Monday, February 1, 2010

Electro Côco

Viviani GodoyThis Amsterdam-based outfit is no stranger to Caipirinha Lounge; the steamy remix of their jam, Terra & Água, braced your ear drums last September. I still play that song regularly and like any curious music lover with too much time on our hands and an entire Sunday of intense procrastination, I decided to get their album Côco do Mundo and give it a proper listen. Their work of art is an exercise in lush Brazilian vocals supplied by the only Brazilian in the group, Viviani Godoy, and funky turntablism by DJ Graham B and producer Alain Eskinasi. The two songs posted here are indicative of their vibe. It’s an reinvigorating mix of electronica, jazz, samba, drum and bass, and acoustic guitars, enhanced by Viviani’s sultry voice. Coco do Mundo, the title track, and Se Eu Fosse Mais Do Que Posso are among the best tracks on the album. Coco do Mundo builds brilliantly and has a kick-ass bassline, while Se Eu Fosse Mais Do Que Posso drum and bass is truly infectious.

Coco do Mundo
Se Eu Fosse Mais Do Que Posso

Este trio sedeado em Amsterdão não é bem novidade cá no Caipirinha Lounge; já no longíquo més de Setembro o remix de uma das suas músicas, Terra & Água, foi aqui destacado para o vosso prazer aural. Ainda toco Terra & Água frequentemente e como qualquer amante de música num domingo fio em que a procrastinação é a ordem do dia, decidi dar uma escutadela séria ao seu álbum, Côco do Mundo. Os Electro Côco são peritos na já conhecida arte de misturar música brasileira com uma boa dose de drum and bass, electronica, jazz, e samba, abrilhantado pela voz energética da única brasileira do trio, a Viviani Godoy, e os skills de produção do DJ Graham B e o Alain Eskinasi. As duas músicas incluídas aqui, Côco do Mundo e Se Eu Fosse Mais Do Que Posso, estão entre as melhores do álbum. Côco do Mundo tem um começo electrizante e Se Eu Fosse Mais Do Que Posso é drum and bass no seu melhor, ou muito perto disso.

-Photo: Viviani Godoy, by demetzrobert

Viviani Godoy's website
Electro Coco's Coco do Mundo on Amazon
Coco do Mundo on iTunes

Friday, January 29, 2010

Caipirinha Lounge on Twitter


Now you can follow my ramblings in yet another place!

https://twitter.com/CaipLounge

Agora podem seguir as minhas babuseiras directamente do Twitter!

-Photo by Respres

Thursday, January 28, 2010

Amanhã...

Recently I’ve found myself listening to this song a lot. Before I go to bed, or just after I wake up. I like its vibe, its message, and especially Dino’s production skills. I find myself humming it during odd hours of the day...it's the type of song that plays in your head long after you've stopped listening to it. In Portuguese, Amanhã means tomorrow. Bring me tomorrow, he sings. Tomorrow, that day that’s always full of promise, that day where we deposit all our dreams, our hopes. That day where the grass is always greener. What a great track to end a great album. Até amanhã…

Amanhã

Nos últimos dias tenho dado por mim a ouvir esta música mais do que o normal. Antes de deitar-me, ou logo que acordo. Dou por mim a cantar-lhe baixinho em qualquer hora do dia...é daquelas músicas que não sai fácilmente da cabeça. Gosto da sua vibe, da sua mensagem, e principalmente da produção do Dino. Trás-me o amanhã, canta ele. Amanhã, aquele dia onde depositamos as nossas esperanças, os nossos sonhos...aquele dia sempre cheio de promessa. Grande som para finalizar um grande album. Trás-me o amanhã...

-Photo: Sunrise over Bahia de San Rafael, by Bill Gracey

Luca Mundaca

Day by Day Luca Mundaca
You step into your home and its cozy inside, it seems like you’re worlds away from the inhuman freeze outside. You take off your bag and with it all the day's problems, and as you slip off your parka the warmth slowly takes hold of you as it wins the battle against the frigid cold. You pour yourself something to drink – the commute home took its toll. The music lover that you are, you immeadiately head to your stereo and put in Luca Mundaca, more specifically her song Day by Day. A friend told you about it, you remember.

