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Thursday, September 20, 2012

Caipirinha Lounge Cinema: Desespero, by Jorge Fernando feat. Dino e Virgul


As personagens: Jorge Fernando, Virgul, e o Dino. E claro, a dancer Marta Gorgulho.

A música: Desespero.

O resultado: Sublime. Ínumeros repeats e replays. Ainda não me cansei desta música. A maneira que as vozes do Jorge, do Virgul e do Dino jogam uma com a outra é quase perfeita. O vídeo em si também é captivante e único...

A informação:
Chamam-lhe Fado" é o nome do 12º disco de originais de Jorge Fernando, editado no dia 10 de Setembro de 2012. Jorge Fernando é um nome incontornável da música portuguesa e, em particular, do Fado. Guitarrista e compositor de Amália Rodrigues, autor e compositor de alguns dos fados mais cantados, imortalizados em vozes sublimes como Amália, Mariza, Ana Moura, Fábia Rebordão e Fernando Maurício, Jorge Fernando é uma figura primordial do Fado em Portugal. "Desespero" é o single de apresentação com a participação de Dino d´Santiago e Virgul, dos Nu Soul Family, e Guilherme Banza.

Tuesday, August 21, 2012

Saudades de Lisboa - Milagrário Pessoal, by António Zambujo

Lisboa tratou-me muito bem – foi boa comigo, como sempre. Há muito tempo que não passeava pela cidade, à pé ou de carro, bebendo da sua história. Foi bom redescobrir a cidade com amigos, novos e velhos, entre as ruelas da Mouraria, Alfama, Bairro Alto e Cais do Sodré, entrando em bares de onde saía música ao vivo e às vezes reencontrando os ritmos da banda. Porque senti Luanda em diversos pontos da cidade. Foi bom ser acariciado pelo calor da lusofonia, dos sotaques que me são familiares, pela comida caseira que há muito não saboreava. Foi excelente o contacto espontâneo com a música que tanto adoro, música que perfumava o ar nos vários bairros que visitei. Foi bom sentir o pulsar de uma cidade que será o eterno ponto de encontro das culturas e dos povos que pela força do destino se expressam em português. Enfim, foi bom matar as saudades.

A música que ouvem é do António Zambujo, dando aquele seu toque único à uma letra do José Eduardo Agualusa. Chama-se Milagrário Pessoal e engloba perfeitamente o espírito da cidade e a amizade que me fez conhecê-la por dentro.

Dentro de ti ouço passar 
o queixume dum quissange 
uma guitarra que tange 
uma cuíca que ri. 

Escuto o alegre pulsar 
De Lisboa, Rio, Luanda 
O murmúrio da Kianda 
O cantar do bem-te-vi.

Milagrário Pessoal

Lisbon was quite good to me, as always. Beautiful, bright sunny days, not a drop of rain, perfect, crisp nights. It had been awhile since I walked its streets or was driven through this charming, weathered city, a city that likes to remind itself of its imperial past. It was good to rediscover Lisbon with a few choice friends, old and new, and wander the narrow cobblestone streets of Mouraria, Alfama, Bairro Alto and Cais do Sodré, randomly going into bars that played live music and sometimes finding that the music wasn’t even Portuguese but rather from home: Angola. I felt Angola’s presence in various parts of the city. Or at least the sort of ‘presence’ that our people bring. It felt like a homecoming of sorts, to be in the midst of Lusophone culture and the familiar smells, the familiar accents, the familiar homemade meals that I haven’t eaten in many months, and of course, the music that I love. It was everywhere, in the bars, the restaurants, and the streets. In people’s homes and cars. And it sounded just like Luanda...or Rio...or Benguela...or São Paulo.It was a pleasure to feel the pulse of the city that’s become the eternal convergence point of people from around the globe that are united by their common, bounding factor: the Portuguese language.

The song you hear above is by António Zambujo, the portuguese crooner; the lyrics are by José Eduardo Agualusa, the Angolan writer. It's called Milagrário Pessoal and it perfectly celebrates the spirit of both the city and the friend that helped me get to know it from within. 

Tuesday, January 26, 2010

A Nova Aurora, by Madredeus & A Banda Cósmica

A Nova Aurora, Madredeus & A Banda CosmicaIn August 2009, Madredeus & A Banda Cósmica released their follow up to Metafonia in a somewhat secretive atmosphere, as no one was expecting a new album from them and they had done minimal marketing to promote their new baby. It’s a conceptual album titled A Nova Aurora that explores the idea of human history and our place in the universe. And if you still pictured Madredeus as that Portuguese folkloric band with sparse instrument arrangements and an intense focus on string arguments and Teresa Salgueiro’s vocals, you can part ways with that notion. The new look Madredeus continues to fully incorporate the Banda Cósmica into their music, meaning that percussion, drums, and an electric guitar, so absent from the band’s earlier work, is now a mainstay of their new sound. Whilst the previous incarnation of Madredeus was an all-Portuguese ensemble, this one counts with a couple of Brazilians and one Angolan, a Mr. Ruca Rebordão on percussion.

The last time I wrote about Madredeus & A Banda Cósmica on this space was to fawn over one of my favorite tracks of all time, O Eclipse, whose video you can watch here. While there is not a song in A Nova Aurora that so grabbed me, there are nonetheless some very interesting tracks. Among them are Não Estamos Sós (We are not alone), featuring Rita Damásio’s voice as strong as ever and some intricate acoustic guitar sequences; my favorite, Suspenso no Universo, perhaps the song that best defines Madrededeus’ new sound; and the slightly jazzy Vai Sem Medo, which with its extensive use of electric guitars and assertive percussion, is the closest thing that exists to Madredeus rock.

Não Estamos Sós
Suspenso no Universo
Vai Sem Medo

Em princípios de Agosto de 2009, os Madredeus & A Banda Cósmica lançaram o seu segundo album no Mercado para a surpresa de muito dos seus fãs, já que não se viu o marketing habitual tão comum no lançamento de álbuns novos. Chama-se A Nova Aurora e é um disco conceitual que explora o papel do ser humano no universo. Se por alguma razão ainda viam os Madredeus como aquela banda fólclorica e fiel ao seu próprio estilo único, baseado na guitarra acústica, na voz de Teresa Salgueiro e numa forte essência portuguesa, então podem definitiva-mente esquecer esta noção, porque os Madredeus de hoje não têm nada a ver. Não quero com isso dizer que não são bons, mas sim que são bastante diferentes. Os Madredeus de hoje fundiram-se com a Banda Cósmica, que usa livremente instrumentos impensáveis para os Madredeus de outrora, incluindo a percurssão, batuques, e a guitarra eléctrica. E se a versão antiga desta banda era so composta por portugueses, esta versão incorpora brasileiros e até um angolano, o Ruca Rebordão, que se encarrega da percurssão.

A última vez que escrevi sobre Madredeus & A Banda Cósmica neste espaço, foi para declarar o meu amor por uma das minhas canções preferidas de todos os tempos, O Eclipse (Habitas no Meu Pensamento), cujo video podem ver aqui. Neste novo disco não existem canções que tanto me marcaram, mas mesmo assim ha músicas bastante interessantes. Entre elas está Não Estamos Sós, onde a voz de Rita Damásio continua rica como sempre; a melhor música do álbum, Suspenso no Universo, que melhor exemplifica o novo estilo dos Madredeus; e por último, Vai Sem Medo, que faz uso extensivo da guitarra eléctrica e da percurssão, viajando muito próximo de rock ao estilo Madredeus.
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