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Sunday, July 8, 2012

Luanda International Jazz Festival 2012


It's back and truly better than ever. The calibre of the artists performing in the fourth edition of Luanda's most acclaimed musical festival is of an astounding level and reads like a who's who of the Lounge's favorite artists. I'm particularly happy and proud for Aline, whose career growth I and this site's oldest readers have accompanied since the earliest days of Caipirinha Lounge; I'm happy for Carmen Souza, whose career has flourished as well since we were first introduced to her; I'm happy for all the Angolans who will have the pleasure of seeing artists like Asa, Concha Buika, and Sara Tavares in downtown Luanda. Although one name in particular jumps out amongst all the others for its relative anonymity among musicians of this skill and prestige (Coreón Du's inclusion has caught many people by surprise - we hope to be proved wrong), it's made up for by the sheer class of the other participants. Let's have a look:

Está de volta e melhor do que nunca. O calibre dos artistas que irão actuar na quarta edição do mais aclamado festival de música em solo angolano é de um nível estonteante e inclui vários dos cantores preferidos do Lounge. Estou particularmente feliz pela Aline, cuja carreira tanto eu como os leitores mais antigos do Lounge tivemos o prazer de acompanhar desde os primeiros meses deste site; estou feliz pela Carmen Souza, cuja carreira também acompanhamos com vários posts neste espaço; e estou feliz por todos os angolanos e não só que terão o prazer de escutar ao vivo vozes como a da Asa, da Concha Buika, da Sara Tavares e outros em plena cidade de Luanda. Há um nome, porém, que não sei bem o que faz nesta lista de grandes ilustres da 'world music' e do jazz internacional (falo específicamente do Coreón Du - só me resta esperar por engolir as minhas palavras, se for caso disso), mas a qualidade dos outros músicos na lista abaixo compensa. Veremos:

Abdullah Ibrahim
Aline Frazão
Asa
Boyz II Men
Carmen Souza
Cassandra Wilson
Concha Buika
Conjunto Angola 70
Coreón Du
DJ Darcy
DJ Djeff
Etienne Mbappé
Hubert Laws
Ivan Lins
Maceo Parker
Manu Dibango
Marcus Miller
Ricardo Lemvo
Sara Tavares
Stewart Sukuma
Tóto

The event's organizers have stepped up as well. They have an all-new website, sleek, interactive and inviting; their Twitter account is active and up to date, and they're constantly on their Facebook promoting events at Miami Beach Restaurant and giving out tickets for free. As always, if you're in Luanda, you simply can't miss this.

Os organizadores do evento também não se fizeram rogados. Têm um website novo, lindo, interactivo e convidativo; uma conta do Twitter que desta vez fazem questão de usar; e uma página do Facebook cada vez mais activa e participada onde se promovem concursos. Isto para não falar dos eventos no Miami Beach, onde é possível ganharem-se bilhetes de graça. Como sempre, se estiver em Luanda, este é um evento a não perder. Simplesmente isso. 


luandajazzfest.co.ao/

Monday, August 15, 2011

Caipirinha Lounge Cinema: Memórias do Luanda Jazz Festival 2010

Curtam este pequeno vídeo mostrando o que foi alegria do Luanda Jazz Festival do princípio ao fim, incluindo imagens das workshops, montagem do local do evento, e etc.

This little video captures the energy and expectations surrounding last year's Luanda Jazz Festival, including footage of the workshops, setting up of the event space, and more.


Source: www.luandajazzfest.com

(A qualidade não é das melhores / Image quality is a bit low)

Wednesday, July 6, 2011

Macy Gray to play in this year's Luanda International Jazz Festival

É oficial! A cantora americana Macy Gray fará parte da mais recente edição do Luanda International Jazz Festival e nos brindará com a sua música soulful. Ontém a Ritek anunciou os nomes dos restantes artistas que faram parte do Festival. A ler na press release que segue:

It's confirmed! Macy Gray will grace the 2011 Luanda International Jazz Festival with her soulful music. Yesterday Ritek announced the remaining artists that will take place in this year's Festival. The official press release, in English, is after the Portuguese version below:


"Os organizadores do festival superaram-se a si próprios com o 2º anúncio dos artistas, ocorrido no restaurante Miami Beach no dia 5 de Julho. O anúncio, muito antecipado pelo público, foi feito na última conferência de imprensa, que contou com uma casa cheia de profissionais afectos ao ramo da comunicação.

Actualmente na sua 3ª edição, o Luanda International Jazz Festival está a tornar-se muito rapidamente numa referência na industria musical mundial. Na segunda conferência de imprensa, o festival adicionou 8 artistas ao elenco que irá actuar no Cine Atlântico de 29 à 31 de Julho do ano em curso. Com isto, os organizadores do festival, que já é um dos ítens mais preponderantes no calendário de eventos musicais em Angola, esperam um espectáculo com lotação esgotada. O elenco final conta com a actuação de 19 arstistas de primeira classe no festival.

Encabeçando a comitiva Norte-Americana está a legendária Macy Gray, que se estreiará nos palcos de Luanda. Antecipa-se que a sua actuação seja uma miscelânea fenomenal de música da velha-guarda nos estilos hip-hop, R&B, funk e rock.

“Como podem imaginar, não é fácil contractar um artista de sua estatura – especialmente numa temporada muito activa”, diz entusiasmadamente António Cristóvão, o Director do Luanda International Jazz Festival. “A sua legião de fans confirmarão que a Macy actua em mais festivais de referência do que o espaço nos permite mencionar. Contudo, tivemos um factor à nosso favor – a Macy queria muito vir à Luanda. Para ela foi simplesmente isto”.

Gray encontra-se em muito boa companhia ao lado do trompetista, detentor de dois Grammy, Roy Hargrove, também proveniente dos EUA. Hargrove foi descoberto enquanto frequentava o ensino secundário por nada mais que Wynton Marsalis. Durante as duas últimas décadas o artista conseguiu afirmar-se como um dos melhores de sua geração. Ele liderou bandas no estilo Afro-Cubano, no jazz e no hip hop/funk/soul – tendo todas elas atingido um sucesso fenomenal.

Um dos factores que faz do festival um evento tão mágico é a celebração de estilos musicais ricos. O Cubano Gonzalo Rubacalba é um exemplo perfeito: um pianista de jazz de peso, originário de um país célebre por produzir mestres de piano, membro de um grupo muito selecto de artistas graças ao seus dois prêmios Grammy, 14 nomeações e 23 álbuns. Desde que escolheu o seu instrumento musical principal aos 9 anos de idade, as obras de Gonzalo Rubacalba cresceram de forma a abranger o exigente e mais animado bebop, como também as raizes mais poéticas da música Afro-Cubana.

“África... Ela é a minha mãe”, diz Fernando Araújo, mais conhecido por Yami. Tendo vivido em Portugal a maior parte de sua vida, Yami é um artista cujo trabalho é um monumento vivo do poder global da música africana. Nascido em Angola, ele espalha a sua paixão pelo Semba, pelo Zouk das Caraíbas e pelo Samba brazileiro onde quer que ele se apresente. Nas suas actuações ao vivo, Yami consegue exteriorizar, na sua totalidade, a energia e o optimismo dos ritmos lusófonos, cruzados em seu sangue e, como era de se esperar, a sua musicalidade é extraordinária. Os seus instrumentos de eleição são a guitarra e o baixo e naturalmente, ele canta em kimbundo.

Nascida em Torino, Itália, numa família apaixonada pelo jazz, Roberta Gambarini começou a tocar a clarinete aos 12 anos de idade. No culminar da sua adolescência, já ela se encontrava no circuito de festivais de jazz na Europa, mas foi após algum tempo, em Boston nos EUA, que a sua carreira realmente decolou. Até a data, Gambarini já se apresentou ao lado dos maiores artistas de jazz em todos os continentes – calorosamente, habilidosamente e com uma afinação impecável. A sua actuação em Luanda é um sonho realizado dos amantes de jazz locais.

O grupo local Banda Maravilha encanta os palcos e quadros da cidade desde 1993. Fundado por cinco músicos Angolanos, a banda maravilha construiu uma reputação com interpretações magistrais dos ritmos do Semba, e dentre as melodias das guitarras do grupo encontramos obras maravilhosas como Zungueira, um tributo ardente às mulheres de Luanda e às suas lutas diárias por seus filhos.

Não restam dúvidas quanto à fonte de inspiração de Kizua Gourgel, o artista começou a cantar com os seus pais aos quatro anos de idade. Kizua continuou, aprendendo a tocar a guitarra, actuando com o grupo As Gingas do Maculusso e posteriormente conquistando um grande reconhecimento e apreciação com “Tetembwa” e “Depois do Fim”. Com estes e outros grandes sucessos radiofónicos, Kizua fundiu as barreiras entre o pop, afro e jazz, enredando todos estes estilos na sua notável voz.
“O sucesso do Luanda Jazz Festival é inquestionável e nós seguimos o trabalho dos organizadores com grande entusiasmo, e por isso foi uma honra termos sido convidados a ser os patrocinadores de ouro da sua 3ª edição. Nós estamos totalmente conscientes da importância que a música tem na disseminação da nossa cultura e na promoção da nossa identidade nacional e, portanto, apoiamos as actividades desportivas e culturais adequadas ao nosso carácter como entidade com responsabilidades sociais.