The striking combination of swaying Brazilian acoustic guitar strings, softly strummed, and that violin that caresses you right at the beginning of the song, is divine. It warms you up more than any fire ever could. You feel at peace. The crystalline voice that sings to you, sweetly and lovingly, takes over the room – you hear nothing else. You don’t want it to stop. Your mind wanders to warm sands and a suave sea breeze with hints of salt, but it’s just the subtle bossa rhythms playing tricks on you. Day, by day by day by day by day, eu quero mais te ver. You might not know what that means but you don’t care. The song finishes and you don’t even notice – that voice still goes on in your head. It haunts you long after it croons out the final note.

Simple music is beautiful music.

Luca Mundaca has been making beautiful music since she first started picking her guitar strings in Brazil at the age of 15. She finally found the life and following she deserved when she moved to New York City and awed its residents with her heartfelt interpretation of bossa nova, and her music found its ways into Brazilian compilation CDs that meant something. Among them was Putumayo’s Brazilian Lounge CD, the greatest CD I have ever bought and an inspiration for this site. It is there that I first heard Há Dias (There Are Days). And since the best things in life come in threes, the jazzy, bluesy Não Se Apavore completes the trio of striking melodies created by Miss Luca Mundaca.

Day by Day
Ha Dias (There Are Days)
Não Se Apavore

Chegas a casa depois de mais um dia irreal. O tránsito está cada vez pior, os motoristas cada vez mais loucos. Entras pela porta e tiras a pasta, e com elas os problemas do dia. Estás em casa. Que bom. Fechas a porta e a poeira fica lá fora, e o calor ofegante também. Ar condicionado, grande invenção. Diriges-te a cozinha e fazes uma bebida, porque a boca esta seca demais. Parece que o caminho de regresso a casa é sempre mais longo. És um amante da música e por isso vais logo ter com a tua velha amiga, a sábia, a tua aparelhagem. Lembras-te que um amigo teu (ou será que viste na net?) falou te de uma música, Day by Day devia ser o título, cantada por uma tal Luca Mundaca.

A música começa e tu paras, imóbil. So funcionam duas coisas. Os teus ouvidos, a ouvir a linda melodia, a guitarra acústica suave e relaxante, aquele violino que te faz caricias, devagar, com ternura. E o teu coração, que ama esta música intensamente, toda ela. Não queres que ela acabe mas percebes que a emoção forte que sentes a ouvir uma música como esta é mesmo só para durar uns poucos minutos, senão perderia a graça. E a voz...essa voz. É linda, cristalina, perfeita para acompanhar uma melodia destas. Invade o quarto e toma conta de ti, por completo. És levado a uma praia escura, iluminada só pela lua cheia, e a briza do mar e o vai-vem das suas ondas são os únicos sinais de vida. Ah, mas não, continuas em casa...são só os poderes da bossa nova. Day, by day by day by day day, eu quero mais te ever. Nem sabes bem o significado disto, mas não queres saber. A música acaba e nem dás por isso – na tua mente, a música continua. No teu coração ela ainda toca. E continua tocando muito depois do último sussurro.

Ainda existe música boa.

A Luca Mundaca faz música assim desde que descobriu que tinha dom para a guitarra, lá pelos seus 15 anos de idade. Arriscou na vida, vendeu tudo e mudou-se para a Nova Iorque, onde encantou os novaiorquinos com os pedaços de Brazil que ela trazia na alma e espalhava com a sua guitarra. Era bossa nova como nos velhos tempos. Não tardou para que as suas músicas aparececem nas grandes compilações de música brasileira, tal como na compilação Putumayo Brazilian Lounge, talvez o melhor CD que alguma vez comprei e uma fonte de inspiração ímpar para este blogue. Foi lá onde ouvi pela primeira vez Há Dias, de Luca Mundaca. E como não há duas coisas boas na vida sem a terceira, incluo aqui três músicas, sendo a última a Não Se Apavore, com uma personalidade bastante jazzy, porque a Luca não vive só do bossa nova...


