Thursday, August 21, 2014

Late Night Lounge Vol. 44 - Stay the Same (feat. Andreya Triana)



For almost five weekends i've been working on repairing a family bakery in Benguela. Of course the trip is too long by car, but i love it, because i can listen by my self to all the music that i've been searching on the web. And by that, after listening over and over to Thievery Corporation, i just realized that i was too stuck on the same page, and it was time to open my mind and discover... Bonobo... i did it, he fulfill my needs, i got it all but Black Sands that Claudio gave me, he is everyday on my playlist... he is the muster for me

this symphony makes you trip, not only you, me too... it took me back to Lisbon, Metro, some people running like crazy, others lost on their thoughts, all the midnights that i was coming from some "beer sessions" with friends.

I want to grow up just to embrace Andreya Triana's smooth voice, and i'm in love with her... meanwhile, let me do what i do best, working while the music is playing in my head.


Bonobo - Stay the Same (feat. Andreya Triana)


Cinco finais de semanas seguidos, e eu na correria sempre com a pressa de chegar à Benguela, para acompanhar os trabalhos de reparação que eu os meus pupilos estamos a fazer na pastelaria da família. Viagem de carro cansativa, mas nunca aborrecida, porque o amor pela musica me faz ter aqueles momentos, meus. Assim sendo, Thievery Corporation faz-me sentir preso na mesma pagina, e se ficar como aquele meu tio que é fiel a marca Ermenegildo Zegna, ficarei muito fechado, por isso é tempo de abrir novos horizontes, limpar os tímpanos e descobrir... descobrir mestres como BonoBo... foi feito, descobri reliquias, mas algo estava em falta, até eu descobrir no mac do Claudio, o Black Sand... agora sim tenho tudo.

Não penses que és a única pessoa que pode viajar com esta sinfonia, eu também tenho o direito... Nostalgia a parte, volto em alguns momentos, ao Metro de Lisboa, mortos vivos, atletas em maratonas da vida, eu observando o enredo, depois de uma sessão da minha bebida preferida, cerveja.

Quando for grande, quero abraçar a voz suave da Andreya Triana... enquanto isso deixem-me trabalhar naquilo que sei fazer melhor, claro, com a musica sempre a me acompanhar.

Saturday, July 19, 2014

Contagem decrescente para 'OOPS' de Jack Nkanga: Arts & Crafts


Arts & Crafts, by Jack Nkanga

Esta na hora, hoje é dia de Arte, e nada melhor do que apreciar este, que para mim já é um clássico de Jack Nknga. Serei atrevido demais em dizer que este é dos melhores "piano e voz" que ja ouvi em Angola, alguns tentaram e nao conseguiram. Alias, tem se dito que isto não é para qualquer um, mas como este jovem é um revolucionário criador, conseguiu, e acredito que assim o fez com a maior naturalidade possível, porque é notório a sua paixão e conhecimento de música.

Embora a sua promoção tenha começado um pouco tarde, acreditamos que haverá suporte suficiente daqueles fãs incondicionais, até porque o nosso Artista nunca nos decepciona.

No entanto o Caipirinha Lounge da a maior força ao Jack Nkanga e a sua em equipa, e que tudo corra da melhor maneira.

Com uma poesia muito peculiar do Jack, somos brindados com este fecho maravilhoso do OOPS.

E sem mais rodeios, confiram as datas dos eventos já agendados e oiçam um pouco do: 



Arts & Crafts


Contagem decrescente para 'OOPS' de Jack Nkanga: It's So Hot

It's So Hot, by Jack Nkanga

A cereja no topo do bo... não!!!, vou começar de novo... A folha de hortelã no copo de Martini Rosato, e a lufada de ar fresco naqueles dias difíceis de respirar de tanto calor. Foi o que pensei no abrasador dia 5 de abril de 2013, quando me levantei de um sono (atingido logo após uma funjada) ao som desta música. Apaixonei-me logo a primeira audição, e ela gingava sonante, por cima daquela que é a minha mesa,  rica de proteínas musicais, a FM Stereo 96.50.

Funk andando de mãos dadas com o Soul, capaz de fazer rebolar James Brown, vezes sem conta, no seu ultimo leito. O talento, esta estampado na sua voz, e eu gosto especialmente quando ele nos brinda com aquele "grito" de leve nesta música... Hoootttaa.