Em seguida, da região da África Austral, o festival dá as boas-vindas à Sibongile Khumalo. Khumalo é conhecida como a primeira-dama do canto na África do Sul por um bom motivo – ela dedicou a sua vida musical à perfeição do mundo da ópera clássica e da música jazz! Khumalo já actuou com o legendário Jack de Johnette, cantou em casas de ópera na Europa e da mesma forma pode, muito provavelmente, ser ouvida explorando a música coral rica em tradições africanas na sua terra natal, a África do Sul. Não obstante à sua agenda, Sibongile Khumalo consegue dedicar parte de seu tempo como mentora, transmitindo os seus conhecimentos à jovens artistas. E felizmente para Luanda, este ano também compartilharemos de sua dócil inspiração!

António Cristóvão diz que “É bem verdade que estamos muito ansiosos com os artistas deste ano e estou muito satisfeito com a experiência valiosa adquirida dos 2 últimos anos deste evento. A organização sólida do festival possibilita que nos foquemos em proporcionar a melhor experiência na vida de nossos foliões.”

Isto finaliza o elenco de artistas previamente anunciados, que incluiu Dee Dee Bridgewater (EUA); Rui Veloso (Portugal); Spyro Gyra (EUA); Ismael Lo (Senegal); Emanuel Kanda (Angola); Moreira Project (Moçambique); Mayra Andrade (Cabo Verde); Simmons Massini (Angola); LiquiDeep (África do Sul/EUA) and Black Coffee (África do Sul).

Como nos anos anteriores, o festival mais uma vez proporcionará à artistas aspirantes uma oportunidade de obtenção de conhecimentos, directamente dos maestros da música. O programa de seminários do festival foi desenhado particularmente para permitir o intercâmbio deste leque de habilidades. Os músicos podem aprender técnicas prácticas e também ganhar uma compreensão da indústria musical. Adicionalmente aos famosos seminários musicais, os organizadores juntaram duas iniciativas ao já repleto festival. Pela primeira vez, este ano o festival introduz o curso de jornalismo cultural, que terá lugar na Quarta-Feira anterior ao festival e decorrerá por um periodo de 5 dias. Estes seminários serão conduzidos por facilitadores internacionas de renome. A série de seminários musicais do festival é um programa totalmente integrado onde músicos em desenvolvimento, jornalistas e o público em geral poderão interagir com profissionais estabelecidos num fórum educacional.

Estes seminários tencionam conectar os artistas com o público e outros músicos com interesses similares. Os artistas albergarão seminários interactivos onde, para além de falarem sobre as jornadas de suas vidas, também transferirão conhecimentos valiosos sobre os vários instrumentos que tocam. Os seminários serão curtos, apreciáveis e recomendados à músicos e estudantes de música.

A outra adição ao calendário do festival deste ano é a exposição de fotos inaugural. A exposição irá comemorar lendas culturais e fotográfos, prestando neste ano um tributo ao embaixador do jazz, Jerônimo Belo, pela sua contribuição à música jazz em Angola.

Os patrocinadores de ouro são o BPC e a Internet Technologies Angola. Apoios são prestados por várias instituições, nomeadamente o HTCA – o hotel oficial do festival, a Puromix, a DDM, a Elite Security, a ENSA, o Sol, o restaurante Miami Beach, a Expansão, a Ritek Rent-a-Car e finalmente, como parceiro radiofónico, a RFM.

“A Internet Technologies Angola (ITA) é, orgulhosamente, uma associada à 3ª edição do Luanda Jazz Festival como patrocinadora de ouro. Esperamos que o nosso investimento no Luanda Jazz Festival, que trará às margens de Luanda os maiores nomes da música jazz mundial, seja apreciado por amantes da música de todas as idades. O festival aumentou o seu vigor a cada ano e o nosso investimento contínuo irá, esperançosamente, auxiliar em fazer de Luanda um destino essencial para os amantes da música jazz espalhados por todo mundo”, diz Miles October, Director em Exercício da ITA.

Com o lançamento do segmento “Muata” (para indivídos de alta renda), esperamos que os novos incentivos financeiros unam a vasta disseminação da nossa música à iniciativas que nos encham de orgulho”, disse Sonia Antes, a Directora de Marketing do BPC, o patrocinador de ouro do evento.

Os ingressos serão comercializados à um motante equivalente a 8000 Kz para Sexta-Feira e 11000 Kz para os restantes dias (nomeadamente Sábado e Domingo). Estes estarão a ser disponíveis na Ritek Rent-a-Car, no restaurante Miami Beach e nos seguintes balcões do BPC: Nelito Soares, Agência Central, Sagrada Família, Samba, Maianga, 10 De Dezembro, Ilha, Centro de Empresas Miramar, São Paulo e Centro de Empresas Rua Rei Katyavala.

Para mais informações pode aceder o portal www.luandajazzfest.com ou contactar a nossa linha dedicada através do terminal 934 760 092.

Para informações adicionais relaccionadas à coberturas fotográficas, acreditação para o festival, entrevistas e questões concernetes aos artistas pode usar os seguintes contactos:

Boniswa Vaz Contreiras 923485308
Gonçalo da Silva 929418269

media@luandajazzfest.com"

*** *** ***

"Festival organisers have outdone themselves with the 2nd artist announcement held at Miami Beach Restaurant on Tuesday 5th July. The much anticipated second announcement was released to a full house of media at the latest press conference.


Now in its 3rd year the Luanda International Jazz Festival is rapidly becoming a worldwide name in the music industry. Organisers announced the additional 8 artists that will perform at Cine Atlantico from Friday 29th to Sunday the 31st July 2011. The festival is already one of the hottest events on the Angolan music calendar, with these new announcements, festival organisers are expecting a sold out show. The final lineup will see 19 top class musicians performing at the festival.

Leading the US team is the legendry artist, Macy Gray, who will make her debut appearance in Luanda.  Her performance is expected to be a phenomenal musical melange of old-school soul, hip-hop, R&B, funk, and rock.
 

"As you can imagine, it was not easy booking an artist of her stature –especially in the busy season’’, says an excited Antonio Cristovao, festival director for the Luanda International Jazz festival. ‘’Her millions of fans will tell you that Macy performs at more major festivals than space allows us to list.  But there was one factor in our favour - Luanda is where Macy wanted to be. For her it really was that simple’’

Ms Gray is in very good company with double grammy winning trumpet player, Roy Hargrove also from the USA. Hargrove was discovered as a high school student by no less than Wynton Marsalis. Over the past two decades he has managed to take his place as one of the greatest players of his generation. He has led bands in the Afro Cuban style; in jazz, hip hop/funk/soul- all of them phenomenally successful.

One of the things making the festival such a magical event is the festival celebrates rich music styles. Cubano Gonzalo Rubacalba is a perfect example: Here is a heavyweight jazz pianist from a country famous for piano masters and Rubacalba’s two Grammy Awards, 14 nominations and 23 albums have earned him membership of a very select club. Ever since he chose his main instrument at the age of 9, Gonzalo Rubacalba’s work has grown to embrace the most exciting and demanding bebop as well as the most poetic Afro Cuban roots music.

“Africa, she is my mother…” says Fernando Araujo better known as Yami. Living in Portugal for most of his life, Yami is an artist whose work is a living monument to the global power of African music. Born in Angola, he spreads his love for Semba, Caribbean Zouk and Brazilian Samba where ever he plays. In live performance Yami brings out all the energy and optimism of the funkiest Lusophone rhythms. They are mingled in his blood and as you can expect, the musicianship is extraordinary. Yami’s instruments of choice are guitar and bass and naturally, he sings in Kimbundo.


From Torino in Italy, Roberta Gambarini was born into a jazz loving family and started playing clarinet at the age of 12. By her late teens, she found herself on the jazz festival circuit in Europe and after some time in Boston USA, her career really took off. Today Gambarini has played among the greatest artists in jazz on every continent - with warmth, skill and impeccable timing. Roberta Gambarini’s performance in Luanda is a jazz lover’s dream come true.


Locally based group, Banda Maravilha has graced the stages and screens of the city since 1993. Started by five Angolan musicians, Banda Maravilha has built a reputation for masterful interpretations of Semba rhythms and within the group’s guitar melodies you will find beautiful works such as Zungueira, a passionate tribute to the women of Luanda and their daily struggles for sake of their children.

There is no doubt where Kizua Gourgel got his inspiration from; he started performing with his parents at the age of four years. Kizua went on to learn the guitar, he performed with Grupo Gingas do Maculusso and later gained much love and recognition for “Tetembwa” and Depois do fim”. With these and other radio hits Kizua has melted the boundaries between pop, Afro or jazz - they are all there wrapped in his remarkable voice.

‘’The success of Luanda Jazz festival is undeniable and we have followed the organization's work with great enthusiasm, and so for us it was an honour to be invited to be a gold sponsor of the 3rd edition of the Luanda International Jazz festival.  We are fully aware of the importance that music has on the dissemination of our culture and the promotion of our national identity and therefore we support the cultural and sports activities suitable to our flag as an entity of social responsibility. With the launch of our “Muata” segment (a segment of individuals with high income) we hope that the new financial incentives can unite the wider dissemination of our music and initiatives that make all of us proud’’ said Gold Sponsor Sonia Antes, Marketing Director for BPC.


