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Monday, May 20, 2013

Movimento, by Aline Frazão


It's called Movimento and it's Aline Frazão's second album, a favorite of this blog. Aline is currently my favorite Angolan chanteuse, a voice that I have heard blossom into what it is today. I've had Movimento in rotation for about 20 days now; the singer gave me an advance copy. Perks of the trade, I guess. I felt privileged to have been one of the first people to hear this beauty from start to finish - 52 minutes of music of a quality as such that I couldn't wait to be able to share it with someone else. There's not much point to enjoying music this good without being able to share it, and today, 20th May,  the album is released in Portugal and I can finally write about it and share it with you.

Inevitably comparisons between Movimento and Aline's debut album Clave Bantu will arise. With 12 original tracks, her sophomore effort is one song longer than Clave Bantu and when it reaches the end it leaves me longing for more, as any great album will. As always there are some songs I like more than others, but song for song, generally Movimento's tracks are stronger, more polished, have better lyrics, and more memorable melodies. And it's more introspective. You hear a singer who is clearly on the ascendence, who is enjoying renewed self-confidence, greater maturity, and sure of her gift and her talent. This is clearly a singer enjoying her music.

Movimento begins with As Paredes do Mayombe, one of the more forgettable tracks; it begins to find its footing with Cacimbo, a beautiful melody with great lyrics. Desassossego, written by Angolan poet and author Carlos Ferreira 'Cassé' is the third track. And then comes the album's strongest period: tracks 4 through 9 are all gems.

For me, Tanto is this album's winner. It has the best lyrics, an intricate delivery and fantastic execution; I consider it Aline's best work to date. The song's video is almost as brilliant as the lyrics. It was here that I stopped the album and clicked back for the first time: I couldn't get enough, not yet anyways. After the song's climax we head to Crónica de um (des)encontro, another beautiful track that deserves another listen. It could very well be the album's third best track.

Nossa Festa and Poema em sol poente get better with time; at first listen I didn't rate them as highly as I do now, especially since I fell in love with Nossa Festa's lyrics. It's also a highlight on the album. We've arrived then at Lugar Vazio. After Tanto, it's my favorite song on Movimento. I prefer Tanto's lyrics but Lugar Vazio has a better melody. What a thing of beauty. I also enjoy the lyrics on A cidade que eu habito; among the last three songs on the album, Ronda, Kalemba and A última bossa, the highlight is Kalemba, brilliant in its simplicity.

I think I love Movimento because at its core it is an album about home - it reminds em of Luanda, my family, my friends, my past loves, and it makes me feel good. For me, Movimento was an aural trip home, to today's Luanda's. And it's a trip in which my companion is the warm, familiar, unmistakable sound of Aline's voice.

Thoroughly recommended.

Tanto
Lugar Vazio

Chama-se Movimento e é o segundo álbum da Aline Frazão, a cantora angolana mais apreciadas neste espaço. Há cerca de 20 dias que o tenho em rotação, tendo o recebido directamente da cantora. Ossos do ofício. Senti-me privilegiado por ser das primeiras pessoas a ouvir esta obra de arte, estes 52 minutos de música de uma qualidade tal que doía-me não poder a partilhar com alguém. O que vale poder ouvir música tão bela sem ter alguém com quem a partilhar? Hoje, dia 20 de Maio, data de lançamento deste  lindo disco, posso finalmente partilhar convosco a beleza que é o Movimento da Aline.

Foi um imenso prazer ouvir este disco. Surgem, inevitavelmente, comparações com o álbum de estreia da Aline, Clave Bantu. Com 12 faixas, todas originais, Movimento tem mais uma música que Clave Bantu e quando chega ao fim deixa-me com água na boca; quero mais. Como sempre, gosto mais de algumas músicas do que outras. Mas tema por tema, geralmente as músicas do Movimento têm melhor lírica, uma melodia mais memorável.  E é mais introspectivo. Ouve-se uma cantora em ascensão, com cada vez mais auto-confiança, mais maturidade, mais segura de si mesmo e do seu talento. Nota-se que a Aline arriscou mais, soltou-se mais um pouco, voou mais alto.

Movimento inicia com As Paredes do Mayombe, que não é das minhas preferidas nem das músicas mais memoráveis. O álbum melhora com Cacimbo, uma linda melodia e letra; a seguir vem Desassossego, uma letra do conhecido poeta e escritor angolano Carlos Ferreira 'Cassé'. Porém, o trecho mais forte do disco são as faixas 4 a 9; é neste trecho onde são encontradas as melhores músicas deste querido disco.

Para mim, Tanto (a quarta música) tem a melhor letra do disco e acredito ser a melhor música da Aline de sempre. O brilhante vídeo da música, publicado aqui, é quase tão bom como o tema. Foi aqui que parei de ouvir o álbum; fixei-me só no Tanto e só depois de o ouvir um par de vezes consigo continuar. É quase sempre assim. Depois do climax do Tanto vamos ao encontro de Crónica de um (des)encontro, outro bonito tema que merece especial atenção. Também é das músicas mas bem conseguidas do Movimento.

Nossa Festa e Poema em sol poente crescem com o tempo; na primeira audição não me chamaram muita atenção, mas com o passar do tempo apaixonei-me com a letra da Nossa Festa. Hoje é dos meus temas preferidos neste disco. Chegamos então ao Lugar Vazio. Depois de Tanto, esta é a minha música preferida em Movimento. Gosto mais da letra do Tanto, mas em termos de melodia Lugar Vazio ganha. Que música mais bonita. Também aprecio muito a letra d'A cidade que eu habito; Entre as três ultimas, Ronda, Kalemba A última bossa, o destaque vai para Kalemba, brilhante na sua simplicidade.