-Music featured on Luca’s debut CD, Day by Day/Musica do seu primeiro album, Day by Day

-Photo: Cover art of Luca's Day by Day album

Luca Mundaca online
Luca Mundaca on Myspace
Available on iTunes and Amazon

Wednesday, January 27, 2010

Caipirinha Lounge Cinema: Pergunta Sem Fim, by Carmen Souza (New album out in March!)

Protegid, Carmen Souza's new album, will be coming out in March. But until then, we can feast our souls on this jazzy diamond of a song:

Pergunta Sem Fim



Protegid, o novo álbum de Carmen Souza, só sai em Março. Mas até lá, podemos render-nos por completo a este jazz tenro e ofegante...

Weekly Events at Elinga Bar

Because I love Elinga Bar and its management team, Movimento X, of which our well known Afrologic Brothers are a part of, their nightlife invitations will become a weekly feature on this site. The good feelings in life are to be shared…It’s with pleasure that I share with you the best nightlife/cultural spot in Luanda.

Click here for this week's invitation.

Devido a amizade e respeito que o Caipirinha Lounge nutre para com o pessoal do Movimento X do Elinga Bar, do qual fazem parte os nosso já conhecidos Afrologic Brothers, é com muito agrado que passarei a postar aqui os seus convites semanais. Afinal de contas, as coisas boas na vida são para ser partilhadas! Principalmente quando se trata da melhor casa nocturna e cultural de Luanda...

Clica aqui para o convite desta semana.

Aline Frazão

“They say that ‘saudade’ is something difficult to explain...saudade has a face, and it’s yours…saudade has a taste, and it’s yours.”

So sings Aline Frazão in Babel, a beautiful bossa - inspired, carefree composition by an equally beautiful singer so in love with Lusophone music in all its forms. She started performing fado, bossa nova and morna at the age of 9 and by 15 was learning the guitar, playing along with the unforgettable jazz classics of our times. Aline’s never recorded an album and doesn’t plan to (she’s adverse to the music industry) but wow, do I wish she would change her mind.

There aren’t many Angolan musicians performing the styles that Aline does so well. She’s like our very own Sara Tavares, traveling the world with her voice and her guitar. She’s played in venues from Madrid to Luanda, Barcelona to Lisbon, Paris to Formentera, performing with other renowned Lusophone artists like Ikonoklasta and Bob Da Rage Sense, as well as with underground artists like Nu Bai, LaDupla and Marco Pombinho (coming soon to the Lounge!). Included here are three songs of hers: two original, sparsely arranged acoustic compositions highlighting her clear, ringing voice (Babel and Rascunho) and an interesting, unique interpretation of three great Angolan classics fused together - Birin Birin, Mupiozo a Me and Muxima. It’s not hard to guess my favorite one: Babel.

Babel
Rascunhos
Birin Birin/Mupiozo a me/Muxima

Aline Frazão, em suas palavras
Aline Frazão“Dizem que a saudade é algo difícil de explicar, traduzir não dá...saudade tem um rosto, e é o teu...a saudade tem um gosto, e é o teu...”

Assim canta Aline Frazão na sua composição original, Babel, uma música linda escrita e cantada por alguém tão linda quanto a música. Conta assim Aline a sua história musical:

“Comecei a pisar o palco aos 9 anos a cantar fado, mornas e bossa-nova (também a dançar ballet e coisas assim!). Aprendi a tocar a guitarra entre amigos, aos 15 anos, quando comecei a compor e a ouvir os standards de jazz.”

