, buy the album, because the above songs are but the tip of the iceberg. This album is another suggestion by Keita Mayanda, the man with all the Brazilian music.

Everybody Loves the Sunshine

Se alguma vez na vida existiu um álbum psicódelico de soul com samba perfeito, então o Seu Jorge & Almaz anda deve ser este álbum. É uma colaboração entre o Seu Jorge, o Pupillo (bateria) e o Lúcio Maia (guitarrista) da Nação Zumbi, com o António Pinto no baixo. Qualquer um dos quatro já é um artista consagrado e de renome no Brasil, e o entendimento musical entre eles e perceptível. O Seu Jorge já é conhecido como uma das melhores vozes brasileiras da actualidade, e o seu barítono sonante é instantâneamente reconhecido por quem tem pelo menos uma pitada de interesse em música brasileira. Mistura nisto os talentos do Lúcio Maia, um dos melhores guitarristas brasileiros, e a percurssão do grande Pupillo, e muita liberdade artística e vontade de fazer música de qualidade, e tens em teus ouvidos a perfeição, ou muito perto disso.

Quando ouves o disco, é difícil encontrares uma música da qual não gostes. O álbum tem uma vibe relaxada que faz lembrar os rocks psicódelicos clássicos dos anos 70 (não que eu estivesse vivo naquelas alturas), mas é fortemente influenciado pelo soul e pelo samba, os estilos preferidos do Seu Jorge. Também tem doses fortes de jazz e pop. O disco foi produzido pelo brasileiro Mário Caldato Jr, e contém covers de grandest artistas tais como o Tim Maia, o Roy Ayers, Kraftwerk, o Jorge Ben Jor, o grande Michael Jackson, enfim, a lista continua. Entre os melhores 'brindes' estão Saudosa Baía (que te põe mesmo na vibe deste trabalho), o cover de Everybody Loves the Sunshine do Roy Ayers (disponível aqui), e a versão a la brasileira de Rock With You do imortal Michael Jackson. Mas a sério, as músicas acima são só o começo de um disco brilhante. É mais uma sugestão do Keita Mayanda, o homem das músicas brazucas.

Seu Jorge & Almaz online
Buy the album on iTunes or Amazon

Thursday, July 22, 2010

Luanda International Jazz Festival 2010 Countdown Series: Nanutu

Over the next couple of weeks the Lounge will highlight all the artists that will be present in this year's Luanda International Jazz Festival, many times using posts that have already been featured here. The line-up is mouthwatering and includes such jazz virtuosos as George Benson and Ronny Jordan, funky beats by Freshlyground and 340ml, coladera and batuque by Lura, Cameroonian tunes by Blick Bassy...the list goes on. The first featured artists will be the ones performing on Friday, the inaugural day of the Festival. Nanutu will be performing after Ronny Jordan and before Freshlyground.

Nanutu is an Angolan saxophonist that incorporates his vibrant saxophone sound into a variety of rhythms, among them kizomba and semba. The majority of his songs are purely instrumental, a la Kenny G, but with a lot more rhythm and zest. It's difficult to sit still while to his song Luandei, a semba that is the perfect soundtrack to the organized chaos, explosive sound and color, and raw energy that the streets of Luanda exude. The song Canção D'Magne is a quieter, jazzier, more relaxed tune best listened to while sipping a caipirinha in front of Luanda bay, hearing the soft lull of the waves. If you don't currently find yourself in Luanda, the living room couch will do just fine.

Luandei
Canção D'Magne


NanutuDurante as próximas semanas o Lounge vai destacar todos os artistas que estarão presente na segunda edição do Luanda International Jazz Festival, muitas vezes reciclando posts que já foram destacados neste espaço. O elenco é mesmo 'bala' e inclui grandes nomes do jazz internacional tal como o George Benson e o Ronny Jordan, funky beats pelos Freshlyground e os 340ml, coladera e batuque pela Lura, músicas da África oeste pelo Blick Bassy...a lista continua. Os primeiros artistas destacados serão os que actuarão na sexta-feira, o dia inaugural do festival. Nanutu tocará depois do Ronny Jordan e antes que os Freshlyground, no Palco Welvitcha.

Nanutu é um excelente saxofonista angolano que usa o saxofone com belo efeito nos diversos ritmos nacionais, incluindo semba e kizomba. A maioria das suas músicas são instrumentais, mas isto não tira brilho nenhum ãs suas canções. É como se o saxofone fosse uma voz em si. É um pouco complicado ficar quieto e sentado enquanto toca Luandei, o som perfeito para se apreciar o frenezim caótico, exuberante e colorido que é o dia a dia de Luanda. Ai quando entra a guitarra!... Já a Canção D’Magne é mais calma, composta, relaxada, perfeita para um pôr do sol, caipirinha na mão pois claro, na Ilha de Luanda.

