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Tuesday, February 8, 2011

RelachTOTAL 120 60, by Coca o FSM

Coca o FSM, by Xagas
It's called RelachTOTAL 120 60 and it's Coca o FSM's newest mixtape in several years. It also marks Caipirinha Lounge's first foray into Soundcloud, so you can expect to see future Lounge mixtapes, playlists, and podcasts streamed and distributed this way for instant download. Also available for instant download is the mixtape below, which has Vai e Vem as perhaps its best song, (it starts about 21 minutes into the mixtape) after Imagina Só of course. For those of you not familiar with the Coca's beautiful music, or with Afrologia, this site is full of it. Here's your introduction.

RelachTOTAL 120 60, by Coca o FSM by Caipirinha Lounge

Chama-se RelachTOTAL 120 60 e é a mais nova mixtape do Coca o FSM e a sua primeira em vários anos. Também marca a entrada do Caipirinha Lounge no Soundcloud, website que será usado pelo lounge para a distribuição de diversas mixtapes, playlists, e um podcast ou dois para descarga imediata. Também disponível para download imediato está a mixtape acima, que tem em Vai e Vem talvez a sua melhor música (começa a uns 21 minutos do início da mixtape), a seguir a já conhecida Imagina Só. Para quem não conhece o Coca, este é uma bela introdução ao seu trabalho, mas os mais curiosos podem pesquisar este site, que está cheia de trabalhos dele e dos Afrologia. Podem começar aqui.

Caipirinha Lounge no Soundcloud

Coca on Myspace

Wednesday, September 29, 2010

Jazzmática

Their name gives us a clue of the type of sound they create: Jazzmática combines elements of jazz and hip-hop, but also dabbles in a diverse array of styles, such as neo-soul, nu-jazz, funk, bossa nova, reggae, afro-jazz and others. They're another example of Angola's thriving alternative music scene and might even remind you a bit of Afrologia. Their frontman, Helder Faradai, likes to refer to his band as "a matemática do jazz", or "the mathematics of jazz", which is where the band name comes from. Jazzmática has been around since 1999, slowly honing their sound and battling the many difficulties that come with creating music in Angola. They've been playing live here and there, appearing in Espaço Bahia, being featured in mixtapes and compilations, but thankfully their EP is due out later this year. A visit to their Myspace and their Soundcloud will give you a fresh taste of their music; my favorite song of theirs, Apenas Sei, features Rossana Rapozo and has a certain A Tribe Called Quest vibe to it.


Apenas Sei

O nome da banda já nos dá uma ideia do tipo de música que ela toca. Jazzmática é uma banda experimental que funde elementos de jazz e hip-hop, mas que também adiciona outros ritmos e estilos ao seu cocktail sonoro, tais como neo-soul, nu-jazz, funk, bossa nova, reggae, afro-jazz, enfim, misturar a música é uma coisa bela. São mais um exemplo da música 'alternativa' que se faz em Angola, a música que vale alguma coisa, aquele tipo de música que é feito com dedicação, suor, e amor. Talvez até te façam lembrar dos Afrologia. Diz-nos um dos membros da banda, o Helder Faradai, que o seu som é uma fusão de "jazz e matemática", daí o nome. Diz-me também o Helder que já existem desde 1999 mas que por vários motivos alheios ao seu control ainda não puderam lançar o tão esperado album; o mesmo deve saír ainda antes do fim do ano. Mas pelo menos conseguiram espalhar a sua música, a sua arte, por aqui e acolá, fazendo parte de mixtapes,  cantando com outros músicos, dando concertos no Espaço Bahia. Recomendo vivamente uma visita ao seu Myspace e Soundcloud para se ouvir mais sonoridades jazzmáticas, e aqui no Lounge deixo-vos com Apenas Sei com a participação da Rossana Rapozo, a minha música preferida deles. É tipo A Tribe Called Quest, versão angolana.

Friday, September 17, 2010

É já hoje! Afrologia ao vivo no Espaço Bahia, ft. Keita Mayanda e Leonardo Wawuti

Palavras pra qué? O poster diz tudo. Keita Mayanda e Leo Wawuti com os Afrologia...seguramente uma ocasião a não perder. Quem me dera estar na banda!

