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Friday, November 11, 2011

Terra e Água, by Electro Côco

Besides Amy Winehouse, Oliver Mtukudzi, Los Cafres, Tiken Jah Fakoly, a bit of Thievery Corporation and a dash of both Manu Chao and Bajofondo Tango Club, most of my week was spent listening to Electro Côco's album Côco do Mundo. I've talked about them here before, and also posted the Buscemi remix of their song 'Terra e Água'. But as is often the case with remixes, the original is better. I love the juxtaposition of the electronic drum n' bass beat with the more organic acoustic guitar and samba rhythm, as well as Vivani Godoy's always pleasant vocal. This song makes for an excellent sundowner.

Terra e Água

Para além da Amy Winehouse, Oliver Mtukudzi, Los Cafres, Tiken Jah Fakoly, um pouco de Thievery Corporation e uma pitade de Manu Chao e Bajofondo Tango Club, passei grande parte da minha semana a ouvir o álbum Côco do Mundo, pelo grupo Electro Côco. Já falei sobre eles neste epaço, bem como postei um remix feito por Buscemi da música que faz o título deste post. Mas como muitas vezes é o caso com remixes, a versão original é melhor. Aprecio a justaposição do drum n' bass electônico com o som mais orgânico feito pela guitarra e o samba, e, claro, a sempre agradável voz da Viviani Godoy. Esta música é perfeita para o fecho de mais um dia.

-Photo by axelvdb

Wednesday, November 9, 2011

Caipirinha Lounge Cinema: Não sei se vou te amar, by Nástio Mosquito



Nástio no seu melhor. Leia sobre o seu novo álbum aqui.


Nástio at his best. Read about his newest album here.

Wednesday, May 11, 2011

Saindo do Armário (My Blue Print), by Nástio Mosquito

Nástio Mosquito is one of the most talented, contemporary Angolan artists I know. He is a man of several aptitudes, equally at home as a performance artists on a stage, or a spoken word maven, or as a voice behind a microphone, laying lyrics on a beat. He's been featured here in the Lounge before, in June 2010 to be exact, where I shared with you some of his earlier work. Since then, Nástio has come out with a much more encompassing body of work, an album called Saindo do Armário (My Blue Print).

I've been listening to it over the last couple of days (it's available pretty much anywhere you can buy a CD digitally, which I think is something more Angolan singers should do, as it is a really good way to have their music exposed to an exponentially larger audience, and isn't that hard to do) and have really enjoyed what I've heard. Each listen is a bit different. Saindo do Armário doesn't play like your normal album, in the sense that it sounds a bit more like a live theatrical/vocal performance, of someone reading a poem on stage to a beat and a guitar or two. In fact, four of the songs on it were recorded live. The album isn't your run of the mill accessible pop CD, and for that I applaud it...the artist's personality really comes through. Among the standout tracks on this 17 song 'blue print' is Phenomenon and the stellar Não Sei Se Vou Te Amar.

Phenomenon
Não Sei Se Vou Te Amar

O Nástio Mosquito é um dos mais talentosos artistas angolanos que eu conheço, um músico contemporâneo bem à medida da sonoridade em que vivemos. É um homem de várias artes, sentindo-se em casa no palco como performance artist, ou como contador de hisórias e leitor de poemas, ou mesmo como a voz detrás do microfone, liricalmente discursando por cima de um beat. Não é nenhum estranho aqui no Lounge, tendo já sido perfilado em Junho do ano passado, aonde partilhei convosco o seu trabalho mais antigo. Desde então, o Nástio elaborou uma obra mais abrangente e completa, um álbum chamado Saindo do Armário (My Blue Print).

Tenho ouvido-o durante os últimos dias (o álbum está disponível em tudo que é canto onde se compra múscica em formato digital, um exemplo fácil que eu acho que muitos artistas angolanos deveriam seguir para que a sua música seja apreciada por uma audiência muito, mas muito maior) e tenho apreciado o seu trabalho. Cada audição é um pouco diferente. Saindo do Armário não toca como um CD normal...ás vezes mais parece que estamos diante de uma peça teatral, de alguém que lê um poema em palco ao som de um batuqe e talvez uma guitarra. Inclusive, quatro músicas do album foram gravadas ao vivo. O CD não toca como algo genério accessível para todos, e isso torna-o um trabalho único, de um artista que deixa a sua personalidade prevalecer. Entre os melhores temas do disco estão as músicas Phenomenon e a brilhante Não Sei Se Vou Te Amar. 