Buy Nanutu

Lemonade, by Daniel Revel Miller

As a respite from all the recent talk on the Luanda Jazz Festival, and to highlight a budding artist from the Boston musical scene, below is the official video for Lemonade, by the Californian Daniel Revel Miller. Remember him? My good man D Mill was featured here several months ago, but he's been making moves this summer and has gone on to not only release an official video but to have his music on iTunes as well. You can (should!) buy Lemonade here and join his growing Facebook group here. Enjoy the summer vibes and the bikini clad women of the video for Lemonade below.


Luanda International Jazz Festival 2010 Countdown Series: 340ml


Over the next couple of weeks the Lounge will highlight all the artists that will be present in this year's Luanda International Jazz Festival, many times using posts that have already been featured here. The line-up is mouthwatering and includes such jazz virtuosos as George Benson and Ronny Jordan, funky beats by Freshlyground and 340ml, coladera and batuque by Lura, Cameroonian tunes by Blick Bassy...the list goes on. The first featured artists will be the ones performing on Friday, the inaugural day of the Festival. 340ml will be performing Friday at 22h40, after Oliver Mtukudzi and before Ronny Jordan, at the Welvitcha Stage. Like Salucombo said over at Attelier dos Mangueirinhas, the city is awash in antecipation.

My fascination with 340ml runs deep. Below are some of the articles that've been posted featuring the boys from Mozambique, including interviews and a video.

Durante as próximas semanas o Lounge vai destacar todos os artistas que estarão presente na segunda edição do Luanda International Jazz Festival, muitas vezes usando posts que já foram aqui destacados. O elenco é mesmo 'bala' e inclui grandes nomes do jazz internacional tal como o George Benson e o Ronny Jordan, funky beats pelos Freshlyground e os 340ml, coladera e batuque pela Lura, músicas da África oeste pelo Blick Bassy...a lista continua. Os primeiros artistas destacados serão os que actuarão na sexta-feira, o dia inaugural do festival. Os 340ml actuarão sexta-feira às 22h40, depois do Oliver Mtukudzi e antes do Ronny Jordan, no palo Welvitcha. Como disse o amigo Salucombo do Attelier dos Mangueirinhas, a cidade já fervilha.

A fascinação deste blog pelos 340ml é de longa data. Seguem alguns artigos e entrevistas que o Caipirinha Lounge escreveu sobre os 340ml:

Moodswings, by 340ml

Short and sweet, guaranteed to improve the mood you're in...

Doce mas curta, de certeza que vai "improve the mood you're in..."

Caipirinha Lounge Interview to 340ml


340mlAfter I first heard about your band and started playing the only song I owned of yours – Midnight - in my car and in parties (and everywhere), people here in the States always said two things: they asked who you were, and they said you sound like the Californian ska band Sublime.

But how would you describe your sound?

Experimental Tropical Pop.

How and when did you guys meet?

We've know each other for decades because we hail from a little African village called Maputo. Growing up we were all practically neighbors. We hooked up as a band when we kind of accidentally bumped into each other in Johannesburg, that was sometime in 2ooo, I think.

When did you decide you wanted to create music and stick with it?

When we all felt we were onto something.

If you weren’t a musician, what would you be doing?

Making movies. I'm actually concentrating a bit on that right now.

Being from Maputo, Mozambique, do you think you will ever do a song in Portuguese or feature Lusophone artists?

I'm sure we will, eventually, and we've wanted to but for some reason we always end up cruising out of that.

Who is your favorite Mozambican artist and why?

Fany Mpfumo, because he really was an artist. He represented and still represents Mozambique people better than anyone who tries to.

How has living in South Africa impacted your music?

I think it made us more professional and more aware of what works and what doesn't.

What artists and music styles would you say were your biggest musical influences?

Sublime, definitely. The Police. Nirvana. Gorillaz. And many many more...It's hard to say. I think outsiders can distinguish our influences better than we can.

What is the best part about playing music for a living and having people love what you create?

Having people who actually flock to our shows to sing along to something we crafted from scratch. That still amazes me!

Where do you see the band in 5 years?

I can't even imagine the future in a year’s time, let alone 5 years.

What has been your favorite concert venue?