Wednesday, July 28, 2010

...Ainda Sobre os Afrologia

Friday of last week, Afrologia, made up of brothers Tuka (aka Soulbreakxtra) and Coca o FSM played live for only the second time in their careers. This time they came with a bassist, Tuka was programmer, a young kid was on keyboards, several backing vocalists including Kilates (coming soon to the Lounge), a DJ, and Coca on vocals. The venue was Elinga Teatro (or Temple, depending on who you read) and the crowd was as varied and cosmopolitan as Elinga crowds invariably are. Since the event was sponsored and promoted in part by Luanda Jazz Festival, we were there in force making noise, handing out fliers, and promoting the event. So it was in the company of friends and family that we jammed out to Afrologia's finest, such as Imagina Só, Parece que to ma testar, Snifakru with Kilates rapping into the mic, and others. At certain points the band would improvise at will and the effect was chilling. They're damn good and I hope they play again soon and more regularly. It was the perfect way to start the evening – broken beat tunes with nu-jazz, nu-soul with afro-beat, a style difficult to characterize with the Bay of Luanda as a backdrop. The event photos featured here are by my good man Salucombo over at Attelier das Mangueirinhas.

AfrologiaSexta-feira passada, os Afrologia, dos bradas Tuka (aka Soulbreakxtra) e Coca o FSM tocaram ao vivo pela segunda vez na sua curta mas recheada história. Desta vez vinheram com banda completa, incluindo um baixista, o Tuka como programmer, um puto muito forte nos keyboards, vários coristas (incluindo o Kilates, brevemente no Lounge), um DJ e o Coca como vocalista principal. O palco do evento não podia deixar de ser o mítico Elinga Teatro (ou templo, depende de quem lês) e o pessoal lá para assistir era variada e cosmopolita como o pessoal que frequente o Elinga sempre é. AfrologiaComo o evento foi também uma iniciativa do Luanda Jazz Festival, estávamos lá em força para fazer barulho, distribuir panfletos e promover o evento. Por isso foi na companhia de família e amigos que vibrei com o melhor dos Afrologia, tal como Imagina Só, Parece que to ma testar, Snifakru com a Kilates a dropar para o mic, e outras. É facto que os Afrologia são a melhor banda angolana a fazer o que eles fazem. A vibe é deliciosa, um nu-jazz electrónico com afro-beat, um estilo díficil de caracterizar. E a Baía de Luanda lá ao pé, emitindo a sua brisa sempre agradável. As fotos do evento aqui postadas são da cortesia do mano Salucombo do Attelier das Mangueirinhas.

Thursday, July 15, 2010

Luanda International Jazz Festival 2010: Afrologia ao vivo!

Foi com grande prazer que recebi o convite para ir ao concerto ao vivo dos Afrologia no dia 23 de Júlio at Elinga Teatro. Os Afrologia são compostos pelo Soulbreakxtra aka Tuka e o Coca o FSM. São sem dúvida o meu duo preferido de música electronica em Angola, os nossos Thievery Corporation. Sempre que estou em Luanda faço questão de ir às suas sessões vulgo Chocolate Quente no Elinga todas as quintas feiras para alimentar a minha alma, entornar algumas Cucas com o duo e claro, falar sobre música. A sua música é nutrição espiritual, como diria o MCK: jazzy broken beats, nu-jazz mangurra, muita soul e electronica, com afro-beat à mistura. Para esta performance serão acompanhados por uma banda de 6 ou 7 elementos. O concerto ao vivo será um pre-evento do Luanda International Jazz Festival, que iniciará uma semana depois. A baixo tem mais informações acerca do evento, e, claro, duas músicas clássicas dos Afrologia. Carne Fresca com a participação do Keita Mayanda, e Parece que to ma Testar.

It was with great pleasure that I received the invite to go to Afrologia's live concert on July 23 at Elinga. Afrologia is made up of Soulbreakxtra aka Tuka and Coca o FSM. They are without doubt my favorite electronic music duo in Angola (like our very own Thievery!) and I make it a point to go to their Chocolate Quente sessions at Elinga everytime I am in Luanda. After they're done destroying the decks we down a few Cucas and of course, talk about music. Their music is sublime: broken beats mixed with nu-jazz and soul, electronica with afro-beat, nourishing organic music that is good for the soul. For this live performance, they will be backed by a 7-member band, including vocalists and a percussionist. They are billing it as a pre-event to the Luanda International Jazz Festival, officially starting a week later. Below is a bit more information about the concert (in Portuguese). And of course, two vintage Afrologia tracks, Carne Fresca feat. Keita Mayanda and Parece que to ma Testar.

"No âmbito da colaboração do Movimento X com as entidades organizadoras do 2º Festival Internacional de Jazz de Luanda, será organizado um concerto com a banda Angolana Afrologia no Elinga Teatro \ bar na Sexta-Feira dia 23 de Julho de 2010 pelas 22h30. Esta banda tem tido um reconhecimento significativo no exterior do País e tem sido referida por vários críticos como sendo uma das melhores bandas de Soul de Angola.