Then from Southern Africa, the festival welcomes Sibongile Khumalo. Khumalo is well known as South Africa’s first lady of song for a very good reason- she has dedicated her musical life to perfection in the world of classical operatic music and jazz! Ms Khumalo has performed with the legendary Jack de Johnette, sung in opera houses of Europe and you are as likely to hear her exploring the rich African choral traditions at home in SA. Despite her schedule, Sibongile Khumalo still manages to spend time as a mentor passing on what she has learnt to young artists. And thankfully for Luanda this year, we get some of her sweet inspiration too!

Antonio Cristovao says “It is true that we are very excited about the artists appearing this year and I am glad that we have the valuable experience of the past 2 years behind the event.  The solid organisation allows us to focus on providing the most enjoyable experience for our festinos.”

This completes the line-up of the artists previously announced which includes Dee Dee Bridgewater (USA);  Rui Verloso (Portugal); Spyro Gyra (USA);  Ismael Lo (Senegal); Emmanual Kanda (Angola); Moreira Project (Mozambique); Mayra Andrade (Carbo Verde); Simmons Massini (Angola); Liquid Deep (USA) and Black Coffee from South Africa.

As in previous years, the festival will again provide aspiring artists with the chance to learn face to face from the masters of music. The festival’s music workshop program is specially designed for the sharing of a wide range of skills. Musicians can learn practical techniques and also gain insights into the music industry. In addition to the popular music workshops, organisers have added two new initiatives to the already jam packed festival. For the first time this year, the festival introduces the Arts Journalism course, which take place on the Wednesday prior to the festival and runs for a period of 5 days. This workshop will be run by experienced international facilitators: The festival’s music workshop series is a fully integrated program where developing musicians, public and journalists can interact with established professionals in an educational forum.

“Building a new generation of quality musicians is a potent way to fuel a vibrant, growing musical culture in Angola.  With this approach, we believe that the benefits for musicians, audiences and the music business can continue to grow beyond that one magical weekend.” said Rashid Lombard, partners in the LIJF and CEO of espAfrika and festival director of the Cape Town International Jazz festival

These workshops aim to connect the artists with the public and other like-minded musicians. The artists host interactive workshops where they speak not only about their life journey but also transfer valuable knowledge about the various instruments they play. The workshops are short, enjoyable and recommended for musicians and music students

Another new addition on this year’s festival calendar is the inaugural photographic exhibition.  The exhibition will commemorate cultural legends and photographers and this year exhibition pays tribute to jazz ambassador Jeronimo Bello for his contribution to jazz music in Angola.

" Internet Technologies Angola is proud to be associated as a gold sponsor of the 3rd edition of the Luanda Jazz Festival. We hope that our investment in the festival, which will bring some of the best names in the jazz world to our luanda shores, will be enjoyed by music lovers of all ages. The festival has grown from strength to strength each year and our continued investment will hopefully assist to make Luanda an essential destination for jazz music lovers from all over the globe. "says Miles October. Managing Director ITA


Gold Sponsors are BPC and  Internet Technologies Angola.  Associates sponsors include HCTA-the official festival hotel, Puromix, DDM, Elite Security, ENSA, Sol, Miami Beach Restaurant, Ritek rent a car and RFM, the radio sponsor

Tickets prices are: 8000KZ for Friday and 11000KZ per day for both Saturday and Sunday. Tickets are  available from Ritek Rent- a Car, Miami Beach Restaurant and the following BPC outlets:
Nelito Soares; Agência Central; Sagrada Família,; Samba,; Maianga, 10 De Dezembro,  Ilha,  Centro de Empresas Miramar,; São Paulo,  Centro de Empresas,  Rua Rei katyavala


For further information, please visit www.luandajazzfest.com or call the hotline on 934 760 092

For pictures, festival accreditation, interviews and artist queries, please contact:

Boniswa Vaz Contreiras        923485308
Goncalo da Silva                   929418269
media@luandajazzfest.com"

Tuesday, June 7, 2011

Luanda International Jazz Festival 2011: Anunciado os primeiros 11 artistas do Festival / The first 11 artists for this year's Festival have just been announced

Que antecipação, que suspense! A organização do Festival de Jazz acaba de divulgar os nomes de 11 dos 19 artistas que farão parte do Festival este ano. O segundo leque de artistas será anunciado dia 5 de Julho. Eis os nomes:

The team behind the Luanda International Jazz Festival has just announced the names of 11 of the 19 artists that will perform in Luanda for this year's festivities. The remaining 9 artists will be announced on the 5th of July. Below, the much anticipated names:

Moreira Chonguiça
Simmons Massini
Liquideep
Kanda
Black Coffee
Spyro Gyra
Mayra Andrade
Jonathan Butler
Dee Dee Bridgewater
Ismael Ló
Rui Veloso

*Mais informações em breve / More info coming soon!

Thursday, April 7, 2011

Retrospectiva 2010 / Best of 2010: Luanda Jazz Festival

The third edition of the most spectacular festival in all of Angola is coming up in late July of this year, but I'm still reeling from last year's exhibition. Just to make sure you (or I) weren't dreaming, we saw Randy Crawford, Joe Sample, George Benson, Freshlyground, 340ml with Conjunto Ngonguenha, Blick Bassy, among many other talented artists...pinch yourself to make sure you weren't in fact dreaming. As a flackback, here is Rio de Janeiro Blues, a song the lovely Randy Crawford sang live in Luanda.

Rio de Janeiro Blue

Vem aí a terceira edição do Luanda International Jazz Festival. Mas só para ter a certeza que nem eu, nem tu estavamos a sonhar, nós vimos a Randy Crawford, o Joe Sample, George Benson, Freshlyground, 340ml com o Conjunto Ngonguenha, Blick Bassy, entre outros grandes artistas, aqui mesmo, na nossa tão amada buála chamada Luanda, no nosso próprio Cine Atlântico. Dizem as más línguas (organizadores do Festival) que esse ano será ainda "pior". Como é possível?! Até lá, fiquem com um encore do Rio de Janeiro Blues, da grande Randy Crawford. Música esta que foi cantada em Luanda.

Thursday, September 23, 2010

Caipirinha Lounge Cinema: Memories from the 2010 Luanda International Jazz Festival

This site abounds with pictures from the event, but video footage was non-existent. Enjoy this journalistic piece from Brazilian TV Globo's Revista Africa Program, hosted by the lovely Lesliana Pereira (Miss Angola 2008).










Este website está repleta de fotos do evento, mas faltava um vídeo, para pelo menos se ter uma ideia das sonoridades e da energia deste evento. Hoje por intermédio da minha prima encontrei este vídeo, do programa Revista África da TV Globo, onde a linda Lesliana Pereira (Miss Angola 2008) é a apresentadora.

Saturday, August 7, 2010

Luanda International Jazz Festival 2010: O Rescaldo (III)

Luanda International Jazz Festival 2010Encontro-me ainda ressacado de tanto jazz de qualidade.

Overdosed on jazz.

Desde o fecho da segunda edição deste Festival, tenho estado a viajar pela minha memória, revisitando as actuações, relembrando as músicas, tentando reviver as emoções. Qual delas a mais marcante? Qual o momento mais delicioso nestes três dias inesquecíveis? Abaixo está a minha eleição dos melhores momentos do Luanda International Jazz Festival.

I'm still hungover from so much quality jazz.

Overdosed on Jazz.

Since the end of this second edition of the Luanda Jazz Fest, I've been reminiscing on those three magnificent days, going over memories, dwelling on songs, trying to relive the emotions. Which performance was the most riveting? Which experience was the most memorable? Below are what I think were the best experiences of the Luanda International Jazz Festival
.

Sexta Feira / Friday:

Tuku

Houveram dois momentos memorávies da noite de quinta-feira. A primeira foi ver a actuação do Oliver Mtukudzi. Era um artista que mal conhecia, mas agora tornei-me adepto ferrenho e basta ele estar a menos que 300km de mim que eu vou lá o ver. Já estive a pesquisar as suas próximas actuações lá nos States, para quando regressar. O concerto dele começou calmo e perante um público ainda meio-adormecido. Mas ao longo do tempo foi conquistando mais e mais fãs, sentia-se! O público começou a comparecer em massa e a sala ia enchendo rápidamente. Então quando o Tuku e a sua banda deram o verdadeiro ar da sua graça e começaram a dançar...! A sua energia em palco, a sua dedicação e a sua vontade de fazer-nos rir, pular, vibrar, enfim, foi um dos pontos altos não só da sua actuação mas dos três dias do Festival.

Chengetai

340ml feat. Conjunto Ngonguenha
Foi um dos pontos altos da noite ver o Conjunto e os 340ml no mesmo palco, a tocarem juntos como se já tocassem juntos há muito tempo. A sua actuação em 'conjunto' apanhou todo mundo de surpresa mas mesmo assim pós toda gente a dançar. Se pouco daquele pessoal sabia quem eram os do Conjunto, depois daquele mini-concerto que soube à pouco muita gente passou a conhecê-los.
340ml & Conjunto Ngonguenha

Sábado / Saturday
George Benson
Sém dúvidas, a noite de sábado foi do George Benson. Tudo o que tinha de dizer acerca daquela grande noite, foi dito aqui.