Oooh, difficult one! The old Bassline in Johannesburg did a lot for us. There are plenty of magical venues around.

Who do you sing for, and which new audiences do you want to reach?

We'll sing for anyone who wants to listen. We don't really have a target market, we're not that sophisticated.

What has been your favorite song so far, the one you most want people to remember you by?

Maybe Radio 75. I like the idea behind the song and the fact that it basically has one note.

Radio 75

Listening to your albums it’s easy to see that dub and reggae are your rhythms of choice…what draws you to these sounds?

It's just a default thing. We all like different stuff, and Dub (mainly) is our common ground. We're all always pushing towards different sides, and generally Dub is the one side we can all sway towards without much of a fight. We also started liking it because hardly anyone in South Africa was doing it when we started exploring it.

What’s the idea behind the music video for your single Midnight?

A guy doing the late night shift guarding a typical corporate building bored out of his mind. He's thinking about stuff and allowing his impatience to grow.



How do feel about the way the internet has been reshaping the music industry?

I think it's great. As someone who makes music it's nice to be closer to the people who listen to your music, and that's the main thing the internet is doing to music right now. I steal a bunch of music and I really don't mind people stealing mine. It's a whole market plugged into your computer or mobile phone.

I’ve read you guys randomly picked the name 340ml after stressing about a name for weeks, all because one of you opened the fridge and happened to look at a can of beer. Does the name still sound good?

It was actually a soft drink can. It doesn't sound great to me, and it never will, but I guess it's good at displaying how random we are as musical group. And I guess it's also kind of catchy.

One of my favorite songs of yours is The Untitled Song; any particular reason you guys were unable to name it?

We were having a hard time coming up with a name that wouldn't sound all conscious or high and mighty. We also didn't wanna spoil the song with a dumb name.

The Untitled Song

Who’s the girl in the song Fairy Tales? Or at least, which type of girl is it inspired by?

No one in particular. I think it's a standard worldwide type of post teenager who desperately wants to be part of something. Just a character in a modern day Fairy Tale.

Fairy Tales

What’s the story behind the album name Sorry for the Delay?

People were annoyed with us because they were tired of our first album and needed something new. When we eventually went into studio we felt the need to apologize. We're not only saying we're sorry that the album is only out now but we're also saying sorry to all the people that endure our favorite sound effect (Delay). Even when we were mixing the album we were super conscious about how much delay we would use. I guess it's a play on words with a double meaning thing going.

What’s your favorite SFTD song to play live?

Australopithecus

Australopithecus

What’s the next project after SFTD?

We're trying to organize a SFTD remix album. We already have plenty of remixes, and we also wanna run some type of competition to have at least two remixes by two new comers.

Do you have plans of touring/selling your music in the US?

Nothing concrete yet. Maybe one day.

When can we expect you in Angola?!

We've almost been there a couple of times. We'll keep on trying.

5 musicians/band you listen to weekly, if not daily:

Daily, that's difficult. I flip things quite often. It would have to be quite Pop and enduring. I'll try:

The Beatles; Animal Collective; Radiohead (yup, I'm one of those); Daft Punk; and Mos Def.

Favorite late night crooners when it’s just you and the missus:

Kings Of Convenience, maybe.

Most played song on your iPod:

In the last couple of months: Difference between by Atlas Sound.

Songs/Artists you are currently ‘obsessed’ with:

Obsessed might be quite a strong word. Right now I'm listening to healthy portions of these albums:

Home is Where the Heart Is, by Hugh Masekela;
All Things Must Pass, by George Harrison;
See Mystery Lights, by YACHT;
Wolfgang Amadeus Phoenix, by Phoenix;
Veckatimest ,by Grizzly Bear
Horehound, by The Dead Weather

Favorite WC2010 venue, and will you be attending/playing live gigs?

The Durban stadium looks like it's going to be something special. We have nothing planned, yet. We might be in Europe during the World Cup.

Costa do Sol or Ferroviário do Maputo?

I've been away for too long to decide.

Random thought of the day:

I read a fair amount of books but I hardly ever buy any. Where do they come from? How do they end up in my hands? I should buy a book today.



Moving, by 340ml


340mlIt’s Early Morning, and the sun isn’t even up yet. We all pile into the car, destination Port Elizabeth. There’s some amicable tension in the car, as my brother and I are supporting different teams. I’m for the Elephants, while he insists on supporting the selecção das quinas. He’ll learn his lesson.