Ao longo dos anos foi ganhando experiência até chegar ao ponto de dividir o palco com outros ilustres artistas da música lusofona:

“Já estive/estou em vários projectos (cantei com o Bob da Rage e com os LaDupla, fiz Teatro ("Doce Pássaro da Juventude" em 2008), spoken word (Makumba Jazz), e os Nu Bai (é um grupo de fusão de rumba com musica afro-brasileira; andamos de mochila e instrumentos às costas a cantar numa ilha linda do mediterrâneo, a Formentera - inesquecível), e também Madera de Cayuco (um grupo fantástico...).

Nos meus últimos concertos por aí contei com a presença de grandes músicos-amigos, principalmente o Ikonoklasta, Marco Pombinho e César Herranz. Eles preenchem a minha música e dão mais brilho aos concertos... Luanda, Barcelona, Madrid, Lisboa, Paris, Galiza... Não me posso queixar. Tenho a sorte de ter muitos e bons amigos por ai...!”

Como não podia deixar de ser, tem uma paixão imensa por Angola. “Aonde quer que vá tocar, seja para que público for, levo sempre Angola na voz, pendurada como uma bandeira. Faço questão de explicar as canções nacionais, com orgulho, com saudade, com carinho, canto André Mingas, Mukenga, Liceu Vieria Dias e Teta Lando com tudo o que levo dentro.”

E os seus planos para este ano?

“Este ano quero dedicar mais tempo à composição e à escrita, ao estudo de novos instrumentos e continuar essa viagem, de guitarra às costas, bebendo a água de cada sítio, fazendo parcerias e projectos e concertos por aí a fora, contando as minhas estórias.

Infelizmente e para minha consternação, a Aline não tenciona gravar um CD (mas epa, eu aqui estou a rezar para que isso aconteça...dizem que a esperança é a última a morrer!). Explica ela, “Não tenho planos de gravar CDs, até porque a industria musical não me atrai mesmo nada.”

O que ela quer fazer, é cantar, cantar por amor
. “Cantar sim,” diz ela, “cantar e olhar nos olhos das pessoas nos concertos, isso sim e sempre. A música não é um passatempo. A música é grande parte de tudo o que eu sou, mesmo que esteja a estudar ou a trabalhar noutras coisas. A música é uma (a única?) constante.”

Acho ela uma das mais interessantes novidades da música contemporânea angolana. Destacadas aqui estão três músicas dela, duas da sua autoria e uma, a sua reintrepretação, bastante única e emotiva, dos grandes clássicos angolanos: Birin Birin, Mupiazo a me e Muxima. Das suas canções originias, um namoro intenso entre a sua voz e a sua guitarra, estão aqui para o vosso deleite aural, Rascunho, uma composição simples e tenra, e a jóia deste set, a música Babel, poética e deslumbrante.

Aline on Myspace

Tuesday, January 26, 2010

A Nova Aurora, by Madredeus & A Banda Cósmica

A Nova Aurora, Madredeus & A Banda CosmicaIn August 2009, Madredeus & A Banda Cósmica released their follow up to Metafonia in a somewhat secretive atmosphere, as no one was expecting a new album from them and they had done minimal marketing to promote their new baby. It’s a conceptual album titled A Nova Aurora that explores the idea of human history and our place in the universe. And if you still pictured Madredeus as that Portuguese folkloric band with sparse instrument arrangements and an intense focus on string arguments and Teresa Salgueiro’s vocals, you can part ways with that notion. The new look Madredeus continues to fully incorporate the Banda Cósmica into their music, meaning that percussion, drums, and an electric guitar, so absent from the band’s earlier work, is now a mainstay of their new sound. Whilst the previous incarnation of Madredeus was an all-Portuguese ensemble, this one counts with a couple of Brazilians and one Angolan, a Mr. Ruca Rebordão on percussion.

The last time I wrote about Madredeus & A Banda Cósmica on this space was to fawn over one of my favorite tracks of all time, O Eclipse, whose video you can watch here. While there is not a song in A Nova Aurora that so grabbed me, there are nonetheless some very interesting tracks. Among them are Não Estamos Sós (We are not alone), featuring Rita Damásio’s voice as strong as ever and some intricate acoustic guitar sequences; my favorite, Suspenso no Universo, perhaps the song that best defines Madrededeus’ new sound; and the slightly jazzy Vai Sem Medo, which with its extensive use of electric guitars and assertive percussion, is the closest thing that exists to Madredeus rock.