Breezin'

Domingo / Sunday

Randy Crawford
Deslumbrate e feliz, a Randy Crawford foi a senhora de domingo à noite. Visivelmente emocionada de tanto carinho que recebia da plateia, ela e o seu conterrâneo Joe Sample brindaram-nos com um jazz suave e fascinante, ela com a sua voz incrível de outro mundo, e ele no piano que trata por tu. Vê-se que tocam juntos a décadas. Entre as canções intrepertadas pela Randy Crawford destacam-se 'Rio de Janeiro Blue' e a sempre deliciosa 'Feeling Good'.

Feeling Good

-340ml/Conjunto Ngonguenha photo by Massalo

Thursday, August 5, 2010

Lizz Wright vs. Randy Crawford

Lizz WrightOne of the curiosities of Luanda's recent Jazz Festival was that the slot following Waldemar Bastos' performance on Sunday suffered not one but two alterations. At first the organizers had counted on Diane Reeves, but she had to cancel due to a scheduling conflict. The next option was Lizz Wright, but she too had to cancel at the last minute due to exhaustion. Thankfully Randy Crawford and Joe Sample were readily available to make the long trip from LA to Luanda and perform at the Festival. But that was after I had fallen in love with Lizz Wright's voice. I'd gotten all into her vibe, her musicality, her way of singing jazz. I couldn't wait to see her live, int the flesh. While at first I was disappointed that she wouldn't be taking part, once I got seduced by Randy Crawford's crooning, my consternation was appeased. They are both phenomenal singers and Luanda was truly blessed to have one of them here. But is it even fair to compare the two? Probably not. But we will do it anyway. Which voice is sweeter, which jazz is more seducing? Below, Lizz Wright vs. Randy Crawford.

Lizz Wright
Hit the Ground
I'm Confessin'

Randy Crawford
Rio de Janeiro Blue
See Line Woman

Randy CrawfordUma das curiosidades do recém terminado Festival de Jazz de Luanda foi que o lugar a seguir ao do Waldemar Bastos esteve nas mãos de três pessoas diferentes. Primeiro foi da Diane Reeves, que depois acabou por cancerlar a sua performance devido à conflictos de programação. A organização decidiu então contratar a Lizz Wright, mas a mesma teve que cancelar no último minuto porque estava exausta. Mesmo à tempo e à tangente, a Randy Crawford e o Joe Sample decidiram colmatar este vazio e meteram-se logo no avião para fazer a longa viagem desde LA para Luanda. Mas isto foi depois de eu ter me apaixonado pela voz magnífica da Lizz Wright. Ela entrou na minha mente, musicalmente. O seu jazz seduziu-me, e por dias no escritório já não se tocava outra coisa. Quando foi anunciado o nome da Randy Crawford não restava alternativa senão ambientar-me as músicas dela...e que músicas. Rápidamente, a desilusão de não ver a Lizz tornou-se na ansiedade de ver e ouvir a Randy. As duas são cantoras impressionantes e Luanda pode sentir-se orgulhosa e abençoada por ter cá uma das duas. Mas será justo comparar as duas? Talvez não. Mas vamos o fazer na mesma. Qual a voz mais sedutora, qual o jazz mais lindo? Acima, Lizz Wright vs. Randy Crawford.

-Lizz Wright Photo by hansspeekenbrink
-Randy Crawford Photo by Heidi Zech Photography
The countdown to 2011 begins today!
E começa a contagem para 2011!

Wednesday, August 4, 2010

Luanda International Jazz Festival 2010: Sábado Lusófono - O Rescaldo (II)

Gabriel Tchiema
Depois da Lura, que já foi perfilada neste espaço, foram mais três os artistas lusófonos que cantaram durante sábado no Festival de Jazz de Luanda. São eles o Gabriel Tchiema, o João Oliveira, e o Lenine. Destes três, foi o João Oliveira que mais se aproximou ao jazz. Uma figura practicamente desconhecida, acabou por ser um dos destaques da noite devido as suas interpretações de afro-jazz. O Gabriel Tchiema foi outra grande descoberta, nunca antes tinha ouvido as suas grandes músicas. Fenomenal. Por último foi o Lenine, que tocou practicamente sou rock, o que foi um pouco estranho devido ao carácter do Festival. Seguem pequenas biografias destes três artistas, com umas músicas para saciar o vosso apetite aural.

Besides Lura, who was already featured here, Saturday featured three other Lusophone jazz interpreters, namely Gabriel Tchiema, João Oliveira, and Lenine. Of the three, João Oliveira was the one that most stuck to jazz. A relatively unknown figure, he happily surprised most of the audience with his afro-jazz songs. Gabriel Tchiema was another great discovery, as I had never heard his music before. Stunning. Lenine performed mostly rock, which was a surprise considering the kind of festival this was. Below are little biographies of each of these artists, as well as a couple of songs by them to entice your earbuds.

Gabriel Tchiema

O Tchiema nasceu em Lunda Sul mais os seus primeiros passos na música foram feitos em Cabinda, onde ajudou a fundar e fez parte da banda ASP. A ASP foi um sucesso nas terras do norte e o Tchiema ganhou prémios em vários festivais militares. Os seus discos ‘Nhena Nhi Nhami’ e ‘Azwulula’ são reconhecidos pelo país inteiro, e são muitos os fãs dedicados que o Gabriel Tchiema inspira com as suas lindas músicas. A maioria das suas canções são em Tchokwe, a língua das Lundas. Foi, para mim, uma das surpresas deste festival.

Tchiema was born in Lunda Sul province but his first musical steps were in Cabinda, were he co-founded and was a part of the band ASP. His band became a breakout success in Cabinda and he won several awards in the military festivals that he participated in. His albums "Nhena Nhi Nhami" and "Azwulula" are well known throughout Angola, where he has many dedicated fans. Most of his songs are sung in his native Tchokwe, the language of the Lundas. For me, he was one of the surprises of this Festival.

Azulula


João Oliveira

Sei muito pouco acerca do João Oliveira, e não tenho uma única música sua. João Oliveira faz parte do grupo Kutonoka, que tem como objectivo fazer música inovadora e criativa usando como base os ritmos populares e tradicionais de Angola. Para além de pianista é também compositor, e incorpora nas suas músicas elementos de jazz, funk, e até a música clássica.

I know very little about João Oliveira, and I don't own a single song of his. All I know is that he's part of the Kutonoka ensemble, which creates innovative and creative music using traditional Angolan rhytms. Besides playing the piano, Mr. Oliveira is also a composer, and is known to mix jazz, funk, and even classical music into his compositions.

Lenine

Nascido no Recife e filho de um pai assumidamente comunista, o Lenine é um cantor, arranjador, produtor e compositor brasileiro. O próprio diz que a sua maior vocação é compor, e já escreveu músicas para grandes nomes da música brasileira, incluindo a Maria Rita, a Maria Bethânia, e o Milton Nascimento. Muitas das suas melhores músicas são do género MPB e contêm uma rica musicalidade. Recentemente trabalhou com o artista caboverdeano Tcheka (muito amado aqui no Lounge), produzindo o tema Lonji que aparece no ultimo álbum do artista caboverdeano. Em 2005, o Lenine ganhou dois prémios Grammy Latino: um pelo Melhor Disco de Música Brasileira Contemporânea e outro pela Melhor Canção Brasileira (Ninguém Faz Ideia). Pensava que ia cantar mais MPB durante o Festival, mas a sua actuação foi muito mais virada para o Rock. Seguem algumas das suas mais conhecidas músicas que eu gosto.

Born in Recife to a vibrantly communist fater, Lenine is a Brazilian singer, songwriter, composer, and producer. He likes to say that his biggest vocation is writing and composing, and as he's a prolific songwriter, he has written numerous songs for the likes of Maria Rita, Maria Bethânia, and Milton Nascimento. Many of his best songs are in the MPB genre. He recently worked with Lounge Favorite Tcheka from Cape Verde, producing his song Lonji, on the album of the same name. In 2005 Lenine won two Latin Grammys for Best Contemporary Brazilian Music Album and Best Brazilian Song (Ninguém Faz Ideia). I thought he would play more MPB during the Festival, but instead he gave us a big dose of Rock. Below are some of his most well known songs that I happen to like.

Anna e Eu
A Rede
Ninguém Faz Ideia


-Photo: Gabriel Tchiema

Tuesday, August 3, 2010

Luanda International Jazz Festival 2010: George Benson

George Benson LuandaHe came, and wow did he conquer. George Benson took Luanda by storm with two electrifying performances, leaving people grasping for words, for air, for perspective. He came to Luanda a virtual unknown but to those who went to Cine Atlântico on Saturday and Sunday, he left as king. And I feel the adoration was mutual - it's been awhile since Mr. Benson played for such a small, intimate crowd (1800 people at best), and it's been awhile, according to him, that people responded so well and so emotionally to his music. Such was Mr. Benson's delight that he went well overtime on Saturday and only didn't do so on Sunday out of consideration for the next guest, the great Chucho Valdés. Because certainly the public, who cheered him loudly and vigorously and begged for more after each performance, after each song, wouldn't mind. The only other musician who was begged for an encore during the Festival was Freshlyground, but the public's response for George Benson doesn't begin to compare.

