Wednesday, February 23, 2011

Caipirinha Lounge Apoia: Álbum de Estreia do Kanda / Kanda's Debut Album

Palavras pra quê? No words are necessary. 
Facebook Event: Click here. 

Tuesday, February 22, 2011

Sandra Cordeiro convidada para participar no Cape Town International Jazz Festival

Foto por Hindhyra Mateta/Alexandre de Walale Photo
Uma das mais talentosas cantoras angolanas da nova geração, a Sandra Cordeiro, foi este ano convidada para participar no Cape Town International Festival, um dos melhores do mundo e certamente o melhor do continente berço. Ela segue assim as pisadas do Paulo Flores, que foi o primeiro angolano a tocar neste festival. A Sandra tocará no palco Moses Molelekwa; para mais informação acerca da sua performance e o evento em si, sugiro que visitem o website do Festival. Parabéns Sandra!

One of Angola's talented new artisits, Sandra Cordeiro, has been selected to play in this year's edition of the Cape Town International Jazz Festival, one of the world's top jazz festivals and certainly Africa's grandest. She follows in the footsteps of Paulo Flores, the first Angolan to play in the event. Sandra will be playing at the Moses Molelekwa stage; for more information on both Sandra's performance and the event in general, you should visit the Festival's website. Congratulations Sandra

Sandra on Myspace
Sandra's Facebook Fan Page

Friday, February 18, 2011

Retrospectiva 2010 / Best of 2010: Yola Semedo

Look at your Yola Semedo. Now look at your girlfriend. Now look back at Yola Semedo...

Just kidding.

No but seriously.

It's the second time I post this video in the Lounge, but it's for a good reason (and not to be a 'homewrecker'). Yola Semedo is the first installment in the new series 'Retrospectiva 2010 / Best of 2010', a type of 'year in review' highlighting the best moments of the past year in Lusophone music. Yola Semedo came out with her new album Minha Alma and took Angola by storm, winning several awards and cementing her place as the best female voice in the country. A big 'parabéns' for her. Enjoy 'Injusta':



Olha para a Yola Semedo. Agora olha para a tua dama. Agora volta a olhar para a Yola Semedo.

Estou só a brincar.

Não mas a sério.

É a segunda vez que ponho este vídeo no Lounge, mas é por um bom motivo (e não para estragar casamentos). A Yola Semedo é a primeira 'vítima' desta nova série 'Retrospectiva 2010 / Best of 2010', uma espécie de 'ano em revista' destacando os melhores momentos da música lusófona em 2010. Este ano marcante testemenhou o lançamento do mais novo álbum da Yola, Minha Alma, que é também o seu melhor e o que lhe trouxe mais sucesso, confirmando também o seu lugar como a melhor voz feminina em Angola. Um grande parabéns a ela. Fiquem com 'Injusta':

Uma tarde ao som do Elias diá Kimuezo

 
Right before I left Angola last month I stumbled upon yet another compilation of popular Angolan music just sitting there on my cousin Songay's bookshelf: Angola Saudade 60 e 70. This one was a beautiful sight: a collection of four CD's with some of the rarest musical gems of that period, with an accompanying booklet detailing the sounds and sights of that time, just waiting to be devoured. I devoured them. Released in 2009, it is yet another popular angolan compilation done by people that aren't Angolan, part of a growing trend that has seen such stellar compilations as Comfusões 1 and the very popular Angola Soundtrack: The Unique Sound of Luanda, or even broadcasts on NPR highlighting the funky sound of Artur Nunes' best work. The first disc in the series Angola Saudade 60 e 70 is a homage to the best musicians of those days, which of course include the legendary Elias Diá Kimuezo, the granddaddy of popular Angolan music. Featured in this post are two hauntingly soulful songs of his, Mamã Kudilé N'Go and Ingulum Climbaia.

Mamã Kudilé N'Go
Ingulum Climbaia

Pouco antes de deixar Luanda no mês passado, deparei-me com mais uma compilação de música popular angolana, atirada na estante do meu primo Songay: Angola Saudade 60 e 70. Era uma vista linda: uma coleção de quatro CDs e um livro que relatava o período em que se ouviam estas músicas e as memórias das gentes daqueles tempo. Era giro, o livro, mas a música pedia para ser devorada. Portanto devorei-lhe. Esta compilação foi lançada em 2009 e é mais uma compilação de música popular angolana que é feita por gente que não é angolana, tal como o disco Comfusões 1 e o ainda mais popular Angola Soundtrack: The Unique Sound of Luanda, ou mesmo os programas de rádio da NPR que destacaram as melodias sublimes de cantores como o Artur Nunes. O primeiro dos discos da discografia Angola Saudade 60 e 70 é uma homenagem aos melhores cantores daquela época, que óbviamente tem que incluir um dos pai grandes da música popular angolana, o Elias Diá Kimuezo. Postados aqui para o seu bel prazer estão duas melodias do kota Kimuezo, Mamã Kudilé N'Go e Ingulum Climbaia.