Este evento será um pré-evento do 2º Festival Internacional de Jazz a acontecer em Luanda nos dias 31 de Julho e 1 de Agosto de 2010.

Criado em 2006/7 pelos irmãos Tuka (Soulbreakxtra) e Coca ( Faray sem Mobile), os Afrologia são uma banda Angolana que têm explorado e experimentado fórmulas inovadoras para fazer musica. Com influencias que vão desde o semba, jazz, musica electrónica ao soul, a sonoridade dos Afrologia é ao vivo qualquer coisa de contagiante.

O objectivo da criação deste projecto proveio da vontade desta dupla de irmãos em misturarem e acasalarem as suas produções individuais numa só. Coca com o seu alter ego “Faray sem mobile” utiliza influências de soul jazz e hip hop enquanto que Tuka “soulbreakxtra” está mais direccionado para o campo do jazzy broken beat.

Ao vivo, os Afrologia misturam elementos acústicos com electrónicos criando uma sonoridade envolvente e atmosférica. Normalmente os Afrologia actuam com cerca de 6 ou 7 membros ao vivo, contando com um teclista, dois vocalistas (principal e secundário), três coristas e um percussionista ou baterista. A última actuação da banda foi há cerca de um ano atrás justamente no Teatro Elinga. O preço dos bilhetes para o concerto na Sexta-Feira dia 23 de Julho de 2010 pelas 22h30 será de 1.000 AKZ.

O Movimento X tem estado bastante activo produzindo uma série de eventos em colaboração com a sua residência no Elinga Teatro nos últimos dois anos organizando uma série de eventos musicais, culturais, workshops, exposições de fotografia e pintura. Exemplos de eventos já realizados a nível de concertos musicais de artistas nacionais incluem a passagens de nomes como Wyza, Paulo Flores, Eduardo Paim, Kizua Gourgel e Banda Contrastes."

Carne Fresca
Parece que to ma Testar

Espalhem a mensagem!

Mais informações da Banda Afrologia:
http://www.myspace.com/afrologia

Mais informações do Movimento X: http://www.facebook.com/profile.php?id=1156645002

Mais informaçãoes do 2º Festival de Jazz Internacional de Luanda:
http://www.luandajazzfest.com/"

Thursday, April 29, 2010

No estúdio com Coca o F.S.M. / In the studio with Coca o F.S.M.

Lounge favorite Coca o F.S.M. recently did an interview for Wakuti Música, where, among other things, you learn about his real name. Take a look (Portuguese only)! Listen to his Imagina Só song here.

Um dos artistas preferidos do Lounge, o Coca o F.S.M. concedeu recentemente uma entrevista ao nosso blog vizinho Wakuti Música. Entrevista interessante aonde é possível descobrir o nome verdadeiro do Coca! Curte o Imagina Só aqui.

Tuesday, March 2, 2010

Coca o F.S.M.

Back in December of 2009 I told you about DJ Soulbreakxtra, who also goes by Tuka and livens up the scene at Luanda’s Elinga Bar on Thursday nights. You get extra points for remembering that I mentioned that Tuka has a brother who shares the DJ booth with him at Elinga. Together, they form Afrologia, and turn Thursday nights into a delicious mix of good music, good vibes, and good people, mingling about in that open-air patio, taking in the sweet Luanda air and looking out over the Marginal. That man who shares the booth with Tuka? He’s Coca o Faray Sem Mobile (or F.S.M. for short, if you don’t paticularly feel like saying that mouthfull), and you can actually hear his vocals on “Olha So Quem Vem La”.

Click on Imagina Só. If you ever been milling about in Luanda on one of those balmy summer nights, driving through the Ilha (hear those waves at the beggining...?) or just relaxing about in your quintal, you’ll appreciate the soothing qualities of this tune. Hell, if you’ve ever been milling about outside during a balmy night anywhere, you’ll appreciate this tune. If you enjoy soft piano loops, neo-soul and jazz, chill electronica, and a dose of afro-beat, you’ll appreciate this tune. Coca is doing exciting things with his music and is part of a growing number of angolan ‘underground’ musicians who are experimenting with the aural delights of mixing electronica and afro-beats, break-beats and jazz, neo-soul and hip-hop.

In the same vein there’s Relachtotal, another chilled, laid-back jam with hip-hop influences and a little surpsise at 4:09; also included here is Os Teus Pais Não Estão em Casa, whose trippy breakbeat is a bit more fast paced than the others. Music like this, you can listen to for ages…check out the Myspaces below for more of this good stuff. Angolan electronica, at its best.