Nástio Mosquito on Myspace
Nástio's Official Website
Nástio on Youtube

Wednesday, September 22, 2010

Zuco 103: After the Carnaval, the Remixes

Perhaps the biggest draw in Zuco 103's music, besides the stellar arrangements and vibrant electronic instrumentals, is Lilian Vieira's voice. Jussara continues to be one of my favorite tracks ever mostly due to the fact that it's her voice that croons over the soft, lush bossa rhythm. So it's not surprising that even when the rhythm and arrangements are outside Zuco's control and rather remixed and remastered by an excellent cast of DJs and producers, as in the recent album of Zuco 103 remixes, After the Carnaval Retouched, Lilian's voice still holds her own and adds a distinct sensuality to the music. The Retouched version of Zuco's album After the Carnaval features work by DJ Patife, Primal View, Waft Corp, Bossacucanova, among others. The Holland-based, Euro-Brazilian trio that is Zuco 103 continues to fun, sophisticated, eclectic music.

My favorite tracks on this remix album are best enjoyed when the lights are dim and those wine glasses are close to empty. It's when the conversation is engrossing but your mind is yearning for music that complements the mood. Zuco 103 is that music: Volta, remixed by Bossacucanova, Pica Pau, a Zuco 103 original, and the aptly named Madrugrada, remixed by Primal View. Excellent reworks that respect the originals. Time for that refill...

Volta (Bossacucanova Remix)
Pica Pau
Madrugada (Primal View Remix)

O que mais me atrai, o que mais me chama a atenção na música dos Zuco 103, mais do que os seus arranjos d'outro mundo e as suas lindas instrumentais electronicas, é o timbre da voz da Lilian Vieira. Ás vezes, a voz faz a banda. Jussara sempre será uma das minhas músicas preferidas pela forma como a voz da Lilian Vieira derrete-se por cima dos tons leves e íntimos daquela bossa. Por isso não é de estranhar que mesmo quando os arranjos e os ritmos das músicas não estão ao cargo dos Zuco 103, mas sim remisturados e 'remixados' por terceiros como aconteceu no seu recente album, After the Carnaval Retouched, mesmo assim a voz da Lilian sobresai e dá uma outra sensualidade ao som. A versão 'remixada' do último album de Zuco 103, After the Carnaval, tem misturas do DJ Patife, Primal View, Waft Corp, Bossacucanova, entre outros. A banda, radicada na Holanda e composta por uma brasileira (a Lilian) e dois europeus, continua a fazer música ecléctica da boa.

Os meus temas preferidos neste album são para ser ouvidos com as luzes 'baixas' e o copo de vinho quase no fim. É para aqueles momentos em que a conversa está doce mas a tua alma pede alimentação, pede música, música que vá com o ambiente. Os Zuco 103 criam esta música: Volta, misturada pelos Bossacucanova, Pica Pau, uma original do grupo, e a Madrugada, que pelo nome já diz tudo (remixada por Primal View). Excelentes remixes que respeitam os orginais.

-Photo 1: Lilian Vieira, by Alter-Nativa
-Photo 2: Zuco 103, by joeless1

After the Carnaval Retouched on Amazon
Zuco online

Friday, June 11, 2010

Nástio Mosquito

'Crazy' is relative.

As we grow up through childhood, adolescence and later adulthood, our brains are formatted and molded so that we are able to label things and people as 'normal' or 'crazy'. Seen from these lenses, Nástio Mosquito seems insane. He doesn't fit the mold, by any stretch of the imagination. When my cousin Songay Pinto gave me his DVD and music a couple of days ago, my sister said something to the tune of "This Mosquito guy is crazy. Like, literally c-r-a-z-y." I saw the DVD, I listed to the music and I can understand why she would say that. He says some pretty ridiculous, outlandish things. But me, I like Mosquito. I think he's innovative, very talented, and yeah, he has a healthy amount of crazy in him. We all do. He just decides to let it all out. The art he creates is brilliant. A true artist, the man is a musician, poet, performer, videographer, and spoken word artist, all at once. And I don't think he cares at all what you think about him.

Included in this post are two 'songs' which are really just spoken word monologues to the tune of rhythmic drum & bass. They're names - Two Naked Man and Three Naked Man - defy explanation. Just go with it. Perhaps the best way to attempt to understand Nástio Mosquito is to visit his websites, provided below, and to listen to his rants.

And most importantly, if you are in Luanda, the man is performing live tomorrow at the Espaço Bahia at 20:00 if I'm not mistaken. See you there.

Two Naked Man
Three Naked Man

Ser 'maluco' é relativo.