Among the guests at Cine Atlântico during George Benson's Satuday performance was Angola's President and numerous other government entities, musicians, artists, diplomats, and so forth...it was a packed, full house, riveted and hanging on every string that Benson plucked from his guitar. Benson's bassist was perhaps the other most fun to watch musician at the Festival, straight out of a 70s funk music video. What a character. Some of Benson's most famous songs were shouted in unison by the audience, and when he played Give Me the Night, the entire Cine Atlântico stood up, dancing and singing in unison. Such scenes, such unabashed love for Jazz, has never been seen in Luanda, and I think a visibly emotional George Benson understood that.

I had the opportunity to translate for and interview Mr. Benson and few men, musicians or not, have the presence and charisma that he has. He owned Cine Atlântico and he owns Luanda. "Invite me again and I'll certainly come back," he said to boisterous cheers after his performance. I and many people in my generation feel incredibly lucky to have been able to witness such a performance by such an artist, in our very own hometown.

Give Me The Night

Ele veio, cantou, encantou, e Luanda rendeu-se aos seus pés, tonta, delicianda, pedindo, implorando por mais. Aterrou em Luanda um virtual desconhecido a não ser por aqueles que ouvem jazz, mas saiu daqui feito um Rei. Há muita gente que saiu do Cine Atlântico tanto no sábado como no Domingo que até hoje ainda não percebeu bem o que viu e ouvi (eu só uma destas pessoas). E sinto que a admiração vem dos dois sentidos: há muito tempo que o George Benson não tocava para uma audiência tão reduzida e íntima (1800 pessoas) e que respondeu tão emotivamente à sua música. Tanto gostou de actuar para esta plateia que no sábado tocou bem para além do seu tempo, e acho que só não fez o mesmo no domingo por consideração ao seu amigo, o grande Chucho Valdés. Porque certamente que o público, bêbado de tanta boa música, não se importaria. Os únicos artistas pelos qual o público pediu bis foram os Freshlyground e o George Benson, mas teimo a dizer que os aplausos para o George foram muito mais demorados e volumosos.

Entre os presentes no Cine Atlântico estava o Presidente de Angola e outras figuras do governo, diversos músicos e artistas, diplomatas, e por aí em diante...era casa cheia, olhando e ouvindo estupefacta a cada corda puxada pelo mestre. Kota é kota. E o baixista do Benson foi outra figura intressante de se ver, todo ele energético e efusivo. Algumas das canções mais famosas do George Benson foram entoadas em alto e bom som pela plateia, e quando ele cantou Give Me the Night...mano nem te conto. Era o Cine Atlântico todo de pé, cantando e dançando. Tais cenas, tal amor ao jazz, nunca foi visto antes em Luanda, e acho que o visívelmente emocionado George Benson percebeu isto.

Tive a oportunidade de traduzir e entrevistar o George Benson e poucas pessoas têm a presença e o carisma que ele tem. Foi dono e senhor do Cine Atlântico e é dono e senhor de Luanda. "Convidem-me outra vez e certamente estarei presente," disse ele entre os aplausos entrodosos do público depois da sua actuação. Eu e muitos outros da minha idade, da minha geração, sentiram-se honrados de poder ter presenciado tal performance por um dos gigantes do mundo de Jazz. Aqui mesmo na nossa Luanda.

Monday, August 2, 2010

Luanda International Jazz Festival 2010: O Rescaldo (I)

I thought I'd be able to complete the Countdown Series before the Festival started. Big mistake number one. I thought I'd have time to sleep during the weekend of the Festival. Big mistake number 2. But what happened in Luanda over the last 3 days was unforgettable. Never before had so many jazz greats been in the same city and shared the same stage around these parts. And for those who attended the jam session at Hotel Talatona after the last concert on Sunday, and watched the Angolan Simons Massini jazz it out with George Benson while Joe Sample and Chucho Valdés banged the keyboards, those are images that stay with you for a lifetime. I bet I wasn't the only one pinching myself to make sure I wasn't dreaming.

Never before has Southern Africa seen a jazz event of this magnitude performing for a single jazz festival. Not even our good friends from the Cape Town Jazz Festival. The lineup was insane: Joe Sample, Randy Crawford, George Benson, Chucho Valdés, Ronny Jordan. Those are only the jazz heavyweights. Then you had the likes of Oliver Mtukudzi, Freshlyground, 340ml, Wyza, and Lura. And when called upon, the Angolans didn't disappoint and held their own, especially that man João Oliveira.

My mind hasn't yet had time to process what I've seen and heard last weekend. The older folks keep telling me I'm too young to be able to understand what just happened in Luanda, and what it means for its jazz scene. Benson moved people to tears at Cine Atlântico; the nation's President came to see him but ended up coming earlier and leaving later than planned, such was the allure of the music on show. And when you think that this Festival can't be topped, next year's will be bigger and better.

I'll leave you with Todii by Oliver Mtukudzi, which he sang to great aplomb on the opening day. Tuku was the best African artist on display and for me, one of the top 5 musicians of this Festival. Sprightly and with killer moves, he made people stand up and take notice.

*More rescaldos (reviews) coming soon, and with music!

Todii

Pensei que ia poder terminar o Countdown Series antes do início do Festival. Primeiro grande erro. Pensei também que ia poder dormir durante o fim de semana do Festival. Segundo grande erro. Mas o que aconteceu em Luanda durante os últimos três dias foi inesquecível. Nunca antes a África Austral viu tantos grandes nomes do jazz mundial reunidos numa só cidade, partilhando um só recinto E para aqueles que tiveram a honra de, no Hotel Talatona numa jam session horas depois do fecho do festival, ver o angolano Simons Massini a tocar taco a taco com o grande George Benson enquanto o Chucho Valdés e o Joe Sample tocavam o piano, fica aqui a pergunta: aquilo foi um sonho? Imagens como aquelas, sensações como aquelas, ficam connosco durante uma vida.

Algo igual a este Festival jámais foi visto por estas paragens. Jazz desta magnitude, num só festival, só mesmo nos Estados Unidos ou nos palcos europeus. Nem os nossos kambas em Cape Town tiveram um elenco desses que se viu cá na cidade da Kianda. Joe Sample, Randy Crawford, Chucho Valdés, Ronny Jordan, o grande George Benson. Os nomes foram sonantes, mas as actuações ainda mais. Muitos destes artistas não esperavam a recepção que tiveram, não esperavam uma sala cheia a entoar as suas composições. Oliver Mtukudzi, Freshlyground, 340ml, Wyza, Lura. Estes últimos não são jazzisticos própriamente falando, mas deram um outro brilho e sonoridade ao Festival. E os angolanos, principalmente o João Oliveira (e o já mencionado Wyza), não deixaram os seus créditos em mãos alheias.

A minha mente ainda não teve tempo de processar o que acabou de ver durante os últimos três dias. Os kotas estão sempre a me dizer, "Tú és muito jovem para compreender o que acabou de acontecer em Luanda." O Benson fez pessoas chorarem no Cine Atlântico; o próprio Presidente, que se dizia só vinha assistir ao Benson, chegou mais cedo e foi-se mais tarde, só depois de tocar o Blick Bassy. E quando pensas que este evento não pode ser superado, olha que segundo o DG da Ritek, o do próximo ano vai ser melhor e maior.

Fiquem com Todii lá em cima, uma das músicas entoadas pelo surpreendente Oliver Mtukudzi, que foi para mim o melhor artista africano neste Festival e seguramente entre os 5 melhores desta edição. Grande Kota Tuku, que mesmo com a idade que tem, ainda dança no palco (e que danças!) e faz levantar o povo.

*Mais rescaldos a vir aí, e com música!

-Photo 1: The amazing Tuku on the Palanca Stage / O Grande Tuku no Palco Palanca
-Photo 2: 340ml on the Welvitcha Stage / 340ml no Palco Welvitcha

Thursday, July 29, 2010

Já Só Falta Um Dia Para o Festival...

The excitement and buzz surrounding the Festival is palpable. Posters of the artist now adorn all the major highways, avenues, walls and fences around Luanda, and even the side-streets and potholed 'roads', for that matter. The city's best radio station (in my opinion), Rádio FM 96.5, is one of the Festival's partners and has been tireless in promoting it, regularly playing jams by the featured artists. Ritek CEO António Cristóvão has appeared in pretty much all the major television networks in Angola to talk about what's going to happen over the weekend. 340ml, Tuku, and Ronny Jordan are already in town. The stage is almost set.

Below are some "old" photos of the venue, taken over 5 days ago. Just to give you a visual representation, a sneak peak, of what Cine Atlântico will look like.