Imgania So
Relachtotal
Os Teus Pais Não Estão em Casa

Em Dezembro de 2009 falei-vos do DJ Soulbreakxtra, também conhecido como Tuka, que é um dos animadores principais das noites do Chokolate Quente no Elinga Bar. Disse-vos que o Tuka tinha um irmão que partilhava com ele a ‘mítica’ DJ deck do Elinga, e que juntos formavam os Afrologia, deliciando a plateia lá em baixo com uns sets recheados de soul enquanto sentiam os saborosos ventos refrescantes vindos da Marginal, ali mesmo ao lado. O homem que partilha o set com o Tuka? Nada menos que o Coca o Faray Sem Mobile (ou F.S.M, pra quem não está para grandes aventuras etimológicas), irmão do Tuka e cantante no brinde “Olha So Quem Vem La”, brinde este que me acompanhou na minha viagem para Luanda em Dezembro.

Clica ainda no Imagina Só. Sente ainda a maneira que a música começa. Essas ondas, serão da Ilha? Não sei, mas apetecem. Mesmo. Pra quem ja sentiu na pele uma noite em Luanda, a maneira que a brisa nos acaracia levemente quando andamos pela Ilha ou o calçadão, ou a maneira que o ar doce da cidade nos entra quando estamos a relaxar no quintal com os primos, sentirá no fundo este som, leve, particular. O piano loop faz-nos acalmar. Pra quem nunca sentiu uma noite em Luanda, qualquer noite quentinha de verão tem o mesmo efeito. E pra quem nunca sentiu isso, então basta ser fã de neo-soul e jazz, electronica e afro-beat, para apreciar este som. O Coca, o Tuka, e outros, são parte de um crescente grupo de músicos angolanos que estão a experimentar a música electronica e a fusão desta com o afro-beat, o break-beat, o jazz, o neo-soul e até o hip-hop. São pioneiros.

Curtam também Relachtotal, que soa mesmo como o seu título. Curtam a maneira que ela desvia um pouco no minuto 4:09, uma agradável surpresa. Incluída aqui está também Os Teus Pais Não Estão em Casa, para ser tocada mesmo nessas ocasiões...malandras. Tem um beat um pouco mais energético que as outras. Música como esta, é para se ouvir com um sorriso na cara. Para paragem obrigatória, estão em baixo os links dos Myspaces destes músicos.


Faray Sem Mobile on Myspace
Soulbreakxtra on Myspace
Afrologia
Soulwatt Productions

Monday, March 1, 2010

Late Nite Lounge Vol. 15: Catya Maré

Catya Maré
The music that this Danish musician creates is beautiful. Catya Maré does an amazing music thing with her violin - she gives it a voice. I've never really listened much to classical music nor its more modern reinterpretation, which is Catya's genre of choice. But what makes her album appealing is how accessible it is: it's her violin mixed with electronica, jazz, Celtic, and new age, among other genres. I think the powers that be call it "classical crossover", and her music has won her several musical awards. It's a soothing listen, and it goes well with those dark, cozy, quiet, winter nights. Light Longing is a lovely companion for that sort of evening, a unique expression of love where the words are sung by her violin. It's on her latest album, Destination Love, available in all those good places where good music is sold (iTunes, Amazon, etc)

Light Longing

A música que esta senhora dinamarquesa cria é linda. Ela chama-se Catya Maré e faz do seu violino a sua voz, dando lhe sentimento, emoção, ternura, em fim, dando-lhe vida. Nunca fui grande consumidor de música clássica, que é a sua fonte de inspiração. Mas um dos pontos fortes da música da Catya é que a mesma é acessível, já que mistura o violino com genres modernos, incluindo a electronica, o jazz, o new age, o Celtic, e por aí em diante. Os críticos chamam isso "classical crossover", e a sua música ja ganhou vários prémios. Destination Love, nome do seu CD mais recente, é daqueles discos que depois de um dia particularmente cansativo, ou numa destas noites frias de inverno, caem como água. Light Longing, a música aqui incluída, é perfeita para este tipo de noite...uma carta de amor onde as palavras são escritas por um violino. Consta no tal Destination Love, album que pode ser comprado em todos os sítios do costume (iTunes, Amazon, etc).