No fundo, Movimento faz-me lembrar de Luanda, de casa. Faz-me lembrar da minha família, dos meus amigos, dos amores do passado, e isto faz-me sentir bem. Para mim o Movimento é uma viagem por sonora pela nossa Luanda de hoje, pela voz marcante, familiar, calorosa que é a voz da Aline.

Recomendo. Mesmo.

Sunday, May 12, 2013

Caipirinha Lounge Cinema: Tanto, by Aline Frazão

Lindo. Simplesmente lindo. Não sei se gosto mais da letra, do vídeo ou da música. Geração 80 e Aline. Estão demais.

É tanta luz aqui,/Que até parece claridade./É tanto amigo aqui,/Que até parece 
que é verdade./É tanta coisa aqui,/Que até parece não há custo./É tanta regra 
aqui,/Que até parece um jogo justo./É tanto tempo aqui,/Que até parece 
não há pressa./É tanta pressa aqui,/Que até parece não há tempo./É tanto 
excesso aqui,/Que até parece não há falta./É tanto muro aqui,/Que até 
parece que é seguro./Tanto, tanto, tanto/Na embriaguez do encanto/É 
tanto ‘tanto faz’/Que ninguém sabe quem fez./Mundo, gira, mundo,/
Mundo vagabundo,/Não olhes, senão vês./É tanta pose aqui,/Que até 
parece não há esquema./É tanta História aqui,/Que até parece um 
problema./É tanto festa aqui,/Que até parece sexta-feira./É tanta 
dança aqui,/Que até parece a das cadeiras./Tanto flash aqui,/
Que até parece que ilumina./É tanta frase aqui,/Que até parece 
que resolve./É tanto ecrã aqui,/Que até parece um grande 
invento./É tanta força aqui,/Que até parece um movimento.


Beautiful. Simply beautiful. I don't know what I like more...the video, the song or the lyrics themselves. Geração 80 and Aline outdid themselves here.

There’s so much light here,/That it even seems bright,/There 
are so many friends here,/That they even seem real,/There 
are so many things here,/That they seem to be for free./
There’s so many rules here,/That it even seems a fair 
game./There’s so much time here,/It even seems there’s 
no hurry./There’s so much hurry here,/It even seems there’s 
no time./There’s so much excess here,/It even seems there’s 
no want,/There are so many walls here,/It seems that it is 
safe./So much, so much, so much/It’s a charming intoxication/
So many ‘whatevers’/That nobody knows who makes what./
The world keeps turning,/Wandering world,/Look away or you 
will see./There’s so much posturing here,/That there doesn’t seem 
to be a scheme./There’s so much History here,/That it even seems 
a problem./There’s so much partying here,/That it even seems to be 
Friday./There’s so much dancing here,/It even seems a game of musical 
chairs./So many flashes here,/That they even seem to light up./So many 
sentences here,/That they even seem to make sense./So many screens 
here,/That they even seem a great invention./So much strength here,/That 
it even seems a movement.


Friday, May 10, 2013

Caipirinha Lounge Cinema: Movimento, by Aline Frazão - Episódio 3

Vem aí o novo álbum da Aline: chama-se Movimento e sai dia 20 de maio pela Ponto Zurca. Enquanto esperamos, podemos já começar a conhecer o que promete ser um lindo trabalho. Numa colaboração com a Geração 80, a Aline brinda-nos com o terceiro de vários episódios. A ver:

Aline's second studio album is coming soon. It's called Movimento and is slated for a 20th May release on the Ponto Zurca label. Until then, we can start geting to know what promises to be a beautiful piece of work. In a collaboration with Geração 80, Aline shares with us the third of several episodes. See below:



Aline Frazão - Movimento - Episódio #03 from Aline Frazão on Vimeo.

Thursday, July 26, 2012

One Take Series, by Dino d'Santiago

Lounge favorite Dino is back, and what a return. I loved Eu e os Meus (remember Amanhã? How could one forget?), but I'll confess that I didn't give his next musical projects, including his award-winning stint with Nu Soul Family, the attention they deserved. Perhaps I'll revisit them in the near future...

What inspired me to write this post however was the Dino I see today; the Dino I see today is as versatile and as talented as ever, but also truer to his roots: for this particular reincarnation, he's known as Dino d'Santiago and will sing exclusively in creole and Portuguese.

And it's been a spectacular treat. The Dino I hear is pure and raw; it's that Dino that we heard in the song Mamã with Tito Paris. You can see the simple beauty of Cape Verdean music in the video he does below with my beloved Sara Tavares; you can marvel at the afro-portuguese fusion he executes to perfection with Pedro Mourato and Gileno Santana on the following video. The sound is so inviting and pristine that you could be forgiven for almost forgetting the cinematography and the beauty of these locations. What a breath of fresh air...



O nosso querido Dino está de volta, desta vez com "nova roupagem". Adorei Eu e os Meus (ainda lembram-se do Amanhã? Como esquecê-lo?), mas confesso que não prestei o mesmo grau de atenção aos seus próximos projectos e colaborações, incluindo a sua exitosa temporada com os Nu Soul Family. Talvez os poderei revisitar num futuro próximo...