Segredou-me o Jack Nkanga, que esta música foi inspirada do nada, que surgiu dentro do seu quarto,quando ele e o seu amigo (estrangeiro) produtor, dentro do seu quarto, se preparavam para mais uma criação... e o Ar Condicionado teimava em não funcionar. Tudo o resto saiu naturalmente das duas almas criadoras.

Posso considerar que esta é a melhor das melhores, e que se não fizesse parte deste EP, teria eu de inventar um best of para que ela não fugisse dos meus reprodutores.

Com a ajuda de Argeu na guitarra adicional, Bigao Solary no baixo e Helio Cruz no string, Jack violou todas as barreiras na música, o que é muito bom porque a música é mesmo assim.







Wednesday, July 16, 2014

Contagem decrescente para 'OOPS' de Jack Nkanga: Eu e a Garina


Eu e a Garina, by Jack Nkanga
*Foto: Songhai Pinto

Aprecio especialmente a letra desta música porque ela transmite uma mensagem positiva. 

Aqui, o musico expõe a sua relação com a Garina que nao anda muito bem, mas que apesar de tudo está disponível a ultrapassar obstáculos para uma relação melhor. 

Pouco tenho a dizer sobre esta música. E para mim, é uma daquelas que nos põe a mecher a cabeça pelo seu ritmo meio reggae.

Curtam 
Eu e a Garina


Tuesday, July 15, 2014

Contagem decrescente para 'OOPS' de Jack Nkanga: Momentos de Glória

Momentos de Glória, by Jack Nkanga

*Foto: Songhai Pinto

Cada vez que oiço esta música, a minha mente viaja sempre para um campo de futebol cheio de adeptos a cantarem em uníssono este refrão. Perguntam-me, porque? não saberei responder, porque nem sou apaixonado por futebol, mas a forma como este refrão se reproduz no meu leitor, lembra aqueles hinos futebolísticos de alguns clubes europeus.

Esta é uma daquelas músicas que levanta o ânimo, pela a sua mensagem e energia. Poderá ser para alguns, um "Louvor", sim porque a febre de louvores nos carros de luanda atingiu ja, os 80o C.

Para Jack Nkanga, a vida, sobretudo das pessoas, é a inspiração para fazer este tipo de música, para alem de que o "simples facto de saber que estar em vida, é sujeitar-se a viver consequências e ter a capacidade de vence-las, e tocar a vida para frente"

Esta, é "Uma forma de dizer que o sismo existe mas nós também existimos e que se ele se manifesta
nós também nos manifestamos cantando a glória. O que é cantar a glória? é ser positivista no pensar e agir com a razão da felicidade"


Jack Nkanga, numa gravação que levou cerca de quatro horas, contou com o apoio de Hélio Cruz, na Bateria, Bigão Solari no Baixo, José Graciano nas Teclas e Isau Baptista na Guitarra.


Momentos de Glória


Contagem decrescente para 'OOPS' de Jack Nkanga: Borboleta


Borboleta, by Jack Nkanga


*Foto: facebook

Ja até passei as músicas para o meu PC, porque oiço o disco pelo menos quatro vezes ao dia, e esqueço-me que ele poderá apresentar falhas em algum futuro próximo. É que este EP é extremamente viciante, e quando menos esperamos, este Artista na foto, nos presenteia com algo que nunca vi fazerem aqui na banda. Poderá já nao ser novidade em outras paragens, mas Borboleta para mim ultrapassou os limites de criatividade deste gênio da musica jovem angolana.

Ao principio, assim que ouvi-a entrar, parecia-me uma música infantil. Mas no final do primeiro play, preferi fazer uma pausa e ligar o "open mind mode", e foi assim que recuei, tocou, recuei, tocou e depois... recuei novamente e tocou novamente. Piano, Guitarra e Voz, combinação perfeita, acrescida da letra.