Sunday, February 13, 2011

Lucas Santtana

Lucas Santtana, por Revistanoize
I really like this Brazilian. I like the intricate simplicity of his music, the texture and sound of the combination of his voice and guitar. I started listening to Lucas Santtana after a tip from Paula Carvalho at Oi Música, and was struck by his originality and the way he deconstructs the use of the ubiquitous guitar in Brazilian music. My introduction to Lucas Santtana's interpretation of Brazilian music was Sem Nostalgia, already his fourth studio album. Sem Nostalgia is a luscious collection of intriguing music and a healthy dose of experimentation and a genre that is difficult to characterize. Sampling reigns supreme on this piece of work, and you hear a multitude of sounds, from rain to bells to insects, English and Portuguese, and sometimes instrumental. It makes for very interesting listening. The two songs I chose to share with you on this post highlight the album's diversity, namely Super Violão Mashup and Amor em Jacumão. You not only get to marvel at Lucas' production skills, but also hear him sing as he reinvents the sound of Brazilian music as he sees fit.

Super Violão Mashup
Amor em Jacumão

Gosto muito das músicas deste homem, gosto da sua simplicidade complexa, gosto da textura e do som da combinação entre a voz e a guitarra, ou, como chamam os brasileiros, o violão. Comecei a ouvir o Lucas Santtana graças a uma sugestão da Paula Carvalho da Oi Música, e o que mais me impressionou nas suas músicas foi a maneira como ela se foca no papel da guitarra nas suas composições. Poucas vezes a guitarra, tão importante na música brasileira, se mostrou tão versátil como neste álbum. A minha introdução a música do Lucas Santtana foi o álbum Sem Nostalgia, que já é o seu quarto álbum de estúdio. Sem Nostalgia é uma colecção suculenta de música intrigante e experimental, um género de díficil caracterização. É constante o uso de samples e ouves de tudo um pouco, incluindo chuva e insectos, inglês e português, e até instrumentais. É uma viagem auricular bastante interessante. As duas músicas que escolhi partilhar com vocês, Super Violão Mashup e Amor em Jacumão, espelham a diversidade sonora do disco. Não só escutas o poder de produção do Lucas, como também o ouves cantar e reinventar a música brasileira como ele bem entender.

Lucas Santtana online
Sem Nostalgia on Amazon

Saturday, February 12, 2011

Caipirinha Lounge Jazz Sessions: Sara Serpa

After such tumultuous day like today, spent glued in front of BBC and CNN where the only music on offer were the chants of the valiant Egyptian demonstrators in Tahrir Square, nothing like pure, late night jazz to help cap a historic day and take your mind off things for a bit. My aural elixir of choice tonight is Sara Serpa, a stunning Portuguese jazz musician introduced to me by Mr. Philip Graham. You would probably not even know she is Portuguese as her style of singing jazz is usually devoid of words; rather, she uses her voice as an instrument, improvising just like the bassist of a jazz ensemble or even the saxophonist. The song Praia, off her 2008 album of the same name, is an exceptional example of that. But she can also sing using actual words, and when she does, the effect is beautiful, as exemplified on her duet with Greg Osby's saxophone, Two of One. The great American saxophonist invited Sara to feature in his latest project, the 9 Levels album. What a lovely find and what a session to end the day with.

Praia
Two of One

Depois de um dia tão cheio de emoção como foi o dia de hoje, um dia em que fiquei colado á BBC e á CNN a querer saber tudo e mais um pouco sobre os acontecimentos do Cairo e onde a única música ao meu dispor eram os cânticos dos corajosos demonstradores na Praça de Tahrir, nada melhor que um bom jazz para me fazer esquecer um pouco o presente. O elixir auricular que escolhi esta noite foram as músicas da Sara Serpa, cantora sobre a qual só conheci a pouco tempo por intermédio do Sr. Philip Graham. Nem sequer saberia que ela é portuguesa porque o seu estilo de cantar o jazz não é com palavras, mas sim com a arte do improviso. Ela usa a sua voz como se fosse um instrumento, tal como o baixista ou o saxofonista faz da improvisação a sua letra num jazz bem feito. A música Praia, acima, é um bom exemplo disso. Mas quando lhe dá para usar palavras, também o faz, e com belo efeito. Basta ouvir o seu dueto com o saxofone do Greg Osby, Two of One. Este grande saxofonista americano convidou a Sara para participar no seu projecto '9 Levels'. Que cantora, que voz. E que sessão de jazz para terminar um dia como este.