Cresce a expectativa e a ansiedade acerca do Luanda Jazz Festival. A divulgação do evento está a ser feita de forma massiva, e já é díficil andar pela cidade sem ver um cartaz acerca do mesmo. Os posters com as caras estampadas dos artistas cobrem a maioria das artérias da cidade. A melhor estação de rádio da cidade (na minha opinião), a Rádio FM 96.5, é um dos nossos parceiros e não se cansa de promover os artistas e tocar músicas deles. E o DG da Ritek, António Cristóvão, já mostrou a cara para falar do Festival em tudo que é programa televesivo. Já cá estão os 340ml, o Ronny Jordan, o Tuku, etc. O palco está montado!

Acima estão algumas fotos dos preparativos do Festival, um pouco antigas porque foram tiradas a pelo menos 5 dias. Só para vos dar um cheirinho do que vai ser o Cine Atlântico.

Wednesday, July 28, 2010

Luanda International Jazz Festival: Workshops sobre produção e composição musical

Segue o Press Release do Movimento X acerca dos Workshops a terem lugar no Elinga Teatro em alusão ao Luanda International Jazz Festival:

No âmbito da colaboração do Movimento X com a ESP AFRIKA e a RITEK, entidades organizadoras do 2º Festival Internacional de Jazz de Luanda, terão lugar nos dias 29 e 30 de Junlho 20010, quatro “Workshops Musicais” no Elinga Teatro com entrada livre.

Estas Workshops são orientadas especificamente para músicos, produtores, estudantes e amantes da música. Será também uma das oportunidades únicas para os músicos interagirem com al...guns dos artistas que se irão apresentar no 2º Festival Internacional de Jazz de Luanda, nomeadamente com o conceituado guitarrista Inglês de Jazz Ronny Jordan, dois elementos da banda Moçambicana 340 ml e a compositora Lura de Cabo Verde. A programação será como se segue:

Quinta-Feira 29 de Julho de 2010 - NEGÓCIO DA MÚSICA

Rui & Paulo Banda 340ml | Moçambique

10h00 – 12h00 | NEGÓCIO DA MÚSICA na perspectiva do músico e do produtor. Incluindo a sessão de perguntas e respostas
12h00 – 12h30 | INTERVALO
12h30 – 14h00 | "ENSAIO-para actuações ao vivo

Sexta-Feira 30 de Julho 2010 - COMPOSIÇÃO E ARRANJOS

10h00 – 11h00 | Compor com Guitarra | Ronny Jordan | England
11h00 – 11h30 | INTERVALO
11h30 – 12h30 | Composição Vocal | Lura | Cabo Verde

Este evento será um pré-evento do 2º Festival Internacional de Jazz a acontecer em Luanda nos dias 31 de Julho e 1 de Agosto de 2010.

É pretendido que os workshops sejam dinâmicas, informais e esclarecedoras quanto aos diferentes conteúdos abordados. Estes workshops deverão ser um fórum educacional em que os jovens músicos possam aprender e desenvolver partir de músicos já estabelecidos.

O Movimento X tem estado bastante activo produzindo uma série de eventos em colaboração com a sua residência no Elinga Teatro nos últimos dois anos organizando uma série de eventos musicais, culturais, workshops, exposições de fotografia e pintura. Exemplos de eventos já realizados a nível de concertos musicais de incluem a passagens de nomes como Wyza, Paulo Flores, Eduardo Paim, Kizua Gourgel e Banda Contrastesm, 340ml (Moçambique) City Kay (França), Mike Del Ferro (Holanda).

Mais informaçãoes do 2º Festival de Jazz Internacional de Luanda:
http://www.luandajazzfest.com/

Mais informações Ronny Jordan:
http://www.ronnyjordan.com/ronny/ronnyjordan.html

Mais informações da Banda 340ml:
http://www.myspace.com/340ml

Mais informações Lura
http://www.luracriola.com/

Mais informações do Movimento X:
http://www.facebook.com/movimentox

Contacto: Movimento X | Otiniel Silva (Mano)
Telefone: +244 923 82 46 18 | +244 937 24 43 46 | +244 917806806
Fax: +244 222371516
Endereço: Largo Tristão da Cunha, nº17 1º Andar – Elinga Teatro
E-mail: x.movimento@gmail.com

Luanda International Jazz Festival 2010 Countdown Series: Lura

Over the next couple of weeks the Lounge will highlight all the artists that will be present in this year's Luanda International Jazz Festival, many times using posts that have already been featured here. The line-up is mouthwatering and includes such jazz virtuosos as George Benson and Ronny Jordan, funky beats by Freshlyground and 340ml, coladera and batuque by Lura, Cameroonian tunes by Blick Bassy...the list goes on. The second featured artists will be the ones performing on Saturday , Day 2 of the Festival. After Freshlyground (hopefully) ends Friday night with aplomb, Lura will open Saturday's festivities and serenade us into bliss.

Since Lura is well known around these parts, below are older but still relevant posts about this beautiful and talented singer. As a bonus, at the end of the post is Quebrod Nem Djosa, from her most recent album, Eclipse.

Durante as próximas semanas o Lounge vai destacar todos os artistas que estarão presente na segunda edição do Luanda International Jazz Festival, muitas vezes reciclando posts que já foram destacados neste espaço. O elenco é mesmo 'bala'. Iinclui grandes nomes do jazz internacional tal como o George Benson e o Ronny Jordan, funky beats pelos Freshlyground e os 340ml, coladera e batuque pela Lura, músicas da África oeste pelo Blick Bassy...a lista continua. Os segundos artistas destacados serão os que actuarão no sábado, o segundo dia do festival. Os Freshlyground certamente que vão rebentar com a sala na sexta-feira á noite, mas a Lura irá nos reabastecer as forças logo na inauguração do segundo dia.

Como a Lura já é desta casa, abaixo estão os posts antigos mas relevantes sobre esta linda e habilidosa cantora. Como bónus, no fim do post tem a sua canção Quebrod Nem Djosa, do seu mais recente disco, Eclipse.

Lura

LuraThe picture above captures Lura’s riveting beauty and the self-contained but exuberant passion she has for her music, all in a moment of quiet, serene exaltation. She was born in Lisbon but both her parents hail from Cape Verde, as her father is from Santiago island and her mother from São Nicolau. Lura has come a long way since her days as one of Cesária Évora’s backup singers and dancers. The sensual diva first caught the attention of Évora’s producer José da Silva after she sang duets with Lusophone music heavyweights such as Bonga and Tito Paris, since a voice like hers is hard to keep quiet. Da Silva produced her musical debut, Di Korpo Ku Alma, which features Na Ri Na, one of her most famous songs. But the songs featured here are from her sophomore effort, M’Bem di Fora, featuring a more mature, more liberated Lura. Steeped in her parents’ preferred rhythms of funana and batuque, M’Bem di Fora is self-consciously Cape Verdean, an aural journey through the archipelago, very reminiscent of Mayra Andrade. The title track is my favorite song of hers, sang with Zeca Nha Reinalda, one of Cape Verde’s most well known artists. Fitiço di Funana is not far behind, a beautiful funana track that tests your resolve to not dance.

M'Bem di Fora
Fitico di Funana

Lura é linda. A foto acima captura a sua beleza natural, serena, num momento silencioso de exaltação e paixão pela sua música, a prenda que ela deu ao mundo. Nasceu em Lisboa de pais Cabo Verdeanos, o pai da ilha de Santiago e a mãe de São Nicolau. Ja percorreu um longo caminho desde os tempos em que era bailarina de Cesária Évora. Foi descoberta pelo productor de Cesária, um tal de José da Silva, que descobriu a sua voz única após participações dela em músicas do São Tomense Juka, do Bonga, e do Tito Paris. É díficil uma voz destas ficar na obscuridade por muito tempo, e não tardou nada até que Lura fizesse o seu primeiro album com José da Silva intitulado Di Korpo Ku Alma, que contém a canção Na Ri Na, a mais conhecida dela. Mas os sons destacados aqui são do seu segundo album M’Bem di Fora, em que Lura está mais solta e consciente das suas reais capacidades. As suas canções fazem lembrar Mayra Andrade, da forma que nos transportam ao arquipélago Cabo Verdeano. A canção com o mesmo nome do album é a minha preferida dela, cantada com o grande Zeca Nha Reinalda. Fitiço di Funana não fica muito longe atrás – é um funana daqueles que não vale ficar sentado e não dançar. Mesmo sem saber como.

- Photo by Africolor

Lura on Myspace
Lura's website
Lura Canta Um Tango

LuraOver the last couple of days I have been listening a lot to Lura’s latest album, Eclipse, which came out around March of this year. It’s definitely a bit more subdued than M’Bem di Fora, which remains my favorite album of hers, but nonetheless it’s an impressive piece of work. Once again Lura demonstrates that she is one of Cape Verde’s brightest stars, constantly perfecting her work. Two tracks that exemplify her versatility and exuberance are Canta um Tango and Libramor. Canta um Tango was written by the group Katango and goes where no other Cape Verdean artist has gone before. It’s a beautiful, creole flavored rendition of Argentina’s favorite genre, and it’s just as melancholic as the original. Perhaps Lura has experience with melancholy due to her love of singing morna. The second track included here is Libramor, my favorite song of the album. The way it builds is brilliant. The rhythmic percussion solo, then the subtle addition of batuques, then the eruption of the flowing guitar, and finally Lura’s voice, all within the first blissful 30 seconds. The rest of the song doesn’t disappoint, either.