O Dino que vejo hoje é o mesmo Dino, sempre versátil e majestosamente talentoso, mas é também um Dino que reencontrou a sua identidade: agora chama-se Dino d'Santiago e nesta sua nova empreitada, cantará somente em criolo e português.

E tem sido espectacular. Oiço um Dino puro, cru, roots, aquele Dino que ouvimos na música Mamã com o Tito Paris. É ver o vídeo abaixo com a minha amada Sara Tavares e admirar a simples beleza da música crioula; é ver o vídeo com o Pedro Mourato e Gileno Santana e ouvir a maravilha desta fusão afro-portuguesa. Isto para não falar na cinematografia de cada vídeo. Que lufada de ar fresco...


Wednesday, June 27, 2012

Podcast Zarpante: Caipirinha Lounge é convidado


For the reader that has kept coming back to this website in vain expecting some sort of update (it's been three weeks now), this podcast is for you!

I did this podcast at the behest of Henrique from Zarpante, the Lusophone crowdsourcing and crowdfunding internet initiative. You'll notice their logo further down on the page under "Partnerships". The proposed them was the new generation of Angolan artists, a topic I am only too happy to talk about. Choosing which artists to speak about was relatively easy; I love talking about them to anyone who makes the mistake of listening to me, and the conversation flows easily.

It's my first podcast so excuse the quality, the fact that my voice dips considerably in volume on the second half of this podcast, and so on, but the music on show is excellent and the next one can only get better.

Occupy youself with the songs listed below, all of them available for download separately here on the Lounge:

1. Coca o FSM – O Ano Q Vem
2. Coca o FSM – Só Sou Fara Ninguém Acreditou
3. Aline Frazão – Olhar Adiante
4. Aline Frazão – Primeiro Mundo
5. Leonardo Wawuti – Sintam-se
6. Leonardo Wawuti – Entre Mim e o Eu
7. Keita Mayanda – Existência
8. Keita Mayanda – A Idade da Razão
9. Nástio Mosquito – Bebi Beberei Bebendo
10. Nástio Mosquito – Não sei se vou te amar \

You can download this podcast directly from the Soundcloud box below. I hope you enjoy it!




A ti leitor, que ainda visitas o site a procura em vão de qualquer update, já lá vão três semanas, dedico este podcast a ti! 

Fiz este podcast após um convite do meu amigo Henrique da plataforma Zarpante, parceira do Lounge. O tema proposto foi a nova sonoriade angolana, um tema que, diga-se de passagem, adoro. Escolher os artistas foi fácil – há muito que gosto de falar sobre eles, e a conversa sai fluidamente.

Este é o meu primeiro podcast – a qualidade não é lá grande coisa, a metado do podcast o volume da minha voz baixa considerávelmente, mas a música está excelente e vá-lá, vou aprendendo e da próxima sai melhor!

Deliciem-se com as músicas dos seguintes artistas, todas elas disponíveis aqui no Lounge:

1. Coca o FSM – O Ano Q Vem
2. Coca o FSM – Só Sou Fara Ninguém Acreditou
3. Aline Frazão – Olhar Adiante
4. Aline Frazão – Primeiro Mundo
5. Leonardo Wawuti – Sintam-se
6. Leonardo Wawuti – Entre Mim e o Eu
7. Keita Mayanda – Existência
8. Keita Mayanda – A Idade da Razão
9. Nástio Mosquito – Bebi Beberei Bebendo
10. Nástio Mosquito – Não sei se vou te amar

Podem fazer o download directamente da barra do Soundcloud. Espero que gostem!

Tuesday, May 8, 2012

Caipirinha Lounge Cinema: Kubiko Unplugged Episode 2 - Aline Frazão

I waited up for this. Fresh off the press from Geração 80. // Madruguei à espera disso. Directamente da Geração 80:
O segundo episódio da web series, KUBIKO UNPLUGGED, tem como convidada ALINE FRAZÃO. Uma artista que acabou de lançar o seu primeiro disco, CLAVE BANTU, que já deixou marca em alguns palcos internacionais pela sonoridade única que criou inspirada nas suas viagens e origens.

Wednesday, April 25, 2012

Mônica da Silva

I think certain songs were made for certain seasons. Aí Então is one of those songs – it was tailor-made for spring. It’s light, airy, bright, and expectant; it’s easily memorable and even a bit addictive. I first heard Mônica da Silva’s single on Putumayo’s Brazilian Beat, when their promoters first made the album available for streaming. Putumayo, one of my main inspirations for this site, is renowned for their stellar compilations; Aí Então was a standout in an expertly curated album. The song is part of Mônica da Silva’s debut CD, Brasilissima, an album whose songs are a mellow, optimistic blend of bossa nova and indie pop that is at both modern and true to its roots. While the other songs don’t capture the exuberance of the standout track, I for one think that Mônica da Silva is one to keep an eye on. If you live in southern Florida, that’s easily done – the singer frequently performs there.

Aí Então

Creio que certas músicas foram feitas para certas estações do ano. Aí Então é uma destas músicas – não consigo ouvi-la sem pensar na primavera. Tem muitas das suas qualidades: é leve, brilhante, linda e alegre; a sua letra fica na ponta da língua e esquece-se com dificuldade. É um pouco viciante, até. Ouvi este single da Mônica da Silva ao mesmo tempo que ouvi pela primeira vez o novo CD do Putumayo, Brazilian Beat, CD que me foi dado para ‘stream’ pelos promotores da editora. A Putumayo, uma das grandes inspirações deste site, é conhecida pelas excelentes compilações que faz; Aí Então era um destaque numa compilação recheada de boa música. Aí Então faz parte do CD de estreia da Mônica, intitulado Brasillisima; é uma feliz mistura de bossa nova e indie pop, que mesmo moderno mantém-se fiel as raízes brasileiras da sua autora. É verdade que nenhum outro som no álbum consegue capturar a alegria e o a perfeição simples do single, mas acredito que estamos diante de um talento nato, para se ir acompanhando. Para os que vivem no sul de Florida, esta é uma tarefa fácil – a Mônica não só mora lá como aparece frequentemete em palco.