Catya Maré on Myspace
Catya's official site

Wednesday, February 3, 2010

Patricia Marx

For those quiet nights that you want to go on forever, for those times you’re sipping a caipirinha and wishing you were home, or for those occasions where it's just the two of you and you want the night to go somewhere interesting, Patricia Marx does the trick. Patricia’s musical career turned a distinctive corner after her marriage to Bruno E. He’s a well known electronica, nu-jazz, and neo-soul DJ from Brazil who was instrumental in the production and feel of Patricia’s first electronica CD, Respirar (Breath). Reinventing herself as an electronica artist after her teenage career in the Brazilian teen band Trem de Alegria, Patricia Marques de Azevedo (her real name) has definitely found her niche. Her music is slinky cool and seductive, understated and classy, albeit slightly monotonous at times. Chegou and Nova Dimensão feature her sweet voice singing Portuguese lyrics in a downtempo atmosphere, while her collaboration with MC Kontrol is a more upbeat side of her, reminiscent of the breakbeat and drum’n’bass rhythms of DJ Patife and Electro Côco.

Chegou
Nova Dimensão
Earth

Para aquelas noites serenas que felizmente nunca mais acabam, ou então para aqueles momentos em que estás a beber uma caipirinha e a sonhar com o regresso às brisas da ‘banda’, ou mesmo para aquelas noites em que estão só vocês dois e a cena promete, a Patricia Marx é uma opção inspirada. A sua carreira musical começou na banda adolescente brasileira Trem de Alegria, e quando chegou o seu tempo, embarcou numa carreira à solo. Mas foi após o seu casamento com o Bruno E, conhecido productor brasileiro com um gosto enorme pelo nu-jazz, neo-soul, e a electronica, que o seu estilo artistico transformou-se. Respirar, produzido por Bruno E, foi o primeiro CD de música electronica da Patricia Marques de Azevedo (seu nome verdadeiro) e pelo que se pode ouvir por aqui, foi a escolha certa. A sua música é sedutora, muito cool e pausada, sofisticada até, mas de vez em quando pode tornar-se repetitiva. A sua voz doce desfila-se orgulhosamente em Chegou e Nova Dimensão, e na música que ela faz com o MC Kontrol pode notar-se o lado mais aventureiro dela, num drum’n’bass que faz lembrar o DJ Patife e os Electro Côco.

-Photo by Felippe Baenninger

Patricia Marx on Myspace
Respirar on Amazon
Look for her eponymous album on iTunes

Thursday, January 7, 2010

Late Nite Lounge Vol. 9: Language 12, by Marcus Wyatt

Marcus WyattDim your lights, click on Gone, let it course through you, then play Two Short Stories For The Seven Steps, followed by The Invaders Plan – Part One, while I tell you a story about a man named Marcus Wyatt and his album Language 12.

He comes from Port Elizabeth, South Africa, and this week’s very delayed Late Nite Lounge (do not fight Angolan internet – you will lose) is exclusively his. I first heard of Marcus Wyatt when he came to Luanda for the city’s first International Jazz Festival last year. But I merely limited myself to putting his name on that post and didn’t actually listen to his music. I brushed it aside at the time because it wasn’t Lusophone. Then when I came home to Luanda a couple of weeks ago I found his autographed CD lying in my room, compliments of my cousin Songay who worked at the Jazz Festival. Songay’s effusive recommendation was that I listen to the album Language 12 (at full volume), because it was that good.

African jazz is hard to come by unless you know where to look, and South Africa is an excellent starting point. Marcus Wyatt is perhaps the country’s best known trumpeter, but is also a composer and an able producer. He’s played in Jazz Festivals around the world and performed with some heavyweight artists, including Miriam Makeba, Jimmy Dludlu, Manu Dibango, and the Stockholm Jazz Orchestra. The album Language 12 is his collaboration with other South African jazz musicians and is at once dark, smoky, eclectic, experimental, adventurous, and African. Tracks like Gone meander in and out of consciousness, never rushing and never stressed, punctuated by that throaty female voice singing in our years. Two Short Stories For The Seven Steps is Wyatt’s fusion of jazz with drum & bass, with his ringing trumpet always present. The Invaders Plan is perhaps the most interesting track on the album, featuring spoken lyrics whose content is worth rewinding and playing again, and a lovely woman’s voice rapping to us in a South African language I don’t readily recognize (is it Xhosa?). One thing I do know: there aren’t many jazz albums like Language 12.

Gone
Two Short Stories For The Seven Steps - Part One
The Invader's Plan - Part One

-Photo by Christo Doherty

Marcus Wyatt's oficial website
Wyatt on Myspace

Tuesday, December 29, 2009

Bossacucanova

BossacucanovaDJ Marcelinho da Lua on the turntables, Mário Menescal on bass, and Alexandre Moreira on the keyboards make up one of the most talented and adventurous electronica bands in Brazil, with a kick-ass name to boot. Bossacucanova, they call themselves. This audacious trio has been remixing timeless bossa nova classics and also offering original grooves of their own, taking us along an aural journey of breakbeats peppered with ukulele flair, turntablism doused with sensual bossa flavor, electronica with breathy Portuguese vocals. Bossacucanova have released three albums, but my favorite, the one that really gets me, is Uma Batida Diferente, their latest one. A quick peek at the cast of characters shows us names like Zuco 103, Marcos Valle, Cris Delanno, Max de Castro’s brother Simoninha, and Celso Fonseca, just to name a few; once you pop it in your stereo on a sunny summer day in Luanda, it’s hard to turn the thing off.