Canta um Tango
Libramor

Tenho escutado bastante último CD de Lura, que ela chamou de Eclipse. O CD está a venda desde Março, mas so recentemente consegui por as minhas mãos nele, e ouvir-lhe com a atenção que merece. É um CD um pouco mais calmo e pensativo que M’Bem di Fora, que continua ser o meu CD preferido desta cantora diminutiva que eu adoro, mas mesmo assim Eclipse é um trabalho excelente. Mais uma vez Lura mostra porquê que é uma das vozes mais belas de Cabo Verde. Como evidência aqui estão duas canções belas deste novo album: Canta um Tango e Libramor. Canta um Tango é uma canção linda e serena escrita pelo grupo Kantango e gravado em Nápoles. É a primeira vez que oiço uma voz Caboverdiana cantando a música preferida dos Argentinos, a música de Astor Piazzola e Carlos Gardel. O toque creole é uma bela reinterpretação deste estilo musical triste e melancólico, adjectivos que tambem podem ser usados para descrever o morna, estilo com o qual Lura tem prévia experiência. E por fim temos Libramor, a minha canção preferida do Eclipse. So os primeiros 30 segundos ja são suficientes para aliciar-me. A percurssão começa à solo, mas o ritmo ja me faz mexer o corpo. Depois uns batuques subtis, e logo a seguir a guitarra a fluir e a abrir-se como uma flor recém-nascida. E como cereja no topo do bolo, la vem a voz de Lura. Tudo isso so nos primeiros 30 segundos...

-Photo by Africolor

Lura Online

Eclipse on Amazon

Quebrod Nem Djosa
Lura EclipseFor those who have followed Lura since her Na Ri Na days, Lura’s fourth album Eclipse shows the graceful maturity of one of Cape Verde’s greatest voices, a woman who is now establishing herself as a major force in Cape Verde’s music scene. Quebrod Nem Djosa is a daring example of how she is modernizing the island’s sound by creating her very own.

Para quem tem estado a acompanhar a carreira da Lura desde os seus dias do Na Ri Na, o seu quarto album, Eclipse demonstra a maturidade com a qual a Lura enfrenta e sente a música. Hoje em dia é uma das grandes vozes do arquipelago, e ja se torna difícil falar de música cabo-verdiana sem falar dela. Quebrod Nem Djosa é um verdadeiro exemplo de como ela está a modernizar a música cabo-verdiana criando o seu próprio som único.

Quebrod Nem Djosa

Tuesday, July 27, 2010

Luanda International Jazz Festival 2010 Countdown Series: Freshlyground

Durante as próximas semanas o Lounge vai destacar todos os artistas que estarão presente na segunda edição do Luanda International Jazz Festival, muitas vezes reciclando posts que já foram destacados neste espaço. O elenco é mesmo 'bala'. Iinclui grandes nomes do jazz internacional tal como o George Benson e o Ronny Jordan, funky beats pelos Freshlyground e os 340ml, coladera e batuque pela Lura, músicas da África oeste pelo Blick Bassy...a lista continua. Os primeiros artistas destacados serão os que actuarão na sexta-feira, o dia inaugural do festival. Os Freshlyground são os últimos a tocar na noite de sexta-feira...vai ser um fim imperdível, o climax da abertura.

No Festival de Jazz do ano passado em Luanda, os Freshlyground subiram ao palco e puseram a plateia a dançar de emoção. Rebentaram com tudo. Tanto foram apreciados pelo público Luandense, e tantos discos venderam, que a banda sul-africana vai voltar à Luanda para actuar nesta segunda edição do Luanda Jazz Festival. A sua música é uma mistura de afro-pop com elementos de jazz, blues, dub, e música tradicional sul –africana. Os integrantes da banda são sul-africanos, zimbabueanos, e moçambicanos, e a cantora Zolani Mahola é talvez a personagem mais conhecida dos Freshlyground. É portadora de uma voz invejável, uma voz que é parte integral do som distinto desta banda. Os Freshlyground rápidamente se tornaram no grupo mais popular da África do Sul, tocando em diversos concertos em alusão ao recém terminado Mundial de Futebol (onde foram co-autores do hino Waka-Waka com a Shakira), sempre deliciando o seu público com as suas músicas alucinantes.

Para nos familiarizamos um pouco mais com o seu mais recente álbum, Radio África, estão aqui destacadas duas músicas. A primeira é Fire is Low, o primeiro single do disco, e a segunda é a energética e humorosa Big Man, com a participação dos Les Nubians.

Mais à baixo seguem vários posts que foram escritos neste site acerca dos Freshlyground. Comecemos pelo primeiro.

Fire is Low
Big Man


Over the next couple of weeks the Lounge will highlight all the artists that will be present in this year's Luanda International Jazz Festival, many times using posts that have already been featured here. The line-up is mouthwatering and includes such jazz virtuosos as George Benson and Ronny Jordan, funky beats by Freshlyground and 340ml, coladera and batuque by Lura, Cameroonian tunes by Blick Bassy...the list goes on. The first featured artists will be the ones performing on Friday, the inaugural day of the Festival. Freshlyground are the last act - the climax of the opening night.

Freshlyground's performance in last year's Luanda International Jazz Festival was memorable. According to my cousins they went on that stage and owned it, bringing everyone to their feet, not just vibing to the music but dancing, moving, screaming. They were so appreciated by the public that their CD sold like it hadn't done before (for a hefty price, too) and they're coming back to give us some more. This is the second straight year that Freshlyground will be at the Festival, and they're one of the most anticipated acts. Their music is a mix of afro-pop and jazz, blues and jazz, dub and traditional South African music. The band is made up of people from South Africa, Zimbabwe, Mozambique, and Zolani Mahola is perhaps their most enigmatic member. Her voice is just absolutely stunning and a big part of the band's unique sound. The group has quickly shot to prominence in South Africa and played a series of concerts during the World Cup, as well as penned the Cup's anthem, Waka-Waka, along with Shakira.

To familiarize ourselves with some of what they might play in Luanda, below are two songs from their newest album Radio Africa. Fire is Low is the album's first single, while the energetic and humorous Big Man features the celebrated Les Nubians sisters.

Further below are the Lounge's other posts on Freshlyground, starting with the first Freshlyground post written on this website.

Freshlyground

FreshlygroundMusic has always been a unifier, bringing together people of different races, cultures, and creeds into common ground. It’s one of the things I like most about it, and it’s a beautiful thing. People that wouldn’t normally talk to each other in any other setting suddenly find themselves dancing with a person totally different from them at a concert, and a friendship is born. So imagine the power that music has on a racially tense, ethnically challenged, fragmented society like South Africa’s. Here is a 7 strong band diverse in color and culture, with members black and white, from Zimbabwe to Mozambique to South Africa, jamming and dancing together to the same beat, creating bliss.

Freshlyground is the hottest musical act in southern Africa and has been for awhile. It’s afro-pop mixed with jazz, blues, dub, and traditional South African music. They recently wreaked havoc at the Luanda Jazz Festival, with my older brother saying they were perhaps the most popular performance there. So much so that my younger brother, who recently returned to the states from Luanda, brought with him nothing less than Freshlyground’s outstanding second album, Nomvula. It was an album that I yearned for, having heard their first single Doo Bee Doo a couple of years ago by suggestion of my cousin who lives in Cape Town. It’s a feel good, no worries sort of tune that will stay with you long after you stopped hearing, because it also happens to be insanely catchy.

But what I like most about Freshlyground, besides the depth and intelligence of their music, is of course the throaty, distinctive voice of its lead singer, South African Zolani Mahola. I mean, really! Listen to that voice! Her voice puts an already diverse musical sound into another level altogether. It reaches its zenith in I’d Like, a beautiful, beautiful song that is as sentimental as it is amorous, and which most of my extended family had the pleasure of seeing live (yes, I might still be bitter about missing the Luanda Jazz Festival).The end of the song climaxes in a stunning blend of violin and flute, played by band members Kyla Rose Smith (violin) and Simon Atwell on the flute. Lastly there is Nomvula (After the Rain) sung entirely in Xhosa, one of South Africa’s native languages. In it Zolani sings about her youth in a motherless environment and the strength and resilience of her father, but the song might as well be in English because the emotion poring through doesn’t need translation. Press play and enjoy South Africa’s finest.

Doo Bee Doo
I'd Like
Nomvula

A música unifica seres humanos, é uma ponte que junta pessoas de diversas raças, crenças, e culturas. Adoro a música por causa deste seu poder peculiar, realmente é uma coisa linda e por mais que tente, não consigo sequer racionalizar um mundo sem ela. É bonito ver duas pessoas que normalmente nunca teriam uma conversa , nem sequer trocariam um olhar, de repente esquecerem-se de barreiras socias e dançarem desalmadamente num concerto de um artista que os dois apreciam. E assim cresce o potencial para mais uma amizade. Agora imaginem o poder que a música tem numa sociedade como a da Àfrica do Sul, repleta de tensão étnica, racial, e social. Imaginem quão belo é ver uma banda de 7 integrantes, bracos e pretos, culturalmente diversos, de três países diferentes (Zimbabwe, Moçambique, e Àfrica do Sul), todos partilhando o mesmo palco, saltando e dançando juntos, fazendo música boa, de agradar a alma.