Saiba mais//Find out more: monicadasilva.com

Tuesday, March 13, 2012

Olhar Adiante...



After a weekend like this one, we are all in need of a bit of therapy. That's what this song is for me: therapy. But also...hope. Thanks Aline.

Depois de um fim de semana como este, só nos resta a terapia colectiva. É o que esta música é pra mim: terapia. E também...esperança. Obrigado Aline.


Download aqui

Tuesday, January 17, 2012

Caipirinha Lounge Cinema: Kubiko Unplugged Episode 1 - Jack Nkanga

Encontramos esta pérola na nossa página Facebook, cortesia do Mário Bastos. Chama-se Kubiko Unplugged e é o mais novo projecto da Geração 80:

KUBIKO UNPLUGGED 
A GERAÇÃO 80, que sempre tão bem nos surpreende, traz-nos um look intimista a músicos angolanos, onde eles apresenta-nos alguns dos seus êxitos num formato acústico e dão-nos a conhecer o seu mundo peculiar dentro de um Kubico (casa na gíria angolana). O primeiro episódio da web series, KUBIKO UNPLUGGED, tem como convidado JACK NKANGA. Um artista que está atrás do seu primeiro album e já começa a ser reconhecido pela sua irreverência em misturar estilos músicais como neo soul, afro-beat, funk e rock.

We found this gem on our Facebook page. It's another project by Geração 80 and it's called Kubiko Unplugged. The first featured artist is Jack Nkanga.

Monday, December 19, 2011

Clave Bantu, by Aline Frazão

There are not many Angolan singers quite like Aline Frazão. Turn on the radio in Luanda or Lubango or Benguela on any given day and you’re hard pressed to hear anything quite like her. She’s one of the country’s most unique talents and her debut solo album, Clave Bantu, further cements her position as one of Angola’s most exciting musicians. Some weeks ago she asked me what I thought about the album so far. This is what I emailed her:

“…I’ve heard Clave Bantu some six times from start to finish, including on my bus trip from New York to Washington where I listened to it at high volume and felt as if I was attending an intimate live music performance. I’ve let it marinate in my ear drums for some time now. One of the first things that came to mind was the thought: 'so now we have our own Sara Tavares.' It’s beautiful, very much so, and it’s also very much yours. It has your stamp on it. I think you’ve found your voice. Now I can listen to a song and say, ah, this is Aline. Compared with other CDs you’ve done (A Minha Embala), this one is in a different league. The production is well done and the sound is more professional. Some of your earlier songs are dressed differently on this album…Primeiro Mundo is very nice, emotional. It’s currently my favorite. I preferred the original Babel in some parts. Oriente is another one I love, as is Ceu da tua Boca…


Anyways, I’m listening to the album again now…”

When I interviewed Aline back in the earlier days of this blog she had mentioned that she wasn’t planning on ever releasing an album. I’m extremely pleased she has changed her mind, and I’m sure I share that sentiment with her many fans, in Angola, Brazil, Portugal, Spain, Argentina, and elsewhere. I’m also very proud of the way she did it, keeping full control over all aspects of the album production and doing it all on her own terms, independently. The end product is an album that is every inch Aline, in substance and in feeling.

Clave Bantu has 11 tracks; below you’ll find some of the album’s standout tracks, namely Primeiro Mundo, Oriente and Amanheceu. Both Jose Eduardo Agualusa and Ondjaki, two heavyweights of Angolan literature, contributed to two songs; Amanheceu, featured below, was written by Ondjaki (Agualusa wrote ‘O Ceu da Tua Boca’). The rest of the album was written by Aline, who proves not only to be an excellent songstress but also a wordsmith in the making. Jose Manuel Díaz, from Cuba, and Carlos Freire, from Galicia, contributed on bass and percussion, respectively. Listen to the tracks below to get a sampling of the album’s unique blend of acoustic afro-jazz with bossa influences.

Primeiro Mundo
Oriente
Amanheceu

Creio não existir, no panorama musical angolano, uma cantora tal como a Aline Frazão. Quando ligamos a rádio em Luanda, ou Lubango, ou Benguela, é difícil escutarmos música como esta, feita mesmo por uma filha cá de casa. É uma das vozes mais únicas da banda e o seu primeiro álbum à solo, Clave Bantu, só veio cimentar a sua posição como um dos talentos angolanos mais emocionates destes últimos tempos. Algumas semans atrás ela perguntou-me como estava a gostar do álbum. Foi essa a minha resposta por email, escrita ao som do disco em questão:

“Epa, já ouvi a Clave Bantu umas seis vezes do princípio ao fim, inclusive em alto e bom som na minha viagem de autocarro de New York para Washington, como se fosse um concerto intimista. Já o deixei temperar nos meus tímpanos um bom bocado. Das primeiras coisas que me veio a cabeça foi o pensamento: 'afinal já temos a nossa Sara Tavares.' Está lindo, lindo mesmo, e com um som e um 'feeling' muito teu, uma forma de cantar muito tua. Já tens a tua marca, creio. Já posso ouvir uma música e dizer, ah esta é a Aline. Comparando com as outras obras que lançaste (A minha embala) este está noutro campeonato. Os arranjos estão bem feitos e o som é profissional. Algumas das músicas que já conheço têm aqui uma outra roupagem...Primeiro Mundo está muito nice, emotivo. Neste momento é a minha preferida. Com a Babel talvez preferia a versão mais antiga em algumas partes. Oriente é outra das que amei, bem como Ceu da tua boca.