Não Estamos Sós
Suspenso no Universo
Vai Sem Medo

Em princípios de Agosto de 2009, os Madredeus & A Banda Cósmica lançaram o seu segundo album no Mercado para a surpresa de muito dos seus fãs, já que não se viu o marketing habitual tão comum no lançamento de álbuns novos. Chama-se A Nova Aurora e é um disco conceitual que explora o papel do ser humano no universo. Se por alguma razão ainda viam os Madredeus como aquela banda fólclorica e fiel ao seu próprio estilo único, baseado na guitarra acústica, na voz de Teresa Salgueiro e numa forte essência portuguesa, então podem definitiva-mente esquecer esta noção, porque os Madredeus de hoje não têm nada a ver. Não quero com isso dizer que não são bons, mas sim que são bastante diferentes. Os Madredeus de hoje fundiram-se com a Banda Cósmica, que usa livremente instrumentos impensáveis para os Madredeus de outrora, incluindo a percurssão, batuques, e a guitarra eléctrica. E se a versão antiga desta banda era so composta por portugueses, esta versão incorpora brasileiros e até um angolano, o Ruca Rebordão, que se encarrega da percurssão.

A última vez que escrevi sobre Madredeus & A Banda Cósmica neste espaço, foi para declarar o meu amor por uma das minhas canções preferidas de todos os tempos, O Eclipse (Habitas no Meu Pensamento), cujo video podem ver aqui. Neste novo disco não existem canções que tanto me marcaram, mas mesmo assim ha músicas bastante interessantes. Entre elas está Não Estamos Sós, onde a voz de Rita Damásio continua rica como sempre; a melhor música do álbum, Suspenso no Universo, que melhor exemplifica o novo estilo dos Madredeus; e por último, Vai Sem Medo, que faz uso extensivo da guitarra eléctrica e da percurssão, viajando muito próximo de rock ao estilo Madredeus.

Monday, January 25, 2010

Late Nite Lounge Vol. 10: Sultry soul tracks for the after-hours

Leela JamesAfter an arduous three week absence the Late Nite Lounge Series returns in earnest, and this week’s edition focuses on soul. There’s nothing like a slow-paced soul jam on a quiet winter night. The way it slowly seeps into your conscience and warms you up from the inside…

All Right, by Soulstice – This one embodies everything I love in downtempo neo-soul music, and has been playing on my iPod extensively ever since I first heard it months ago at my place of work. Soulstice define their work as futuristic electronic soul, but their music transcends that classification. All Right, my favorite song of theirs, ever, has clear hip-hop influences that mix surprisingly well with their electronica sound. And Gina Rene’s vocals are simply sublime. Her brother Gabriel Rene, DJ Mei Lwun Yee, and Andy Caldwell make up the rest of this underground soulful electronica quartet from San Francisco.

Music, by Leela James – The lyrics of this sumptuous slow jam are one of the reasons for the existence of this website. Leela James sings these lyrics with love and respect, because she subscribes wholeheartedly with their message. For all of those who grew up listening to Aretha Franklin, James Brown, Marvin Gaye, Chaka Khan, and other heavyweights of classic soul music, Leela James is the contemporary 21st century version, for us ‘youngins’ that are only now learning of the power of soul music. Her voice is nearly as emotive as Aretha’s as is her raw sensuality. The song featured here is featured on her debut album, A Change is Gonna Come.

All Right
Music

Depois de uma longa pausa de mais de três semanas, a série Late Nite Lounge volta em grande, com a edição desta semana destacando o melhor do soul americano contemporâneo. Nada como um soul jam daqueles numa noite fria do verão. Aquece-nos a alma lentamente e toma poder de nós...