É o que faz o Freshlyground. Esta é a banda mas quente da parte sul de Àfrica ha vários anos. É afro-pop com elementos de jazz, blues, dub, e música tradicional sul –africana. Foram eles que segundo o meu irmão, deitaram a casa à baixo no Luanda International Jazz Festival para o delírio da plateia, que se fartou de comprar os seus albums. Uma das pessoas que comprou o segundo cd dos Freshlyground foi o meu puto Joel, que chegou a dias aos States com o cd Nomvula na sua bagagem. É daqueles tipos de cds que se ouvem do princípio ao fim sem problemas. Era um album que estava a procurar a muito tempo, album este que inclui o single Doo Bee Doo, musica esta que me foi sugerida pelo meu primo que vive em Cape Town. É uma canção linda, energética, capaz de pôr um sorriso na cara de qualquer um.

Mas o que eu gosto mais dos Freshlyground, sem ser o conteúdo das suas letras e a inteligência das suas músicas, é a voz da sul-africana Zolani Mahola. Por amor de Deus, que voz! Voz com V maísculo. A voz dela é uma parte integral do som distinto desta banda. Na música I’d Like a sua voz atinge o auge, hipnotizando o ouvinte por completo. É uma canção muito linda mesmo, e a minha família disse que ao vivo é ainda melhor. A canção atinge um climax intenso, com o violino da integrante Kyla Rose Smith e a flauta de Simon Atwell, tambêm parte da banda. Por último inclui a canção Nomvula (Depois da Chuva), toda ela cantada em Xhosa, uma lingua tradicional sul-africana. Nesta canção Zolani canta sobre a sua juventude sem figura materna e a força de vontade de seu pai em lhe dar uma vida melhor. A emoção à mostra nesta canção nem precisa de tradução. Carrega no play e disfruta o melhor que a Àfrica do Sul tem a oferecer.

-Photo by Fondazione Arezzo Wave Italia

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Caipirinha Lounge Cinema: Pot Belly, by Freshlyground

Try not to get addicted to Pot Belly, the lead single from Freshlyground’s new album, Ma’ Cheri.



Tente não viciar-se no Pot Belly, o single principal do novo album dos Freshlyground, Ma’ Cheri.

Cape Town Lusófono

For a long time I've been wanting to write a post in homage to the city that has so graciously hosted us for over a month, but I never knew quite how. Cape Town is so much more complex than a first impression permits. The racial exclusion is rampant, the townships destitute, and District 6 Museum was a sobering reminder of the senseless depravities of humanity. But Cape Town's charm is undeniable. The constant backdrop of Table Mountain, the serene, verdant preserve of Kirstenbosch Gardens, the bustling Waterfront, the drive along Chapman's Peak, the beauty of the Cape of Good Hope, the epic passions lived out at Green Point Stadium, the trendy models and stunning people at Camps Bay, the nightlife chaos of Long Street. My return to Luanda is in two days and I'm not sure I want to go back.

Cape Town rates as one of my favorite cities worldwide, and definitely my favorite city in Africa thus far. For you see, Cape Town also has a certain Lusophone charm. You see it in the details: the proliferation of Vida e Caffés, the constant presence of Nando's, the higher than average number of Portuguese supporters during the World Cup. Vida e Caffé is South Africa's version of Starbucks, except with a Portuguese name, logo, and selling Portuguese bread on a bilingual menu. Their employees sport shirts with "Angola" and "Mozambique" emblazoned on their backs. Nando's is another strong South African concept with roots in Lusofonia; just look at their logo and their menu. Their grilled chicken rivals Luanda's street-side churrasco. Throughout Cape Town's streets you see Portuguese and Brazilian restaurants here and there, the best of which must be Braza, a Portuguese/Brazilian/Mozambican/Angolan restaurant.

And of course, there is the music. This might be a stretch, but Cape Town's loveliest and most recognized musicians, Freshlyground, have in their ranks a genius of a bassist, hailing from Mozambique. As you drive around Cape Town you notice the places and names that Freshlyground sing about: you buy your liquor at Mowbray and finally understand Mowbray Kaap, for example.

Along with 340ml, another South African/Mozambican band, Freshlyground has been the soundtrack to the beautiful 5 weeks I spent in Cape Town. They are truly ambassadors of their city, part and parcel with its history. "Zolani used to ride the same bus as I!", says my cousin Victor in one of his particularly emotional moments listening to Freshlyground. I can still vividly picture the first time I heard the remix of Castles in the Sky...we were driving on Victoria Road on our way to dinner at Camps Bay with the Atlantic Ocean to our right and stunning, cliff-side houses to our left, passing by Clifton. The sky, a brilliant blue. The mood in the car, too beautiful to describe. Happiness is felt with those you love, and within hearing distance of music like this. Zulu Lounge is another favorite of mine, listened to on the sobering drives home from a night out at Long Street or along the drive at Chapman's Peak.

Perhaps the best part is that both 340ml and Freshlyground will be at the Luanda Jazz Festival in two weeks...maybe I'll never truly escape Cape Town after all.

Castles (Remix)
Zulu Lounge

É já há algum tempo que tenho tentado escrever um post homenageando a cidade que tem nos hospedado tão graciosamente há mais que um mês. Mas nunca sei bem como começar. Cape Town é muito mais complexo do que parece à primeira vista. A exclusão racial é assustante, os ‘townships’ são deploravelmente pobres (mas muito mais organizadas e desenvolvidas que os nossos musseques luandense), e o Museu do District 6 é uma lembrança de como a humanidade pode ser cruel. Mas é impossível não se deixar apaixonar pelo charme único de Cape Town. A Table Mountain sempre presente, sempre majestosa, o verde brilhante e resplendente dos Jardins de Kirstenbosch, a concorrida Waterfront, um passeio de carro pelo Chapman’s Peak, a beleza inspiradora do Cabo da Boa Esperança, as paixões e desilusões vividas no Estádio de Green Point, a vida nocturna caótica de Long Street. O meu regresso para Luanda é em dois dias mas não sei se quero voltar tão cedo!

Depois de a ter conhecido minimamente, Cape Town ocupa um lugar entre as minhas preferidas cidades do mundo, e a minha preferida em África até agora. É que, a Cidade do Cabo tem uma particularidade interessante, um pequeno segredo não tão bem guardado: a sua lusofonia. Notas esta lusofonia nos pequenos detalhes: a proliferação dos Vida e Caffés, a constante presença dos Nando's, e um número acima do normal de apoiantes da selecção das quinas. O Vida e Caffé é uma cadeia de cafeterias que são a versão sul-africana do Starbucks, mas com um nome aportuguesado, pãos portugueses quentinhos, e um menu em inglês e português. Os seus servidores vestem camisolas com o nome “Angola” ou “Moçambique” estampados nas suas costas. Nando’s é outra cadeia sul-africana bastante concorrida que tem as suas raízes na lusofonia. Basta olhar para o seu símbolo e o seu menu. Os seus churrascos são quase tão deliciosos como os que vendem nas ruas de Luanda, e um pouco mais sanitários. Andando pelas ruas de Cape Town, reparas nos restaurantes portugueses e brasileiros escondidos aqui e ali. Um dos melhores é o Braza, um conceito português, brasileiro, moçambicano, e angolano.

E claro, não podia de deixar faltar a música. Os músicos mais famosos de Cape Town hoje em dia, os Freshlyground, têm no seu meio um moçambicano, o seu baixista. Enquanto andas e conduzes por Cape Town os nomes das músicas deles começam a fazer mais sentido. Compras bebidas em Mowbray e lembras-te do som deles Mowbray Kaap, por exemplo.

Junto com os 340ml, outra banda sul-africana/moçambicana, os Freshlyground têm sido a banda sonora das 5 inesquecíveis semanas que passei em Cape Town. Os Fresh são mesmo embaixadores da sua cidade e parte da sua história recente. “A Zolani andava no mesmo autocarro que eu,” conta-me o meu primo Victor num dos seus momento mais alegres enquanto ouvia os Freshlyground. Ainda me lembro vivamente da primeira vez que ouvi a remix de Castles in the Sky...estavamos a conduzir na Victoria Road à caminho dum jantar em Camps Bay com o oceano Atlântico de um lado e as emblemáticas casas das rochas de Clifton à nossa esquerda. O céu, um azul brilhante. A vibe no carro, feliz e descontraída. Sabíamos que partilhávamos um momento lindo, ao som de uma música única. A felicidade sente-se ao lado de quem mais amas, e ao som de música assim. Zulu Lounge é outra das minhas preferidas. Oiço-a à noite, depois de uma noite bem passada na Long Street, ou enquanto dominamos as curvas de Chapman’s Peak.

Mas a melhor parte é que tanto os 340ml e os Freshlyground estarão em Luanda para o International Jazz Festival dentro de duas semanas (e no mesmo dia!)...talvez nunca escape Cape Town, afinal.


-Photo: Bartolomeu Dias Beacon, Cape of Good Hope. By Claudio Silva; Zolani photo by Tofs Stefano

Portuguese version coming soon

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