Enfim, estou a tocar o álbum outra vez agora...”

Quando entrevistei a Aline nos primeiros tempos deste blogue, ela tinha mencionado que não tencionava lançar um álbum próprio. Tal como eu, os seus fãs em Angola, Brasil, Portugal, Espanha, Argentina e por aí me diante estão extremamente felizes que ela mudou de ideias. Os seus ouvidos agradecem, as suas almas também. Sinto-me também orgulhoso dela porque não só lançou álbum, mas fê-lo a sua maneira: manteve o controlo total de todos os aspectos relacionados com o álbum e lançou-o de forma independente. O produto final é um álbum que é todo ele Aline, em substância e em feeling.

O disco tem 11 faixas; acima pode encontrar alguns dos temas mais brilhantes do disco, incluindo Primeiro Mundo, Oriente e Amanheceu. Tanto o José Eduardo Agualusa e o Ondjaki, dois nomes sonantes da literatura angolana, escreveram uma letra cada para o álbum; ‘Amanheceu’ é da autoria do Ondjaki e Agualusa escreveu ‘O Ceu da tua Boca’. O resto do álbum foi escrito pela Aline, que para além de ser uma excelente cantora também já dá mostras de ser boa escritora. A banda é composta pelo Jose Manuel Díaz, cubano, e Carlos Freire, galego, na percurssão. Oiça as músicas acima para ter uma ideia do aroma afro-jazz/bossa que traz o disco.

Clave Bantu on iTunes
alinefrazao.com
Como comprar Clave Bantu onde quer que esteje // How to buy Clave Bantu wherever your are

Friday, December 16, 2011

Clave Bantu...

Only Aline to shake me out of this rut. I wanted to post this song when it came out, as the first single of Aline's new album. But as you've probably noticed, posts have been hard to come by on this space. There are many candidates at which to assign all culpability: this incredible city of New York, the new job, other side projects...but exposure to fascinating lusophone music is not one of them. And Aline's new CD, Clave Bantu, is a testament to that. I've been listening to it since before it came out (maintaining this site has its special privileges!) and I haven't grown tired of it. For now I'll leave you with Clave Bantu, and in case you don't already have the CD it will leave you wanting more. The album review is coming soon, so watch this space.

Clave Bantu

Só mesmo a Aline para me tirar desta preguiça. Quiz postar este som logo quando saiu como primeiro single do novo álbum da Aline. Mas como provavelmente já devem ter notado, tem sido difícil encontrar posts novos por estas bandas. Candidatos a quem atirar as culpas são muitos: esta incrível cidade de Nova Iorque, o emprego novo, outros projectos...mas a falta de música lusófona de qualidade não é um dos candidatos. E o novo CD da Aline, Clave Bantu, é prova disso. Tenho escutado este CD desde mesmo antes do seu lançamento (escrever este blogue tem os seus privilégios!) e continuo a fazer-lo. Por agora vos deixo com Clave Bantu, a música. Para vocês que ainda não têm o álbum, que nem devem ser muitos, esta música vai vos deixar com água na boca. Os meus pensamentos acerca do disco virão em breve, prometo!

Friday, November 18, 2011

Dor de Mar, by Tcheka

Cape Verde's most exciting musicians have traditionally been women. It is simply impossible to talk about the country's musical contribution without mentioning names such as Cesária Évora immediately after you mention the words "Cape Verdean music." Brilliant talents such as Sara TavaresMayra AndradeLura, Carmen SouzaNancy VieiraMaria de Barros, and more, have kept Cesária's legacy alive and well. But the country also boasts some excellent male musicians, chief among them the inimitable and unequaled Bana, whose musical career spanned over 60 years.

Over the past 8 years, however, another male talent from the culturally rich archipelago of Cape Verde has garnered more and more respect and acclaim for the quality of his compositions and his music. Tcheka, as Manuel Lopes Andrade is known, has emerged to become one of Cape Verde's best male singers, and currently my favorite. His musical strength has grown from album to album, and his newest piece of work, Dor de Mar, cements his position as the premier ambassador of Cape Verdean batuque music.

Dor de Mar is full of beautiful melodies infused with the impressive range of Tcheka's voice. The rhythms are emotionally evocative of his homeland and the lyrics detail the daily reality of his countrymen and women. It's one of those albums that's meant to be played from start to finish on a quiet afternoon or evening, an album that will momentarily make you forget whatever you're doing as you pay more and more attention to the music. Among the album's standout tracks are the opener, Kriadu Assim, as well as Antuneku and Fla Mantenha.

Kriadu Assim
Antuneku
Fla Mantenha

Tradicionalmente, os músicos mais conhecidos de Cabo Verde têm sido mulheres. É simplesmente impossível falar de música caboverdeana sem pronunciar o nome da Cesária Évora na mesma frase. Telentos brilhantes como a Sara TavaresMayra AndradeLuraCarmen SouzaNancy VieiraMaria de Barros, têm sabido manter acesa a chama e o legado da diva dos pés descalços. Mas o país também criou varios filhos que conseguiram levar a sua música além fronteiras, principalmente o inegualável e inimitável Bana, cuja carreira durou mais que 60 anos.