Acontece que as minhas suspeitas não fugiram muito da realidade. Quando perguntamos ao Jack, qual o motivo de tal inspiração, eis que recebemos estás palavras como resposta:

"Está na base duas estórias, uma real e outra fantasia: a) É uma experiência de vida de um amigo que se apaixona por uma moça na sua infância e que pela via de incidente causa curto circuito pelo bairro todo e que queima alguns dos presentes da vizinhança. b) um casal que vive num universo de animação, e que a sua moradia é o tecto das nuvens e aproveitam no máximo o seu tempo de vida, brincando, sorrindo, andando como os rios, correr como a ventania e circulam como o sistema solar"

Resumindo, a escolha dos instrumentos e a sua harmonização, são as mais adequadas a estória narrada.

Tendo sido composta pelo próprio, está música levou cerca de três horas a ser gravada e o mesmo afirma que foi gravada:

"Em condições de um "fly" (ser livre, muito afrente), de querer encontrar algo peculiar e que se possa apreciar como as coisas mais naturais que a natureza oferece"

Outra curiosidade tem a ver com o projecto em si, que segundo o nosso Artista:

"Este projecto teve duas classificações, nasceu Mixtape e acabou como EP (risos). Durante a fase de nascimento essa fazîa parte da seleção das 9 tracks do Cd , e quando sofreu a mudança pro EP foi retirada deste projeto, mas como ela é tão mágica e contagiante, a fabrica que tratou das cópias do disco voltou a coloca-la acidentalmente."

Oiçam:

Borboleta


Monday, July 14, 2014

O Melhor Presente


Sou muito propenso a viciar-me em músicas. Sou capaz de ouvir a mesma música vezes sem conta durante um determinado período de tempo. Tenho a certeza que não sou o único. A mais recente vítima do meu vício musical foi a faixa ‘O Melhor Presente’ dum álbum especial sobre o qual eu já devia ter partilhado aqui há muito mais tempo.

Das melhores partes de ter voltado para Luanda é poder ter acesso rápido à música que se faz aqui. Se antes só me comunicava com os meus cantores preferidos por email, hoje já é possível beber um fino com eles algures na nossa capital e falar dos seus mais recentes trabalhos discográficos. Foi assim que soube que alguns dos meus rappers preferidos, incluindo o Keita Mayanda, Leonardo Wawuti, Verbal e Damani Van-Dunem, juntaram-se para criar um EP de poucas faixas e muitas rimas. Na época natalícia de 2013 este quarteto lançou o álbum Boas Festah. Os detalhes:

“A ideia surgiu à mesa no almoço de aniversário do Verbal.  ‘Que tal gravarmos um EP para lançar antes do ano terminar?’ O cepticismo inicial rapidamente transformou-se em entusiasmo e na última semana de dezembro Leonardo Wawuti, Damani Van Dunem, Verbal e Keita Mayanda, no meio de toda a azáfama do final do ano gravaram o EP intitulado “Bhoas Festah” inspirado no espírito festivo dessa época e dedicado a todos quanto acompanham a vida artística dos quatro rappers, um presente portanto. O EP contém 7 faixas, sendo uma Intro, um Interlúdio, um Outro e 4 faixas musicais. Foi inteiramente produzido por Brother Kev, produtor angolano quase retirado da cena musical e irmão do Verbal. “Bhoas Festah” foi concebido para ser leve e dinâmico, com versos pequenos e temas leves, a única participação vocal extra é a do rapper Nick, na faixa “O Melhor Presente”. Todos os temas foram escritos em estúdio e gravados logo de seguida, durante 3 noites.”

O Melhor Presente devia é ser mais longo. Disse o mesmo ao Keita, que respondeu com uma gargalhada. A música dura somente 2 minutos e 2 segundos mas quando acaba, o ouvinte pede mais. O trabalho de produção do Brother Kev é excelente – quem dera que ele fosse mais activo. Aquele saxofone…

O que mais gosto no Melhor Presente é a letra. Mais uma vez o quarteto dá provas do seu liricismo, desde os “Jordans no armário” do Leo ao último verso do brinde:

O que eu quero não cabe debaixo de uma árvore
E o Pai Natal não consegue trazer via chaminé
Também não é uma mansão revistida em mármore
Ou acordar num Bugatti só para seguir o cliché
O melhor presente um dia até já persegui
Vaguiei por desejos meus até que um dia percebi
Que o tenho desde tenra idade
Uma rica família e…felicidade.

Bem haja.

