Monday, December 20, 2010

António Zambujo

Photo by Font del Vi
If it wasn't for me randomly perusing my Facebook news feed, I doubt I would have learned about the Cantos na Maré Festival happening right now in Galicia, Spain. If it wasn't for me finding out about that particular Lusophone festival, I doubt I would have found out about the brilliant Portuguese musician António Zambujo, one of the festival's four featured artists. What a find this man is. In a musical universe dominated by female musicians, namely the Portuguese fado scene, António Zambujo has carved out a niche for himself as a man who profoundly understands and respects the essence and soul of fado while giving it a modernist makeover.

The author Malcolm Gladwell wrote in his book Blink about how we can sometimes deduce if a painting is a genuine or a fake in the first split seconds we look at it...the same happened for me when I first heard Guia. Ten seconds into it and I was already gone. Caetena Veloso waxed lyrical about António's genius in his blog, comparing António's impact on contemporary Portuguese music to João Gilberto's effect on Brazilian music; he also wrote that the first time he heard António Zambujo was as breathtaking as the first time he heard Buika on Mi Niña Lola. I agree wholeheartedly, to both statements. I can't do justice to António's music as well as Caetano Veloso, and I recommend you read his post. His knowledge of Portuguese music is predictably astounding.

António Zambujo specializes in a style of Portuguese fado called cante alentejano, derived from the centuries-old singing traditions of the North African Arabs that used to populate the Iberian peninsula. His most successful album to date and the one that catapulted him into international recognition is named Outro Sentido, his third album. It’s from there that the song Nem Às Paredes Confesso comes from. His latest album however, and one of the best I’ve heard so far this year, is Guia. The album’s title track and the ‘bossaesque’ song Zorro come from this album.

Nem Às Paredes Confesso
Guia
Zorro

Se não fosse pelas notícias que recebo pelo Facebook não sei quando descobriria o festival lusófono Cantos na Maré a acontecer agora na Galicia, em Espanha. E se não fosse pelo Cantos na Maré, não sei quando encontraria a música deslumbrante e brilhante do fadista português António Zambujo, um dos quatro artistas convidados do festival. Grande achado, a música deste homem. Num estilo musical dominado pela voz feminina, o António Zambujo não só conseguiu impor-se no mundo do fado como até a certo ponto está a reinventá-lo e a reinterpretá-lo, ao mesmo tempo que mostra um grande respeito pela sua tradição e essência.

O escritor Malcolm Gladwell escreve no seu livro Blink que às vezes somos capazes de deduzir se uma peça de arte é falsa ou verdadeira em meros microsegundos se formos conhecedores da matéria. O mesmo aconteceu comigo durante os primeiros segundos da música Guia: sabia que estava a ouvir algo único, algo lindo. O Caetano Veloso escreveu um bonito e extenso artigo no seu blog (os conhecimentos do Veloso acerca da música lusófona são valiosos) a elogiar o génio musical do António Zambujo, e chega mesmo a comparar o seu impacto na música contemporânea portuguesa ao impacto do João Gilberto na música brasileira. Escreveu também que a experiência de ouvir o António Zambujo pela primeira vez foi tão fantástica como a primeira vez que ele ouviu a Buika no CD Mi Niña Lola. Concordo plenmante e aconselho a leitura do artigo do Caetano Veloso.

António Zambujo especializa num tipo de fado chamado cante alentejano, inspirado nas músicas dos árabes norte africanos, vulgo mouros, que fizeram da península ibérica sua casa durante séculos. O seu melhor álbum, o que lhe catapultou para a fama além-fronteiras e lhe rendeu vários prémios foi Outro Sentido, de onde vem a música Nem Às Paredes Confesso. Mas, o seu último foi um dos melhores que ouvi este ano e chama-se Guia. Para além da música do mesmo nome, destaca-se o tema Zorro, uma música um tanto quanto ‘abossificada’.

4 comments:

songay said...

concordo plenamente... o fado tem uma caracteristica propria... muita "choradeira", eu mesmo quando estive na WOMEX li o nome deste grande musico e ao ler o folheto pensei pra mim mesmo, mas um do fado mas nao custa nada tentar, entrei na sala, (lembrar q ele teve actuação na sala mais importante da Womex, o q é dificil ter espaço), e so me lembro de ficar arrepiado ao ouvir as musicas e interpretaçoes do mesmo... musica boa de se ouvir, é um fado muito diferente do habitual, sente-se algumas influencias... boa onda

Claudio Silva said...

Boa onda a sério, ouvir o CD dele do princípio ao fim numa noite sossegada é um daqueles prazeres simples da vida. Sempre disse que não é preciso muito para se ser feliz...

Anonymous said...

I just want to say thank you for great music.

Claudio Silva said...

Thanks for listening, Anon.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...