Ao modo que vamos crescendo e desenvolvendo as nossas mentes, passando pela nossa criancice, adolescência, e depois a vida de adultos, os nossos cérebros são formatados e moldados para que sejamos capazes de distinguir coisas e pessoas como sendo ‘normais’ ou ‘malucas’. Seguindo este racioncinio, o Nástio Mosquito não bate bem. Não encaixa em nenhum formato que formamos nas nossas mentes. Quando o meu primo Songay Pinto (a minha biblioteca, jura) deu me o DVD e algumas músicas do Nástio, a minha irmã disse “Esse Mosquito é maluco! Completamente!” Vi então o DVD, ouvi as músicas e posso compreender porque é que ela disse aquilo. O homem diz coisas completamente ridículas. Mas epa, eu gosto dele. Às vezes é bom ouvir coisas fora do ‘normal’, coisas que nos fazem olhar para o mundo de outra maneira. Acho ele inovador, criativo, e claro, maluco, mas um maluco saudável. Porque maluco somos todos, só que uns conseguem internalizar a sua maluquice melhor do que outros. O homem é artista a sério: músico, poeta, videographer, entre outras habilidades. E acho que não quer lá saber se o achamos maluco ou não.

Incluído neste post estão duas ‘músicas’ que não são bem músicas mas sim discursos ao som de um rítmico drum & bass. Os seus títulos, Two Naked Man e Three Naked Man, carecem de explicação. Aceita só. Talvez a melhor maneira de tentar perceber este artista é visitar os seus websites (links abaixo do post) e ouvir os seus ‘discursos’.

E o mais importante. Para quem estiver em Luanda, ele vai actuar amanhã no Espaço Bahia por volta das 20:00, salvo erro. Nos vemos lá.



Nástio Mosquito on Myspace
Nástio's Official Website
Nástio on Youtube

More info

Saturday, February 13, 2010

DJ Marky

DJ MarkyHe’s absolutely brilliant. One of Brazil’s most influential disc jockeys, DJ Marky is credited with helping spreading the drum’n’bass craze to London, where he has become very successful, and then the world. Born in Brazil’s musical hotbed of São Paulo, DJ Marky (Marco António Silva) quickly established a following there once he found out how sexy drum’n’bass sounds when you mash it with bossa classics or a ringing voice like Fernanda Porto’s. The Brits found out too and he started getting awards from BBC for being so goddamn good. The man can scratch. Together with DJ Patife, he is taking Brazilian drum’n’bass into an exciting new direction that could very well become even more popular than it already is.

Included here are two of his best known songs. LK is my favorite one, and it being Friday night I suggest you put it on your stereo, at high volume, before you get out that door. LK is one of those songs that once you hear, it won’t leave you alone. It's a remix of a Jorge Ben & Toquinho song and it's sweetly addicting. I heard it again last night and have been humming it ever since. The other track posted here is a collaboration he does with the lovely Fernanda Porto, called Sambassim. Another club-ready track that’s elevated by Fernanda Porto’s vocal abilities. Press play, feel the music, and have a happy Friday night.

LK (Carolina Carol Bela)
Sambassim

Este homem é bom. Chega a ser brilhante. Um dos mais influentes DJs brasileiros, o DJ Marky é um dos responsáveis pelo alastramento do drum’n’bass brasileiro pelo mundo afora. Tem uma popularidade imensa em Inglaterra onde ja ganhou vários prémios pela BBC e não só. Nascido em São Paulo, a capital musical do Brasil, o DJ Marky rápidamente se apercebeu quão sexy é misturar o drum’n’bass com o bossa nova ou com as vocais deslumbrates de Fernanda Porto. E o homem é DJ no verdadeio sentido da palavra. Li relatos de festas que ele abalava desde a sua tribuna de disc jockey. Ele e o DJ Patife estão a fazer coisas sérias com o drum’n’bass brasileiro, tornando-o mais popular do que ja é.

Incluídas aqui estão duas das suas músicas mas conhecidas. LK é de longe a minha preferida do album dele The Brazilian Job. Sendo hoje sexta-feira, aconselho-vos a botarem o som na aparelhagem e a subirem os décibeis antes que saiam pela noite afora. LK é daquelas músicas que ouves uma vez e não paras de cantar...ouvi-la outra vez ontem à noite e hoje ainda estou com ela na cabeça, assobio a música baixinho. É uma remix de uma canção do Jorge Ben & Toquinho. A outra música postada aqui para a vossa sempre fiel apreciação é Sambassim, colaboração que o DJ Marky faz com a talentosa Fernanda Porto. Outro drum’n’bass que em que o nível é elevado por causa dos vocais doces da Fernanda. Carregue no play, sinta a música, mexa o corpo, e tenha uma feliz noite de sexta-feira.

-Photo by mas160

DJ Marky Online
DJ Marky on Myspace
Buy one of his greatest CDs, The Brazilian Job

Saturday, February 6, 2010

Cotidiano – Chico Buarque vs. Seu Jorge

Chico BuarqueChico Buarque doesn’t need an introduction. Certainly not one from me. His contributions to contemporary Brazilian culture transcends just music – besides being a singer, he is also a guitarist, composer, dramatist, writer, and poet, all the while maintaining a politically active outlook on his life that led to constant threats, clashes and eventual exile by the brutal Brazilian military dictatorship of his day. That didn’t faze Chico - he returned to Brazil after just a year abroad in Italy. I’ve always been struck by Chico Buarque’s clever wordplay, his inventive lyricism, and his skillful use of the Portuguese language. One of my favorite songs of his is Cotidiano, because of its lyrics – never has someone made their mundane day-to-day sound so poetic.