My three favorite songs of the album are featured below. Feitinho Pro Poeta is the band’s reinterpretation of a Baden Powell and Lula Freire composition, and it’s the first song I heard of this album, which plays beautifully from start to finish. Next is Cris Delanno’s version of Águas de Março, that marvelous bossa nova classic that Elis Regina sang so well many years ago and which remains as sweet and genius as it did back then. Dalanno, who’s Brazilian-American, makes it sound almost as good even though she sings it in English. To round things off nicely is the beautiful, jazzy, Previsão, one of the most played songs in my iPod. It features Adriana Calcanhotto and is maybe the best track on the entire CD, which is no easy feat. These pieces of aural sunlight might turn even the winterest of days into a warm, balmy Rio experience – a caipirinha will definitely smooth things along.

Feitinho Pro Poeta
Aguas de Marco
Previsao

DJ Marcelinho da Lua na mesa de misturas, Mário Menescal no baixo, e Alexandre Moreira nos teclados formam uma das bandas mais talentadas e aventureiras do movimento electrônico do Brasil, com um nome a maneiras. Chamam-se Bossacucanova, e aposto que ninguém o esquecerá. Desde o seu primeiro disco juntos, este trio ousado tem estado a compor remixes dos mais admirados temas do estilo bossa nova, mas também fazem canções originais. As suas composições fazem uso do tradicional misturado com o comtemporâneo – ukeleles e breakbeats no mesmo som, ritmos electrônicos com sabor a bossa, downtempo cantado em português ofegante. Os Bossacucanova já lançaram três discos, mas o meu preferido de longe é Uma Batida Diferente, o seu disco mais recente. Se dermos uma olhada rápida para a lista de convidados veremos nomes como Zuco 103, Marcos Valle, Cris Delanno, Simoninha, irmão de Max de Castro, e Celso Fonseca, entre outros. Quando metes o album no stereo num dia ensolarado de Luanda, é difícil tirá-lo de lá.

Os meus três sons preferidos deste lindo album, em que nenhuma canção precisa de ser avançada, estão acima. Feitinho Pro Poeta foi a primeira canção do disco que eu ouvi, no Pandora Radio; é a reintrepretação da composição de Baden Powell e Lula Freire, com o mesmo nome. A seguir está a música imortal de Elis Regina, Águas de Março, cantado em inglês com um sotaque fabuloso por Cris Delanno, que nasceu nos EUA de pais brasileiros. Não chega a ser tão boa como a versão Regina (ja que isto seria impossível) mas nunca pensei que esta música pudesse ser cantada noutra língua sequer. Para terminar temos Previsão com a participação de Adriana Calcanhotto, uma música muito bonita inspirada tanto por ritmos brasileiros como pelo jazz. É talvez a melhor canção do álbum. Estas músicas estão garantidas a aquecer os dias mais frios e cinzentos e ja dá pra fingirmos que estamos no Rio...uma caipirinha ajuda imenso, claro.

Photo: Bossacucanova no Morro da Urca, by rvkruger

Bossacucanova online
Bossacucanova's profile on their label, Six Degrees

Saturday, December 19, 2009

DJ Soulbreakxtra

SoulbreakxtraA couple of weeks ago curiosity got the best of me and I started reading more and more on the Elinga Teatro, a place whose history fascinates me. My interest in it stemmed from their originality and uniqueness in Luanda’s nightlife scene, a place where management (Movimento X) made use of an existing, historical structure and turned it into an eclectic, multi-cultural and multi-ethnic meeting point for Luanda’s cosmopolitan population, a place seemingly low on fuss and big on experience. One of the people who’s not only an integral part of the Movimento but also tasked with livening up the Elinga nights is DJ Soulbreakxtra, also known as Tuka and Carlo Cunha. Like many others from his generation, Carlo moved to Portugal and then England because of the war and expanded his musical horizons. It didn’t take long for him to discover Ataris, synthesizers, and the art of deejaying. Today, Soulbreakxtra is a refreshing addition to Angola’s underground fledgling electro-music scene, with his Africanized brand of nu-jazz, neo-soul, and electro-soul. I might be making up genres here, but that’s exactly how it sounds. Featured here is Olha So Quem Vem La, featuring Tuka’s brother and fellow DJ, Faray Sem Mobile, a song that’s nicely chilled but warm at the same time, with delicious hints of that sweet Luanda night air. Don't be fooled by how serenely it starts - this track packs a punch. Faray and Soulbreakxtra form DJ duo Afrologia, who make Thursday nights their own at Elinga. Be sure to check out their Myspaces below.