O Melhor Presente


Sunday, July 13, 2014

Contagem decrescente para 'OOPS' de Jack Nkanga: Redentor


Redentor, by Jack Nkanga

O meu primeiro contacto com o novo álbum do Jack Nkanga foi precisamente por via desta músicae mais concretamente pelo vídeo que partilhamos aqui convosco. Lembro-me de ter visto o vídeo na televisão alguns meses depois de ter regressado à Luanda; apanhei o vídeo pelo meio e fiquei captivado não só pelas imagens que via - uma viagem pela Ilha de Luanda, em rápida velocidade, intercalada com imagens do Jack a cantar e de uma mulher, a presumível razão do canto do Jack. No fim do vídeo veio a informação que eu tanto queria - Redentor, o nome da música.

Como o resto do álbum do Jack, o estilo e conceito da música não são comuns na grande maioria do trabalho feito por outros artistas angolanos. Este souful pop suave, ritmico, envolvente, captivou-me exactamente por ser tão raro cá em Angola. Alías, é por isso que aprecio este álbum. Talvez por ter a conhecido primeiro, a Redentor continua a ser a minha música preferida do Oops!. Curioso, quis saber o que inspirou, o que fez com que escrevesse esta música em particular. Mas como sempre com o Jack, nada é tão simples quanto isso. Cada música tem várias camadas.

"Tem vezes em que os seres humanos manifestam-se através dum sentimento de tardío entendimento Mas o efeito está patente, que depois suscíta a reação de críticos e obrigam a estes seres a defender os seus atos. Quando criei essa música não havia céu sobre mim," disse.

"Via luz, cores e outros fenómenos, confesso que me kuiou pois conclui que o meu paladar é ativo até mesmo durante o sono pois reconhecí o sabor do Safu enquanto morría numa madrugada. Foi brincadeira considerada e depois levou-se ao termo".

Redentor foi composta pelo próprio Jack e gravada no Atomm Média (leia-se: o quarto do Jack), para depois ser concluída na Rádiovial. Participaram na música o Isaú Baptista, nas guitarras, o incontornável Hélio Cruz na batería e captação, enquanto que o baixo esteve a cargo de Bigão Solari. Por fim, o José Graciano esteve nas teclas.

Não sou o único que aprecia bastante esta música. "Foi à partir do estúdio que percebi os seus mais profundos efeitos, isso depois da colocação das guitarras e batería," disse o Jack. Redentor é a terceira promo do Oops! e foi nomeada para o prémio Rádio Luanda 2013 na categoría Afro-Jazz.

 

Boa escuta.

-Cláudio Silva

Saturday, July 12, 2014

Contagem decrescente para 'OOPS' de Jack Nkanga: Living Soul

Living Soul, by Jack Nkanga
*Foto: Songhai Pinto


Sou pouco conhecedor do estilo Rock, e confesso que do pouco que oiço, seleciono apenas tudo que me é suave, por isso, será perca de tempo para os grandes críticos entrarem em debate aceso comigo acerca da matéria. 

Para mim o estilo do Jack Nkanga é muito próprio, mesmo sofrendo algumas influencias, como por exemplo uma guitarrazinha a "la Reggae”, nesta música em especial. Digo que é um estilo sui generis porque, notei que a sua preocupação não é de que exista uma sequência de palavras que rimam, nem obedecer regras da poesia. Simplesmente, a intenção é de transmitir, harmoniosamente, aquilo que ele sente, com frases directas e objectivas. Possivelmente isto será uma característica do Rock, não haver preocupações poéticas. E para nao me enrolar muito, prometo fazer uma pesquisa mais aprofundada sobre a questão ao invés de estar aqui a balbuciar sobre algo que pouco ou nada domino.

Living Soul tem um ritmo muito dançante, e não sei porquê recorda-me aquele filme dos anos 70/80, Grease, com o John Travolta, onde a febre do Rock estava patente no comportamentos dos jovens da época.

Está musica, composta pelo próprio, levanta a minha alma logo pela manha, não só por ser dançante, mas também pela sua eletrizante rítmica e a sua mensagem, que nos faz lembrar que as nossas vivências, atitudes e o nosso ânimo, de certa forma afectam aqueles que nos rodeiam, principalmente os mais chegados. Se não, oiçam só o que o coro diz:

Living Soul
You’re the source
Of my accomplishments
in life
So i love you, so i love you...

