Wednesday, June 6, 2012

"O álbum começa no domingo e termina no sábado": Parte III



As we begin the third stage of our journey, we'll skip over Nomes, Rimas e Palavras, which has been featured here before, and we arrive at two of the most solid tracks on the album. They feature two of heavyweights of the moden Angolan music scene: Paulo Flores and Bruno M. Featuring an artist of Paulo Flores’ stature is a major coup for someone like MCK, who, not too long ago, considered it too unsafe to even show his face in public and is still the subject of covert regime persecution. Perhaps Paulo Flores participation will help certain people get rid of some of their “misconceptions” regarding freedom of speech in music. From Paulo and Kapa’s collaboration spawned the beautiful song Nzala, a composition that highlights the precarious, shameful living conditions of an embarrassingly large part of Angola’s urban and rural population.

Kamama ou Kuzu is another standout in this album. Camama is the name of a famous prison in the outskirts of Luanda, while kuzu is slang for being imprisoned. In the song, Katro and Bruno M rap that “there are only two options: Kamama or Kuzu”. Much is said about Angolan kuduro but very little is said, internationally at least, about Bruno M, perhaps Angola’s most lyrically evolved and most socially-conscious kuduro artist. He’s in fine form on this one, equally adept spilling verses over a hip-hop beat as he is on a kuduro track; after all, there are many bridges between these two disparate but urban-born musical genres. Even if you don’t understand Portuguese, you can appreciate the delivery…

Bonus Track:

If you heard Bruno M and liked what you hear, there’s more. I mentioned above that he’s one of the most innovative kuduro artists working in Angola, and one that has positively surprised me; the lyrics of his kuduros read like social manifests, and his deft wordplay betray an uncommon intelligence rarely seen in this genre, which relies mostly on exhibitionism and materialism. A friend of mine called Bruno M’s music “conscious kuduro”, comparing to the conscious hip-hop movement. Take a listen to Por Cada Lágrima; when has kuduro been done like this before?


Nzala
Kamama ou Kuzu

Bonus Track:
Por Cada Lágrima


Ao começarmos a terceira etapa deste nosso perípelo pelo novo álbum do Katro, saltamos o Nomes, Rimas e Palavras, que já foi antes aqui postado, e chegamos então a dois dos mais fortes brindes do disco. As duas músicas contam com dois convidados de peso: Paulo Flores e Bruno M, dois artistas em grande forma musical. Ter um Paulo Flores no seu disco de certeza foi um grande momento para o Kapa; afinal de contas, não era há muito tempo que o Katro era persona non grata no panorama musical angolano. Aliás, ainda o é, mas a participação do Paulo talvez ajude algumas pessoas a despirem certos preconceitos. Da sua colaboração saiu uma canção linda, a Nzala, que relata o sofrimento e a dura realidade de um pedaço vergonhosamente largo da nossa sociedade.

Kamama ou Kuzu é outra que me faz carregar no repeat..."caminhos são dois, Kamama ou Kuzu." Está música mostra-nos um Bruno M em grande forma, eloquente, inteligente, com um rap deslumbrante e incisivo. Que prazer ouvir-lhe. Demonstra mais uma vez as pontes entre o kuduro e o rap...o mano até parece um natural. O Kapa, como é hábito, dispensa comentários. A letra, os versos dos dois, são para ser ouvidos várias vezes e com atenção.

Bonus Track:

O Bruno M é um dos melhores kuduristas em Angola, e com certeza o que mais me surpreende. As letras dos seus kuduros são manifestos sociais e de uma inteligência invulgar no mundo materialista e exibicionsitas do kuduro. Um amigo chamou-o, e muito bem, de kuduro consciente. Uma escuta ao Por Cada Lágrima o dirá porquê: quando é que já se fez kuduro assim?



1 comment:

Mulheres de Antenas said...

OLÁ!
MUITO BOM O SEU ESPAÇO.
SAUDAÇÕES BLOGUEIRAS.

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