Olha So Quem Vem La

Umas semanas atrás a minha curiosidade levou-me a procurer mais e mais informações sobre o Elinga Teatro, desde as histórias e boatos sobre a sua demolição até a sua reinvenção como espaço cultural extraordinaire. A sua história fascina-me. Hoje é um lugar original e único na nossa metrópole, um lugar onde a sua gerência (Movimento X) conseguiu usar uma estructura com carácter para fazer dela um ponto de encontro eclético, multi-cultural e multi-étnico entre a comunidade cosmopólita de Luanda. Um lugar, segundo se diz, de pouco empurra-empurra e mais experiência. Uma das pessoas por detrás do Movimento mas também com a tarefa de abrilhantar as noites do Elinga usando a música é o DJ Soulbreakxtra, aka Tuka aka Carlo Cunha. Como muitos outros do seu tempo, foi parar a Portugal e depois a Inglaterra para escapar da guerra que nos assolou a todos, e passado pouco tempo descobriu o que há de bom na vida para qualquer amanta da música: Ataris, synthesizers, e a arte de deejaying. Hoje em dia, o Soulbreakxtra é dos poucos a explorar o neo-soul, nu-jazz, e electro-soul em Angola, mas felizmente faz parte de uma onda crescente de artistas interessados neste género. Incluída neste espaço está o brinde Olha So Quem Vem La, com a participação do seu mano e companheiro nestas lides, o Faray Sem Mobile. Não se engane pela forma serena como começa a canção, porque ela me aquece mesmo neste frio horroroso de Boston com os seus ares doces e tropicais da noite luandense. O Faray e o Soulbreakxtra formam a dupla Afrologia, que tomam conta das noites do Chokolante Quente do Elinga nas quintas-feiras. Uma passagem pelos seus Myspaces é obrigatória.

Coming soon: Soulbreakxtra's second single, Angola em Dezembro.

Soulbreakxtra on Myspace
Faray Sem Mobile on Myspace
Afrologia
Soulwatt Productions

Tuesday, December 15, 2009

Max de Castro, Part II: Orchestra Klaxon

Max de CastroIt’s late at night in this unforgiving Boston winter, but it’s cozy in my room and I’m in Brazil anyway, because Max de Castro is playing on the stereo. Our exploration into his sublime music continues with Orchestra Klaxon, his sophomore effort. After listening to this album for the last five days, I can confidently and happily say that it’s better than Samba Raro, which is a splendid fact because Samba Raro was really quite good. Orchestra Klaxon however, is brilliant. His blend of soul, jazz, bossa nova, samba, electronica, and hip hop continues to amaze me. It combines my favorite forms of music into a single musical identity, a new genre full of flair and personality. It was a lot harder to choose just three songs from this CD, but the ones I’m sharing with you here are classy and delicious. I mean, with a track name like “A História da Morena Nua Que Abalou As Estruturas do Esplendor Do Carnaval”, you can’t go wrong. Os Óculos Escuros da Cartola is another laid back, chill Brazilian electro-fusion track, but the exquisite one in this collection is O Nego do Cabelo Bom, featuring Brazilian funk/soul artist Paula Lima, whose velvety, husky voice adds just the right amount of sensuality to these socially conscious lyrics.

A História da Morena Nua Que Abalou As Estruturas do Esplendor Do Carnaval
Os Óculos Escuros da Cartola
O Nego do Cabelo Bom