Durante os últimos anos, um outro talento masculino do culturalmente rico arquipelago de Cabo Verde tem dado nas vistas pela qualidade sonora das suas composições e as letras emotivas das suas músicas. Tcheka, que também responde pelo nome Manuel Lopes Andrade, tem se tornado um dos melhores músicos do país, e neste momento é o meu preferido. Tem sabido ser melhor a cada disco que lança, e o seu trabalho mais novo, o Dor de Mar, fortalece a sua posição como o principal embaixador do batuque, um dos estilos de músicas próprios de Cabo Verde.

Dor de Mar está repleto de lindas melodias infundidas com a variedade distinta da voz do Tcheka. Os ritmos fazem lembrar o mar e as suas letras vislumbram a sua realidade e a realidade dos seus conterrâneos. É um daqueles álbuns que sabe bem tocado do príncipio ao fim tarde de fim de semana ou uma noite calma; um álbum que por vários e demorados instantes faz-nos esquecer o que estamos a fazer, faz-nos focalizar só mesmo na música e nada mais. Entre as melhores canções estão a primeira do álbum, Kriadu Assim, bem como Antuneku e Fla Mantenha.

Thursday, November 17, 2011

Thursday, November 3, 2011

João Cabral

He picked up his first guitar at age 17 and for the next 14 years honed his craft; in 2009, he released his first album, River of Dreams. Ever since then and even before that, João Cabral has been turning heads (and ears) with his Mozambican brand of afro-jazz, inspired in part by the years he spent living in Cape Town, arguably Africa's jazz capital. It was in the Mother City that he met and played with afro-jazz virtuosos such as his compatriot Moreira Chonguiça, Dino Miranda, and of course, Jimmy Dludlu. River of Dreams is quite accessible, the kind of music that's easy on the ears, and it has a definite Mozambican flavor; it's been very well received in Europe but has yet to receive its deserved recognition in the US, as far as western markets go. As for its reception in Lusophone countries, I wouldn't bet against João Cabral appearing in a jazz festival or two at Cine Atlântico...I'll leave you with Joy of Life and My Kwela, two of the album's standout tracks.

Joy of Life
My Kwela

A primeira vez que segurou uma viola nos seus braços foi aos seus 17 anos, e pelos próximos 14 anos da sua vida aprendeu a dominar o instrumento; em 2009, lançou o seu primeiro álbum, River of Dreams. Desde então e mesmo antes do lançamento da sua obra, o João Cabral tem chamado atenção com o seu afro-jazz de sabor moçambicano, um afro-jazz que foi inspirado também pelos anos que ele viveu na Cidade do Cabo, que muitos chamam como a capital do jazz africano. Foi na Cidade Mãe que ele conheceu e partilhou o mesmo palco que outros virtusos do afro-jazz, incluindo o seu compatriota Moreira  Chonguiça, Dino Miranda, e claro, como não podia deixar de ser, Jimmy Dludlu. River of Dreams é um álbum bastante acessível, de fácil e suave audição, com claras influências musicais moçambicanas; tem sido muito bem recebido lá pelas Europas mas ainda não obteve o mesmo sucesso cá nos States. Também não sei como está sendo recebido em países lusófonos, mas cá por mim, não estranharia ver o João Cabral num festival de jazz, talvez no Cine Atlântico...Fiquem com Joy of Life e My Kwela, duas músicas excelentes do seu álbum.

Tuesday, September 27, 2011

Caipirinha Lounge Cinema: Tchoro na More, by Tcheka


O Tcheka é sem dúvidas um dos filhos mais talentosos de Cabo Verde e um dos meus cantores lusófonos preferidos. É só ouvir a presença dele em várias mixtapes do Lounge. Muito se tem ouvido das divas caboverdeanas, entre elas vozes como a Mayra Andrade, a Lura, e a Sara Tavares, mas em Tcheka estas beldades encontraram um par masculino. Fico, portanto, muito feliz em saber que o Tcheka prepara-se para lançar um novo álbum, entitulado Dor de Mar. Há dias o portal da Buála publicou a seguinte entrevista com o cantor, que retomo aqui na íntegra, bem como o vídeo oficial de Tchoro na Mare, o primeiro vídeo do álbum:

Tcheka is without a doubt one of Cape Verde's most talented sons and one of my favorite Lusophone artists. I've been unable to keep him out of most of the Lounge's mixtapes, such is my respect for him. You'll always hear about Cape Verde's talented divas, such as Mayra Andrade, Lura, and Sara Tavares, but little on the masculine front; Tcheka is as gifted as them. I'm quite excited then that he's preparing to launch a new studio album, titled Dor de Mar. Several days ago Buála published an interview with the man, which you can read below. Check out as well the official video for the first single off his new album, Tchoro na Mare.