Segundo o Jack - por vezes quero trata-lo directamente quebrando aquela distancia profissional, mas por vezes tenho medo que perca essa toda admiração que tenho por ele, se nos tornarmos muito íntimos -... mas como ia dizendo, segundo o Jack Nkanga, "a áurea de pessoas em vida e a facilidade que elas têm de nos tocar, e nós nos prendermos a elas", foi a base de criação para esta relíquia, e o mesmo acredita ainda que esta relação entre as pessoas "é que faz sentido a vida"

A curiosidade a volta desta música é que a mesma nasceu em português e foi posteriormente adaptada para o inglês, que, segundo nos informa foi "sugerido por um amigo com o intuito de poder faze-la chegar a mais mercados, através do próprio idioma"

Living Soul, passou por três estúdios: Atomm Média, quarto do Jack NKanga, onde foi feita a gravação do Baixo e guia de Guitarra rítmica; Radio Vial, para a captação de voz, Guitarra e do Clapper e pela Letras & Sons, para a gravacão da Bateria.

"Foi gravada em condições básicas, aquelas que a Konono Soul Music conseguiu reunir, como uma produtora no seu começo. Sem estruturas, mas com muita vontade de fazer acontecer as coisas. Perdi a noção de quanto tempo levou a ser gravada"

Participaram no entanto, nesta musica o guitarrista da Banda Maravilha, Isaú Baptista, o Stelio Zoe na Bateria, Nana no Clapper e Bigão Solari.


Living Soul


Friday, July 11, 2014

Contagem decrescente para 'Oops!' de Jack Nkanga: Calm Down




Calm Down, by Jack Nkanga

Foto por: Songhai Pinto

Ja são dois dias seguidos a reproduzir, vezes sem conta, este pote de mel. É tanta euforia e adrenalina que chega momentos em que tenho de recuar a esta segunda faixa, para "Calm myself Down". Gosto especialmente desta musica, porque faz-me viajar, naqueles tempos em que era um tanto quanto namoradeiro, onde já sonhava alto e… mas anyways.

A inconformidade do Jack Nkanga podemos sentir nos versos desta musica, onde o mesmo expõe a sua relação para com o próximo, neste caso em especial com a sua dama. Jovem sempre sonhador, pretende tirar partido dos pequenos prazeres da vida, vivendo um dia de cada vez, gerindo os seus limites.

A maneira como Jack usa a voz parece um pouco Naif, talvez seja pelo enredo que ele cria ou talvez porque o mesmo sentia-se apaixonado e queria dar os passos certos ao lado da sua companheira. Tenho a mania de interpretar os versos do seu fazedor, mania esta adquirida nos tempos de escola, que acho importante para poder apreciar a musica no seu todo. Alias, acredito que não sou o único com mesmo método de avaliar a beleza daquilo que ouvimos.

As respostas do Jack contrariam as minhas interpretações acima, quando ele mesmo diz que:

"Não faço idéia daquilo que me inspirou a construí-la harmoniosamente, Mas sei que ao meio do exercício fez-me lembrar o clássico 'Stand by me' de Ben E. King."

Realmente!…Existe sempre aquele momento em que ouvimos uma música e parece que temos um "déjà vu". Depois deste belisco, recordei-me de como o contra baixo se evidencia no 'Stand by me'. E esta peça em questão é moldada por um piano logo ao inicio que põe excitado os nossos pelos de tão arrepiado que ficamos.

Esta música foi gravada nas condições mais básicas possíveis, segundo o mesmo:

"Criei a base harmónica com a guitarra e depois o resto passei aos demais (músicos), através do ouvido. Dentro do processo de gravação da música passei por dois estúdios, a Atomm Média e a Rádio Vial. A Atomm Média moveu-se para o quarto da minha casa, onde captamos as teclas e o baixo, fechando a gravação de voz e Bateria na Radio Vial. Perdi a noção do tempo de gravação mas sei que foi das músicas mais simples".

Os músicos intervenientes são, o nosso grande baterista Hélio Cruz, José Graciano na tecla, Sebastião Chyamba no baixo, e Nána no shaker.
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