The original Cotidiano is a softly pulsating samba with a slightly off-centered feel to it, which gets all the more exacerbated as the track progresses; towards the end it becomes harder and harder to hear Chico’s lyrics. Marcelinho da Lua's remix featuring Seu Jorge is a groovy drum’n’bass adaptation that might fool you at first by its relatively calm samba intro, until it breaks free into a frenetic break-beat pace revitalized by Seu Jorge’s iconic voice and energy. An excellent way to compare and contrast the old and new in Brazilian music.

Cotidiano
Cotidiano (Seu Jorge/Marcelinho da Lua remix)

Seu JorgeO Chico Buarque não precisa de introdução, principalmente não uma vinda de mim. As suas contribuições para a cultura contemporânea brasileira vão para além da música. Não só é cantor, como também compositor, guitarrista, poeta, e escritor de livros muito bem recebidos pelo público. A sua dinâmica de vida é outra. Os seus protestos contra o brutal regime militar do Brasil valeram-lhe vários confrontos e até um curto exílio na Itália. Mas o homem não gosta de virar a cara a luta, e um ano depois estava de volta ao Brasil, usando o papel e a caneta para exprimir o que lhe ia na alma. Sou um admirador do liricismo de Chico Buarque, as suas letras, e o seu uso sábio da língua portuguesa, com a qual ele brinca. Olhem para a letra de Cotidiano – alguma vez o quotidiano de alguém foi exprimido assim tão lindamente, nesse tom tão poético?

O Cotidiano original é um samba leve, mas que ao longo da canção vai se tornando cada vez mais ‘estranho’, até que perto da canção torna-se díficil ouvir com claridade a voz do Chico. Talvez esse sentimento estranho seja a monotonia de um quotidiano que sempre se repete? A remix do Seu Jorge e o Marcelinho da Lua é em estilo drum’n’bass muito groovy, que também começa com um samba de leve, que de onde depois renasce um break-beat revitalizado pela voz ímpar e energética de Seu Jorge. A audição destas músicas uma átras da outra é uma forma interessante de comparar o novo e o antigo da música popular brasileira.


-Chico Buarque photo by Tomas Rangel
-Seu Jorge Photo by Rogerio Stella

Monday, February 1, 2010

Electro Côco

Viviani GodoyThis Amsterdam-based outfit is no stranger to Caipirinha Lounge; the steamy remix of their jam, Terra & Água, braced your ear drums last September. I still play that song regularly and like any curious music lover with too much time on our hands and an entire Sunday of intense procrastination, I decided to get their album Côco do Mundo and give it a proper listen. Their work of art is an exercise in lush Brazilian vocals supplied by the only Brazilian in the group, Viviani Godoy, and funky turntablism by DJ Graham B and producer Alain Eskinasi. The two songs posted here are indicative of their vibe. It’s an reinvigorating mix of electronica, jazz, samba, drum and bass, and acoustic guitars, enhanced by Viviani’s sultry voice. Coco do Mundo, the title track, and Se Eu Fosse Mais Do Que Posso are among the best tracks on the album. Coco do Mundo builds brilliantly and has a kick-ass bassline, while Se Eu Fosse Mais Do Que Posso drum and bass is truly infectious.

Coco do Mundo
Se Eu Fosse Mais Do Que Posso

Este trio sedeado em Amsterdão não é bem novidade cá no Caipirinha Lounge; já no longíquo més de Setembro o remix de uma das suas músicas, Terra & Água, foi aqui destacado para o vosso prazer aural. Ainda toco Terra & Água frequentemente e como qualquer amante de música num domingo fio em que a procrastinação é a ordem do dia, decidi dar uma escutadela séria ao seu álbum, Côco do Mundo. Os Electro Côco são peritos na já conhecida arte de misturar música brasileira com uma boa dose de drum and bass, electronica, jazz, e samba, abrilhantado pela voz energética da única brasileira do trio, a Viviani Godoy, e os skills de produção do DJ Graham B e o Alain Eskinasi. As duas músicas incluídas aqui, Côco do Mundo e Se Eu Fosse Mais Do Que Posso, estão entre as melhores do álbum. Côco do Mundo tem um começo electrizante e Se Eu Fosse Mais Do Que Posso é drum and bass no seu melhor, ou muito perto disso.

-Photo: Viviani Godoy, by demetzrobert

Viviani Godoy's website
Electro Coco's Coco do Mundo on Amazon
Coco do Mundo on iTunes
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