Tcheka descreve sua música como sendo “música tradicional de Cabo Verde com influência erudita e do jazz”. O seu novo trabalho “Dor de Mar” surge após quatro anos de pausa em que o músico amadureceu a sua experiência profissional. “Dor de Mar” é um álbum “mais Tcheka”.
O Tcheka participou do álbum “Argui”, em 2003, em 2005 lançou o álbum “Nu Monda” e em 2007 “Longi”. Foram distâncias de 2 anos e agora precisou de 4 anos para lançar, o novo álbum, “Dor de mar”, porquê?
Isso aconteceu porque eu fiz este trabalho como produtor também. Fiz os arranjos e tudo foi feito por mim e então eu precisava de mais tempo para poder trabalhar esses aspectos e tomar essa decisão. Porque quando se faz um disco sozinho precisa-se de tempo e de espaço para se poder pensar e conseguir o resultado desejado.
E porque decidiu fazer tudo, desta vez? Porque surgiu a oportunidade ou porque queria mostrar mais da sua pessoa?
Para além de querer mostrar mais, apesar de cada disco que eu fiz ter sido muito importante porque fazem parte da minha carreira, eu também senti que, cada vez estava a perder algo. Eu queria estar presente como director musical. E isso não tem nada a ver com o facto de os outros discos estarem mal, muito pelo contrário, são muito bons. Mas quando tu próprio estás à frente de tudo, podes incluir elementos, que para ti são importantes no teu trabalho, não tens de negociar tanto, então, é completamente diferente.
Então fale-me desse processo desde “Argui”, álbum em que participou em 2003, até agora, ao “Dor de Mar”. O que mudou?
Ganhei muita experiência. Nos outros três discos eu era simplesmente mais um músico, um cantor. E com a experiência que ganhei nesses três discos senti-me capaz e com força para decidir fazer este novo disco sozinho. 
E o que quer dizer com “Dor de Mar”?
Dei este nome ao disco porque eu vivi numa aldeia em que o problema da apanha de areia é muito importante e o desgaste da natureza está a sentir-se cada vez mais. Então este nome é uma espécie de alerta para este tipo de problemas ambientais.
Agora o Tcheka falou de uma das temáticas e em termos musicais o que se pode ouvir em “Dor de Mar”?
Ouve-se música de Cabo Verde mas com algumas influências de jazz e um pouco de tudo mas sempre com o meu cunho pessoal. A minha intenção é mostrar que a música não tem fronteiras e que tem as portas abertas para todo tipo de influências e para tudo o que um músico queira dar. Por exemplo, eu não tenho banda, então para gravar o disco eu tinha as minhas ideias definidas e convidei músicos e cada músico levou as suas experiências e isso é muito importante. Mas o que eu defendo no meu trabalho é que haja uma base e que as pessoas a identifiquem como Tcheka.
E os músicos que tocam consigo neste disco vêm de que países?
Angola [Ndu, bateria], Camarões [Guy Sanguy, baixo eléctrico], França [Thierry Fanfan, baixo acústico], Cabo Verde [Ivan Gomes, guitarrista] e Madagáscar. É uma mistura de países diferente e é normal que eles incluam as suas influências, mas a minha preocupação é manter a base Tcheka. 
E tem uma música preferida neste álbum?
Eu não tenho uma música preferida. Tudo depende do momento que estou a viver. É como se tivesse cinco filhos, seriam todos iguais para mim.
Todos os temas no álbum foram escritos por si excepto um, porquê?
Gravei um tema de Norberto Tavares [Forti bu dan cu stango] à minha maneira. Mas eu queria mostrar que, para além de ele ser um grande compositor, ele também é um grande músico. Eu acho que é bom regravar temas de grandes artistas para homenageá-los e Norberto Tavares foi um grande músico que hoje já não temos, então, é uma forma de homenageá-lo.
E agora terminar, porque é que o público deve ouvir “Dor de mar”?
É um disco novo, tem outro tipo de arranjos e é um disco mais Tcheka!


-Entrevista por Carla Fernandes

Thursday, September 15, 2011

Caipirinha Lounge Presents: Lusofonia Acústica, Vol. 3


The third edition of the Lusofonia Acústica series is finally available for download. So far it’s the playlist that I’ve had the most fun working on, just because of the sheer quality of music that has been released recently, or that I’ve finally stumbled upon. It was only in these last few months that I found out about talented and unique artists like Thiago Pethit, Tulipa Ruíz, and Tiê, all from Brazil; it was in these last few months that Aline and César released their impressive album A Minha Embala; it was in these last few months that I started listening to the Portuguese Ana Moura’s distinctive voice, got a hold of the cape-verdean Mayra Andrade’s acoustic live recording, and delved deeper into Narf & Manecas Costa’s Guinean-Galician musical union. At the same time I haven’t forgotten about the usual suspects, such as Terrakota, who released a strong album in World Massala, Sara Tavares, and even the Kafala Brothers, who I hadn’t heard in years. So as I said, a huge pleasure this playlist has been. I hope you enjoy it. Below is the order the tracks should be played in; click the picture or the link above to download your copy.