Ja é de madrugada neste inverno sem piedade de Boston, mas o meu quarto continua aconchegante porque posso fingir que estou no Brasil. Afinal, tenho o Max de Castro a tocar na aparelhagem. A nossa exploração pelos seu universo musical continua com o seu segundo album, Orchestra Klaxon, que tive o prazer de ouvir durante os últimos 5 dias. Posso vos dizer com certeza que é ainda melhor que Samba Raro. Se Samba Raro ja foi o que foi, então o facto de ester ser melhor só poder significar que o cantor está a evoluir significativamente. É que o Orchestra Klaxon é brilhante. A sua mistura peculiar de soul, jazz, bossa nova, samba, electronica, e hip hop continua a pagar dividendos. É uma combinação dos meus estilos preferidos de música numa só identidade aural, um novo género cheio de personalidade e exuberância. É muito mais díficil escolher só três canções do CD para expor aqui, mas as três que escolhi aposto que serão do vosso agrado. Só o nome de uma delas, “A História da Morena Que Abalou As Estruturas do Esplendor Do Carnaval”, já dá uma certa curiosidade. Os Óculos Escuros da Cartola é outra excelente canção de estilo laid-back, electro-fusion brasiliero e relaxado, mas a verdadeira estrela aqui, a que me arrasa de todo, é O Nego do Cabelo Bom, feito com a participação da diva do soul brasilieiro, a Paula Lima. A sua voz ofegante funciona lindamente com a do Max de Castro, e torna esta música um tanto quanto mais sensual. A letra também é interessante...preste atenção.

-Photo by Transpira

Orchestra Klaxon

Monday, December 14, 2009

Late Nite Lounge Vol. 6: Intoxicating Basslines from England and Japan

Indigo Jam UnitAn arduous combination of exams, final papers, work, and my impending trip to Luanda (8 days) have made updating the Lounge a bit more difficult than I would like. But seeing how it’s the last night of the weekend, I couldn’t leave you (or myself) without this week’s Late Nite Lounge series. Turn up your headphones and make sure your bass settings are adequately programmed…

Here We Are feat. Lottie Child, by Spiral System (England) – Here We Are has the sickest bassline I have heard in recent memory. I first heard this song in my place of work and was transfixed, wondering who exactly became possessed enough to concoct this bass rhythm. Spiral System is formed by London duo Joe Crisp and Cliff Ovenden, and the alluring vocals you hear on this track are by Lottie Child, a multilingual diva with a penchant for climbing buildings. The band’s influences range from Thievery Corporation to Pharell to Miles Davis, and their debut cd In Your Dreams is one I’d play in the late hours of the night.

Arctic Circle, by Indigo Jam Unit (Japan) – Listening to Arctic Circle is an experience in and of itself. My favorite way to hear this track? With the room dark with mood lighting, the volume comfortably high, and my eyes closed. Sometimes I want to unwind and I play this track and only this track, and I feel reinvigorated. It begins innocently but once that bassline starts, it grabs you and doesn’t let go, and the piano just adds to the magic. Indigo Jam are one of two musical acts from Japan that I am familiar with (the other being the Yoshida Brothers) but if this is what jazz in Japan sounds like, I am hooked.

Here We Are
Arctic Circle

O frenezim do fim d’ano começou. Estes dias a minha vida tem sido um corre-corre recheado de exames, redacções, trabalho, e as actividades relativas a minha viagem para Luanda (faltam 8 dias!). Como resultado a actualização do blog sofreu um pouco. Mas já que esta é a última noite do fim de semana, não podia deixar de postar o Late Nite Lounge e tranquilizar a vossa madrugada. Agarrem os headphones e levantem o bass...

Here We Are feat. Lottie Child, por Spiral System (Inglaterra) – O baixo na música Here We Are é de outro mundo. Ha muito tempo que não ouvia um baixo tocado desta maneira. A primeira vez que ouvi este som foi no meu local de trabalho, e desde lá tenho sido refém da sua magia. Spiral System é um duo inglês formado por Joe Crisp e Cliff Ovenden, e as vocais desta música são da autoria de Lottie Childs, uma diva multilingüe que adora trepar edíficios (não estou a brincar). Esta banda foi influenciada por artistas como os Thievery Corporation, o Pharell e ate Miles Davis, e o seu album de estreia, In Your Dreams, é para ser tocado durante a madrugada, enquanto o resto da cidade dorme.

Arctic Cirlce, por Indigo Jam Unit (Japão
) – O acto de ouvir Arctic Circle é uma experiência em si. A miha maneira prefrerida de ouvir esta música é sentado na minha cadeira preferida, com a sala escura, onde as sombras são acentuadas pela luz do fundo, e o volume confortávelmente alto. Fecho os olhos e deixo a música ‘me levar.’ As vezes quando o stress começa a mostrar sinais alarmantes, basta tocar esta música para descontrair-me. Ela começa de uma maneira inocente, mas rápidamente o baixo toma conta de nós e não nos larga mais. Então quando entra o piano...aiué. Os Indigo Jam Unit são uma banda japonesa, a única banda daquele país que eu conheço depois dos Yoshida Brothers. Mas se o jazz no Japão é assim, ainda tenho muito que aprender (e ouvir).


- Photo: Indigo Jam Unit, by r-yow


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Indigo Jam Unit
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