Sara Serpa's Official Website
Praia on Amazon
Sara Serpa on Facebook

Wednesday, February 9, 2011

O Porquê da Investida, by Kid MC feat. MCK

This is, for me, the best track on the album. Kid MC's ascension in the Angolan hip-hop scene was, in a way, given its seal of approval with this track featuring one of the heavyweights of Angolan 'underground' hip-hop and one of the true pioneers of the genre in that country, MCK. Both of them are in stellar form on this track, taken off Kid MC's new album, O Incorrigível. Kid MC himself is going from strength to strength, and his latest albums is leagues away from his debut, being one of the best hip-hop albums I've heard all year. For non-Portuguese speakers, this track talks about some social issues facing the majority of Angola's poor, including poor housing conditions, forced relocation, demolitions, political issues, and the like. What an album, what a track, and what group of hip-hop artists we have in Angola.

O Porquê da Investida

Esta é, para mim, a melhor faixa no novo album do Kid MC. O que ele faz neste track com o MCK, não é de bem. Liricismo do mais puro, mensagem mais que relevante. A ascensão do Kid MC na esfera do hip-hop consciente nacional foi dada uma espécie de 'selo de aprovação' com esta participação de um dos 'pais grandes' do hip-hop underground angolano e um dos pioneiros desta vertente, o MCK. Os dois estão em grande forma nesta faixa, que consta no novo álbum do Kid MC, O Incorrigível. Mesmo o próprio Kid MC tem vindo a melhorar - achei o seu primeiro álbum de boa qualidade mas este ganhou. Foi um dos melhores álbuns de hip-hop que ouvi este ano. O conteúdo da letra desta música é intenso, e aconselho atenção quando a ouvierem. Que faixa, que album, e que grupo de artistas de hip-hop que temos em Angola.

Tuesday, February 8, 2011

RelachTOTAL 120 60, by Coca o FSM

Coca o FSM, by Xagas
It's called RelachTOTAL 120 60 and it's Coca o FSM's newest mixtape in several years. It also marks Caipirinha Lounge's first foray into Soundcloud, so you can expect to see future Lounge mixtapes, playlists, and podcasts streamed and distributed this way for instant download. Also available for instant download is the mixtape below, which has Vai e Vem as perhaps its best song, (it starts about 21 minutes into the mixtape) after Imagina Só of course. For those of you not familiar with the Coca's beautiful music, or with Afrologia, this site is full of it. Here's your introduction.

RelachTOTAL 120 60, by Coca o FSM by Caipirinha Lounge

Chama-se RelachTOTAL 120 60 e é a mais nova mixtape do Coca o FSM e a sua primeira em vários anos. Também marca a entrada do Caipirinha Lounge no Soundcloud, website que será usado pelo lounge para a distribuição de diversas mixtapes, playlists, e um podcast ou dois para descarga imediata. Também disponível para download imediato está a mixtape acima, que tem em Vai e Vem talvez a sua melhor música (começa a uns 21 minutos do início da mixtape), a seguir a já conhecida Imagina Só. Para quem não conhece o Coca, este é uma bela introdução ao seu trabalho, mas os mais curiosos podem pesquisar este site, que está cheia de trabalhos dele e dos Afrologia. Podem começar aqui.

Caipirinha Lounge no Soundcloud

Coca on Myspace

Little Dragon

Yukimi Nagano of Empire Ants, by Ryan Muir
A week or so ago, before I had even listened to Gorillaz' masterpiece of a new album (save for Stylo feat. Mos Def) I stumbled upon a recording of their live performance at the London Roundhouse. On the screen in front of me was Damon Albarn enveloped in his music, hunched over his keyboard and singing some sort of slow-moving ballad, an almost lullaby, which at the time I thought highly unusual for a Gorillaz song. But then a minute or so later, I see a stunning Japanese woman (who I later find out is half Swedish) slowly dance across the stage as the song exploded into an orchestral orgasm of rhythm, sound, and energy. And thus began my "obsession" with Empire Ants.