Lusofonia Acústica Vol. 3 


1. Kaputo Mwangolê, by Banda Next (Angola)
2. Sweet Jardim, by Tiê (Brazil)
3. Pé na Tchon, by Terrakota (Portugal)
4. Nunca Mais, by Zuco 103 (Brazil)
5. Amiga da Minha Mulher, by Seu Jorge (Brazil)
6. Filho da Kianda, by Paulo Flores feat. Romi Anauel (Angola)
7. Ponciana, by Lura (Cape Verde)
8. Né Djarabi, by Terrakota ft. Paulo Flores (Portugal/Angola)
9. N’pirdi Coragem, by Eneida Marta (Guinea-Bissau)
10. Assinado Eu, by Tiê (Brazil)
11. Zorro, by António Zambujo (Portugal)
12. Jeitos, by Aline Frazão (Angola)
13. Fuga N° 1, by Thiago Pethit (Brazil)
14. Do Amor, by Tulipa Ruíz (Brazil)
15. Ponto de Luz, by Sara Tavares (Cape Verde)
16. África, by Kafala Brothers (Angola)
17. Natural Luz, by Ellen Oléria (Brazil)
18. A Sós Com a Noite, by Ana Moura (Portugal)
19. Esta Noite, by Narf & Manecas Costa (Galicia/Guinea-Bissau)
20. Transparente, by Mariza (Portugal)
21. August Day Song, by Bebel Gilberto (Brazil)
22. Telemóvel, by Tcheka (Cape Verde)
23. Dimokransa, by Mayra Andrade (Cape Verde)
24. Bagi, by Kimi Djabaté
25. Olhar Adiante (Angola)


Está finalmente disponível para download o terceiro volume da série Lusofonia Acústica. Foi talvez até agora a compilação que tive mais prazer em selecionar, devido à alta qualidade das músicas ao meu dispor. Foram nestes últimos meses que conheci a obra sonora de grandes artistas como Thiago Pethit, Tulipa Ruíz, e da Tiê, todos do Brasil; foram nestes últimos meses que a Aline e o César lançaram A Minha Embala; foram nestes últimos meses que conheci a voz da portuguesa Ana Moura, que ouvi o CD acústico da cabo-verdeana Mayra Andrade, e que ouvi com mais seriedade o trabalho em conjunto do Narf e o Manecas Costa, que souberam unir a Guiné-Bissau com a Galicia. Mas não me esqueci também dos suspeitos do costume, caso dos Terrakota, que lançaram um grande álbum em World Massala, a Sara Tavares, e até os Kafala Brothers, que não ouvia há uns bons anos. Foi, portanto, uma delicia construir esta playlist. Espero que gostem. Eis a ordem das músicas. Carregue no link acima ou na foto para fazer o download da playlist.

- Cover photo by Cláudio Lwakuti

Wednesday, September 7, 2011

Lusofonia Acústica Vol. 3, Brevemente no Lounge...


-Cover photo by Cláudio Lwakuti

Friday, July 1, 2011

A Minha Embala, by Aline Frazão and César Herranz

Ainda me lembro da primeira vez que a Aline falou para este blogue e disse que não estava interessada em lançar um disco.

Felizmente, para os amantes de boa música, ela mudou de ideias.

E foi desta mudança de ideias que nasceu o belo disco da Minha Embala, feito com a colaboração sempre benvinda e conseguida do César Herranz na flauta transversal e na percurssão. É um disco imenso, lindo, que deve soar melhor quando ouvido junto ao mar. Ponho o disco a tocar logo de manhã enquanto desenrasco um matabicho qualquer, e Jeitos soa pelo meu apartamento, brilhando como o sol de verão lá fora. Ao anoitecer, toco Olhar Adiante e arrepio-me com a sua letra, a sua melodia e a sua alegria, e vibro com a esperança que esta música me transmite. Imagino que os músicos devem detestar comparações com outros artistas, mas para mim a Aline faz me lembrar muito de uma Sara Tavares à angolana. A sua forma de cantar e sentir a música, e a alegria e satisfação que ela deriva das suas canções, é uma coisa linda. The direct result of this change of heart was the album A Minha Embala, created with the always welcome collaboration with César Herranz on the flute and drums. This piece of work is immense in its simple beauty, and probably sounds even better heard ocean side as the waves splash against the shore. Press play

O disco da Minha Embala está disponível para download aqui. Por agora, fique com Jeitos e Olhar Adiante.

Jeitos
Olhar Adiante

I still remember the first time that Aline spoke to Caipirinha Lounge, where she said that she wasn't interested in releasing a proper album.

Thankfully, and to the pleasure of music lovers everywhere, she changed her mind.

The direct result of this change of heart was the album A Minha Embala, created with the always welcome collaboration with César Herranz on the flute and drums. This piece of work is immense in its simple beauty. I can imagine hearing it ocean-side, for that’s where it ultimately transports me. I play it in the morning while I fix something to eat, and Jeitos soothingly reverberates through my apartment, warming it as much as the brilliant summer sun outside. At night I like playing Olhar Adiante, basking in its joy, its lyrics, and the hope it transmits. I bet that artists hate being compared to other musicians but Aline to me is what I imagine an Angolan Sara Tavares would sound like. The way she sings and feels music, the joy with what she does what she truly loves, is something beautiful.

You can download A Minha Embala here.

Sunday, June 12, 2011

Caipirinha Lounge Cinema: Assinado Eu, por Tiê

The official video to one of the best songs on Sweet Jardim // Vídeo oficial de uma das melhores músicas do Sweet Jardim.

Thursday, May 26, 2011

Caipirinha Lounge Cinema: A Banda Mais Bonita da Cidade

Um vídeo para fazer o seu coração sorrir. Simplesmente lindo, leve, alegre, simples, orgânico, verdadeiro. Só nas últimas 24 horas já três amigos o mandaram pra mim...será que a música lusófona está indo 'viral'?

Quero saber tudo sobre a Banda Mais Bonita da Cidade...

Here's a video to make your heart smile. Serene, light, simple, organic, happy. Just in the last 24 hours already three people have sent it to me, from three different continents...is Lusophone music going viral?


Meanwhile I want to know everything about the Banda Mais Bonita da Cidade..

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