All Right, by Soulstice
– Este som tem de tudo que eu amo da música neo-soul e downtempo. O que esta canção me faz...deixa só. Tem tocado assíduamente no meu iPod desde o momento que a ouvi no meu local de trabalho, no ano passado. Foi a banda Soulstice que compós esta música, e eles definem o seu estilo como “futuristic electronic soul”, se bem que na minha opinião a seu som vai além desta classificação. A música All Right, a minha preferida deles, de longe, tem influências claras de hip-hop, com scratches de DJ e tudo, que misturam-se muito bem com a sua vertente electrônica. E a voz de Gina Rene é fenómenal. Ela, mais o seu irmão Gabriel Rene, o DJ Mei Lwun Yee, e o Andy Caldwell completam este quarteto não muito conhecido de música electronica/soul, proveniente de San Francisco, California.

Music, by Leela James – A letra deste delicioso ‘slow-jam’ são uma das inspirações deste blog. Nesta canção a Leela James lamenta o estado lastimável das músicas mais ouvidas das massas, aquelas músicas sem conteúdo que denigrem a imagem da mulher e não dizem coisa com coisa. Para todos aqueles que cresceram a ouvir a Aretha Franklin, o James Brown, o Marvin Gaye, Chaka Khan, e outros clássicos da música soul, a Leela James é a versão contemporânea destes ilustres artistas, para nós os kandengues que não somos daqueles tempos. A sua voz é quase tão emotiva como a de Aretha, e tem quase tanta sensualidade crua. Music, o som destacado aqui, é do seu primeiro album, A Change is Gonna Come.


-Photo: Leela James, by Rehes

Leela James on Myspace
Gina Rene on Myspace

O Grito Político do Hip-Hop Lusófono

Sou angolano, meus pais são angolanos, nasci em Angola, tenho passaporte angolano, sou portador de um BI angolano, visito o meu país pelo menos uma vez por ano, mas vivo na diáspora e por isso foi me retirado o direito de votar em eleições angolanas. Portanto, só me resta falar à toa aqui neste blog; a minha forma de luta, protesto e revolta é a música, como nos tempos prévios a independência angolana (em que nem sequer estava vivo). Naqueles tempos, eram as músicas de Teta Lando, Ngola Ritmos, e outros que exaltavam o povo para a independência. Hoje em dia temos as líricas do MCK, Azagaia, Ikonoklasta, Phay Grande (o poeta) e muitos outros que fazem do rap e hip-hop o seu grito de revolta. Como disse outrora, a música lusofona sempre foi bastante política, o Bonga que o diga. Aqui vão alguns sons que nesta semana são mais relevantes que nunca.

A Téknica, as Kausas, e as Konsekuencias, por MCK

A Teknika, as Kausas, e as Konsekuencias

Este é Um dos temas mais icónicos do grande MCK, proveniente do seu primeiro album, Trincheira de Ideias. Causou a morte de Cherokee, um jovem que foi brutalmente morto por um guarda do regime pelo simples facto de estar a cantar a música.


O Silêncio Também Fala, por MCK

O Silencio Tambem Fala

“O país não tem dono, Angola é de todos nós.” Nada mais precisa ser dito.


As Mentiras, por Azagaia

As Mentiras

Com músicas incisivas como esta, o mano Azagaia está a incomodar muita gente no Moçambique e não só. As Mentiras pinta um quadro triste das similaridades entre a nossa sociedade e a de Moçambique


Combatentes da Fortuna, por Azagaia

Combatentes da Fortuna

O Azagaia cantou esta música no Cine Karl Marx durante o seu concerto em Luanda e levou a casa abaixo. O público percebeu o conteúdo da mensagem. Aqueles que um dia lutaram contra o colonialismo hoje fazem pior. O povo que sempre juraram defender, hoje ja nem olham para eles.


Povo Burro, por Phay Grande

Povo Burro

Há quem diz que ás vezes o povo tem os governadores que merece. Será..? O Phay Grande tem algo a dizer sobre isto.

-Photo: Azagaia, by Cotonete Records
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