It prompted me to try to learn everything there was about the Swedish collective Little Dragon, a soulful electronica music band based in Gothenburg, Sweden. Because originally, this post was only going to be about Empire Ants. The Swedish-Japanese woman on the photo is none other than the band's frontwoman, Yukimi Nagano, whose vocals grace Gorillaz' Empire Ants. But Little Dragon's work stands on its own merit, and their eponymous debut album was hailed by fans and critics alike. Among my favorite tracks from it is the opening one, the haunting piano ballad Twice, which, when compared to Empire Ants, is a lot tamer but equally mesmerizing. Equally enthralling is the jam No Love, which might as well have been produced by some American R'n'b heartthrob or rendered by Erykah Badu, such is its soulful appeal. Little Dragon is your bit of non-Lusophone music to spice up your Tuesday.

Empire Ants
Twice
No Love

A cerca de uma semana atrás, antes mesmo de ter ouvido a obra de arte que é o novo album dos Gorillaz (sem contar com o single Stylo, que conta com a participação do Mos Def), estava a ver televisão e deparei-me com o seu concerto ao vivo no London Roundhouse. No ecrã a minha frente vi a figura do Damon Albarn completamente envolto na sua música, aconchegado à frente do seu keyboard, a cantar uma espécie de balada que para quem conhece os Gorillaz, parecia demasiado calma. Mais cerca de um minuto mais tarde vejo uma beldade com características japonesas (fico a saber depois que ela é metade sueca) a entrar em cena, microfone na mão, ao mesmo tempo que a música explode num orgasmo orquestral de ritmo, som, e energia. "No memories..." ela canta. E assim começa a minha "obsessão" com Empire Ants, nome desta música. 

A súbita aparição desta cantora desconhecida em tão hipnotizante canção fez com que eu pesquisasse tudo acerca deste grupo sueco de qual faz parte a tal beldade japonesa. Porque no princípio, o post seria apenas acerca da música Empire Ants. O grupo dela chama-se Little Dragon, está baseado em Gotemburgo, e faz música electronica com fortes influências no soul e r'n'b americano. A sueco-japonesa que cantou o Empire Ants com os Gorillaz chama-se Yukimi Nagano, na foto acima, e é a líder go grupo, que formou com os seus amigos da Secundária. Mas o trabalho dos Little Dragon não precisa de ser comparado ao do Gorillaz, porque tem mérito próprio. O seu album de estreia, também chamado Little Dragon, cativou críticos e fãs, catapultando-os para a fama para além da Suécia. Entre as minhas músicas preferidas no seu album está Twice, uma linda canção que usa do piano para criar um som com influências de melodias japonesas, e, quando comparado ao Empire Ants, parece muito mais calmo, mas não menos cativante. No Love mostra-nos outra faceta deste grupo, tal é a sua semelhança com sons de r'n'b americanos de gente como a Erykah Badu. Little Dragon é o seu bocado de música 'não-lusófona' para variar um pouco a sua terça-feira.

Little Dragon's Official Website

Friday, February 4, 2011

House Music Made in Angola, Vol. 3: Tambuleno, by Djeff & Silyvi feat. Mamukueno

Djeff and Silyvi, by Soulgasmmusic
The last two posts on this website have dealt with the freshest Afro-house songs that I heard in Luanda during my time there. But no mention of Luanda's nascent house scene could be complete without a few words on Djeff and Silyvi, two very talented DJs who have been terrorizing Elinga Teatro and Luanda in general with their sumptuous Afro-house beats. Tambuleno is their most widely known recording, another one of those jams that you were guaranteed to hear if you spent your nights in Luanda away from home and under the reveled gaze of that quintessentially African moonlight. The song features vocals from Angolan music legend Mamukueno, a sick rhythm and an infectious international appeal. It was released by Nulu Records late last year and is available on Amazon.

Tambuleno

Os últimos dois posts no Lounge lidam com músicas do estilo afro-house que ouvi enquanto em Luanda no fim do ano passado e no princípio do currente ano. Mas nenhuma menção de house music em Angola seria incompleta se não falassemos dos DJs Djeff e Silyvi, dois talentosos artistas que têm estado a aterrorizar as noites de quintas-feira no Elinga Teatro e não só com as suas composições deliciosas de afro-house. Tambuleno é um dos seus sons mais conhecidos, e é mais uma daquelas músicas que estás garantido a ouvir na noite luandense se não a passares em casa. O que torna este beat viciante ainda mais especial são os vocais do kota Mamukueno, lenda da música angolana. Tambuleno foi lançado pelo Nulu Records o ano passado e é possível comprá-lo pelo Amazon.
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