The streets of Cape Town have a surreal quality to them, bathed in that peculiar pre-dawn light. To kick off our trip on the right footing, we put on 340ml’s Moving. It’s their first album, their debut into the world. Moving is more experimental than Sorry for the Delay, and incorporates more reggae and dub than the latter. Just the vibe I needed. I’ve only recently started listening to it seriously, as before I would concentrate mostly on the ridiculously sublime track that is Midnight.

Hang on to Yourself (Rachel) and Early Morning are two that I find myself listening to again and again. And of course, just to make things extra clichéd, Early Morning is the song I played as we set out on our 8 hour trip across South Africa. It’s something I’ve wanted to do for awhile – listen to 340ml while in SA.

Hang on to Yourself
Early Morning

É demanhã cedo, e o sol ainda nem sequer se levantou. Entramos todos no carro, encosta aqui encosta ali, destino Port Elizabeth. Há uma tensão amigável no carro, porque eu vou lá para apoiar os Elefantes da Costa do Marfim, e o meu irmão, a selecção das quinas. Um dia ele aprenderá.

As ruas de Cape Town estão compreensívelmente desertas, e o céu, aquela cor estanha que sonha com o aproximar do nascer do sol. Para começar a nossa viagem em grande, botamos o Moving dos 340ml na aparelhagem. É o primeiro álbum deles, a maneira que escolheram para nos conquistar. Moving é um pouco mais experimental que Sorry for the Delay, e contem mais reggae e dub que o seu sucessor. Mesmo a vibe que estava a precisar. Só há pouco tempo é que comecei a ouvir este CD com atenção nas letras, porque antes só devorava a sério o Midnight.

Hang on to Yourself (Rachel) e Early Morning são duas músicas do álbum que oiço com frequência. E, para tornar as coisas ainda mas previsíveis, Early Morning (Manhã Cedo) é a música que touco enquanto começamos a viagem de oito horas pelas paisagens da África do Sul. É que sempre quis ouvir os 340ml no pais deles...

The First post of them all, 340ml


340mlMy good man DJ Nunas from AM Roots recommended them to me after he read my little complaint about Mozambican music not being really well known in Angola, or much anywhere else for that matter. Nunas said that after reading my blog he thought they fit my style. How right he was. 340ml (named after the amount of beer in a can) is exactly my kind of music. It’s simple, it’s raw, it’s dub. But it’s not in Portuguese, you say. True. But Pedro da Silva Pinto, Paulo Chibanga, Rui Soeiro, and Tiago Paulo are Mozambicans, born and bred, and you can hear it in their music. They moved to South Africa to study, as many Mozambicans and Angolans do, and ended up forming the chill reggae influenced band that is 340ml. There sound has elements of jazz, bossa nova, samba, and marrabenta, all against a backdrop of a sick dub bassline that is so chill to listen to. They have exploded in popularity in South Africa and rightly so, having even opened for the Black Eyed Peas. I’m thinking maybe it should have been the other way around…Enjoy the track Midnight from their debut album Moving, which as you can imagine I can’t find anywhere here in Buenos Aires.

Midnight

O mano DJ Nunas dos AM Roots recomendou-me este grupo depois de ter lido o que escrevi sobre a não divulgação de musica moçambicana em terras angolanas e não só, no post em que escrevi sobre a sua banda. Ele disse que, depois de navegar o Caipirinha Lounge, achava que os 340ml faziam o meu estilo. Não podia estar mas acertado. Os 340ml são exatamente o meu tipo de banda – a sua musica é simples, crua, e dub. O reggae influencia grande parte do trabalho destes homens. Cantam em inglês e residem em Africa do Sul a vários anos, mas Pedro da Silva Pinto, Paulo Chibanga, Rui Soeiro, e Tiago Paulo, os 4 integrantes da banda, são moçambicanos, e pode se ouvir a influencia desta terra nas suas musicas. Como muitos moçambicanos e angolanos, foram para Africa do Sul para estudar e acabaram por ficar por la, mas no ínterim formaram esta banda que é perfeita para noites de tchilo a sério. Há elementos de jazz, bossa nova, samba, e marrabenta nas suas musicas, todas elas acompanhadas pelo baixo forte de musica dub, o que faz das suas musicas uma mistura única de sonidos e influencias. São bastante conhecidos na Africa do Sul, onde ate já abriram concerto pelos Black Eyed Peas (estou aqui pensando que talvez deveria ser ao contrario), e a sua popularidade faz sentido. Carrega no play para ouvir Midnight, um single do seu primeiro álbum, Moving. Album este que não encontro em nenhum lado ca em Buenos Aires. Pudera.
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